marcar-conteudoAcessibilidade
Tamanho do texto: A+ | A-
Contraste
Encontro com o Mestre
há 10 anos

A felicidade individual existe no desejo pelo kosen-rufu

09/07/2016

A felicidade individual existe no desejo pelo kosen-rufu

Capítulo: “Correr com toda Força” Parte 30

Foi realizada no dia 3 de dezembro no Centro Cultural de Mie a Reunião Nacional de Coor­denadores de Província. Na ocasião, discutiu-se concretamente sobre as atividades do próximo ano, que seria o “Ano da Criação de Valores Humanos”.

Shin’ichi Yamamoto não conseguia deixar de se preocupar com Mitsuko Kuriyama, que havia se tornado coordenadora-geral da Divisão Feminina de Kansai. Até então já havia feito diversos incentivos por meio de cartas, mas desejava animá-la ainda mais.

Naquela noite, disse Shin’ichi à sua esposa, Mineko:

— A Sra. Kuriyama certamente está se sentindo solitária, pois se internará para operar o câncer. Ela vem se esforçando como líder central de Kansai desde a época como integrante da DFJ, é uma pessoa que vem correndo continuamente pelo kosen-rufu desta localidade. Conseguirá superar sem falta. Quero que lhe transmita: “Não há como o Gohonzon e as divindades celestiais deixarem de protegê-la. Concentre-se firmemente no tratamento”. Porém, conhecendo a Sra. Kuriyama, ela deve estar pensando: “É lamentável que só eu fique sossegada acamada no hospital, enquanto todos estão realizando as atividades com obstinada determinação”.

Shin’ichi continuou:

— Por isso, gostaria que também lhe transmitisse: “As coordenadoras da Divisão Feminina das respectivas províncias estão todas atarefadas, sem tempo para realizarem tranquilamente daimoku. Então, peço que recite daimoku por todas essas pessoas­. Esta será a sua missão. Por favor, recupere-se logo e tenha alta. Minha esposa e eu enviaremos daimoku para você”.

No dia seguinte, 4 de dezembro, Shin’ichi e comitiva partiriam para a província de Mie rumo a Kochi. Ele não tinha outro pensamento que não fosse incentivar a todos por meio de fotos comemorativas com os participantes da reunião de coordenadores de províncias, e também com os membros locais de Hakusan.

Kuriyama veio cumprimentar Mineko:

— Retornarei hoje a Osaka e irei me internar.

Mineko transmitiu as palavras de Shin’ichi e incentivou-a dizendo: “Sem falta correrá tudo bem”, e deu-lhe um forte aperto de mão.

Kuriyama, tal como Shin’ichi imaginara, estava se sentindo amargurada e não se perdoava por ter de se afastar das atividades pelo kosen-rufu naquele importante momento. No entanto, foi salva pelas palavras “envie daimoku por todas essas pessoas­” manifestando coragem.

Incentivar é uma tarefa de pensar continuamente se colocando no lugar do outro, de identificar preocupações e sofrimentos e transmitir raios de esperança.

Parte 31

A cirurgia de Mitsuko Kuriyama terminou com total sucesso. Teve alta no final daquele ano mesmo, e ao se iniciar o novo ano, começou a atuar animadamente como se não tivesse tido nada, incentivando muitos companheiros com forte convicção, maior que antes.

No dia 4 de dezembro, estava previsto para Shin’ichi Yamamoto ir de carro com Mineko para Osaka, fazendo baldeação de trem, e em seguida pegarem um voo do aeroporto de Itami para Kochi.

Nesse dia, a província de Mie estava com o céu nublado, e começou a chover quando chegaram a Osaka; informaram também que chovia em Kochi.

O avião partiu do aeroporto de Itami com um pouco de atraso. O aeroporto de Kochi estava com problema de visibilidade devido à chuva, e a aeronave ficou sobrevoando o céu durante algum tempo. Foi anunciado no voo que se não fosse possível aterrissar, retornariam a Itami.

O coordenador da província Yoshinori Shimadera e demais responsáveis que foram ao aeroporto de Kochi recepcionar a comitiva de Shin’ichi recitavam daimoku internamente fitando o céu cinzento.

Era a terceira visita de Shin’ichi à região de Shikoku naquele ano: a primeira foi em janeiro e a segunda, em julho. Porém, era a primeira vez em seis anos e meio que iria à província de Kochi. Justamente por isso, Shimadera estava determinado: “Aconteça o que acontecer, receberemos Yamamoto sensei”.

O avião da comitiva continuou a sobrevoar o céu de Kochi, e aterrissou enfim no aeroporto às 16h30. Chegaram com quase uma hora de atraso, mas todos os passageiros ficaram muito felizes.

Shin’ichi escreveu um poema [waka] em gratidão ao comandante e ofereceu a ele:

Admirável manobra

No mau tempo.

Os passageiros aplaudem

A habilidade do comandante.

Ele queria transmitir o sentimento de enaltecer seu magnífico feito.

Se todos manifestassem sentimento de gratidão, quão o mundo iria transbordar de calor humano e bondade.

Shin’ichi apareceu no portão do aeroporto.

— Sensei! — gritou Shimadera, sem perceber.

Shin’ichi sorriu e acenou dizendo:

— Vamos construir uma nova história de Kochi!

Parte 32

Foi em dezembro de dois anos anteriores que o funcionário da sede Yoshinori Shimadera fora enviado como coordenador de província de Kochi. Ele nasceu e cresceu no bairro de Nihonbashi, Tóquio, e a província de Kochi foi o local que, aos 35 anos, pela primeira vez, passou a morar distante de sua terra natal.

Ele não sentiu nenhuma hesitação quando foi nomeado. Isso porque havia decidido em seu coração: “Irei onde for pelo kosen-rufu! Dedicarei a minha vida ao kosen-rufu, junto com Ikeda sensei!”.

Não apenas Shimadera, mas muitos dos líderes da Divisão dos Jovens que foram nomeados como coordenadores de província tinham o mesmo sentimento. Todos receberam treinamento do presidente Shin’ichi Yamamoto como jovens e tinham decidido: “Minha vida é o kosen-rufu”, “Viverei junto com a Gakkai”, e assim foram adquirindo capacidade. Por isso, mesmo que lhes dissessem repentinamente que fossem para alguma localidade, não havia hesitação, receio ou insatisfação. Com pronta resposta positiva, decidiam ser este o palco de suas missões e esvoejaram alegre e bravamente como jovens águias, para esta e aquela terra.

É claro que cada um tinha sua realidade. No entanto, há tempos, todos haviam decidido assumir a responsabilidade pelo kosen-rufu como jovens sucessores. Pode-se dizer que foi por terem esse espírito que o “segundo ato do kosen-rufu” foi edificado. Os jovens que herdam o bastão do kosen-rufu não podem perder essa disposição, não importando a época.

Em tudo, se agirem apenas de acordo com a conveniência própria, mergulharão no egoís­mo, não terão harmonia com as pessoas nem o desenvolvimento da sua própria condição de vida. E também não conseguirão acelerar o kosen-rufu nem contribuir na sociedade. É por viver em prol de um grande ideal que se consegue romper a concha do eu menor e elevar a condição de vida.

Consta no “Princípios da Soka Kyoiku Gakkai”, estabelecidos antes da Segunda Guerra Mundial:

“Esta associação não é um grupo egoísta e individualista que se baseia numa visão de mundo estreita e que não zela pelos outros, não sendo também um grupo de falso totalitarismo embasado na visão de mundo vasta e vazia que esquece de si”.

A felicidade individual existe em meio ao desejo da concretização do kosen-rufu e é pela felicidade de si e dos outros que se corre pelo kosen-rufu.

Compartilhe

Copy to clipboard