BS
Caderno das Divisões
há 6 anos
A família na órbita da eterna felicidade
Divisão Feminina
03/09/2020
O lar é, de fato, o centro da sociedade humana
É importante que, na família, cada uma de nós seja o eixo, pois “a felicidade deve ser conquistada por nós mesmos, sem esperar que os outros nos façam felizes” (NRH, v. 8, p. 56). Ou seja, a mudança do nosso comportamento como membro de uma família, sendo o alicerce da harmonia, é a comprovação de que estamos realizando nossa revolução humana.
O presidente Ikeda orienta na NRH, capítulo “Líderes Audazes”, o seguinte:
– Nossos pais, parceiros, irmãos e filhos são parte do ambiente no qual nos encontramos, e estamos ligados a eles por laços cármicos. Não podemos fugir da nossa realidade. O que, então, devemos fazer? Em vez de culpar os outros pelos nossos problemas de relacionamento, podemos tomar a decisão de mudar a nós mesmos. Por exemplo, se uma mãe realizar a sua revolução humana e seus filhos passarem a considerá-la a melhor mãe,a atitude geral deles em relação a ela mudará e eles a tratarão com gentileza. Isso também vale para o nosso relacionamento com os pais. Se culparmos continuamente nossos filhos ou cônjuges, sem refletir sobre nós mesmos e sem nos esforçar para realizar a nossa revolução humana, jamais superaremos a situação. Nichiren Daishonin escreveu: “Portanto, não há duas terras — pura e impura. A diferença reside apenas no bem e no mal da própria mente” (CEND, v. I, p. 4). (NRH, v. 26, parte 14. Brasil Seikyo, ed. 2.304, 31 dez. 2015)
Transformar o relacionamento familiar em uma “terra pura” ou acabar se tornando mais tensa e desagradável, transformando-se numa “terra impura”, depende da nossa determinação interior. Para isso, é importante recitarmos daimoku sinceramente, aprimorar o caráter e cultivar um coração amplo e amável capaz de abraçar com carinho a família e conduzir todos ao caminho da felicidade. Essa comprovação se converterá numa poderosa força para promover o kosen-rufu em nossa localidade.
Quanto mais reclamarmos e colocarmos a culpa nos outros, mais tardamos a transformação do nosso carma. Mesmo diante de todos os sofrimentos e tristezas, se orarmos diante do Gohonzon com a firme decisão de que “Eu farei minha revolução humana em primeiro lugar”, sem falha será aberto um caminho diante de nós.
A fé é base de tudo, pois eleva nossa condição de vida, possibilitando demonstrar uma verdadeira preocupação e consideração pela situação do outro, convivendo assim de forma sábia e harmoniosa. Mesmo nas pequenas atitudes de consideração existe o brilho de uma luz radiante que faz a diferença na vida da pessoa que está bem diante de nós. Quando desenvolvemos ampla condição de vida, até mesmo o som desagradável de uma crítica soará como o doce canto de um pássaro. A paciência e a perseverança são a chave para a felicidade.
O presidente Ikeda orientou em diversas ocasiões: “Não se é infeliz porque tem problemas ou é feliz porque não tem problemas. O importante é não ser derrotado pelos problemas. Se não se deixar ser derrotado e com base na fé, sem falta conquistará a felicidade”. Conquistarão a condição em que tanto na vida como na morte poderão comprovar o aspecto de vitória da “harmonia familiar” junto com os familiares falecidos. Os laços da Lei Mística são eternos pelas “três existências” — passado, presente e futuro.
Família é tema central e recorrente nos escritos de Nichiren Daishonin, por essa razão, “Prática da fé para criar a harmonia familiar” é a primeira das cinco diretrizes.
Em primeiro lugar, devemos nos esforçar para sermos pessoas alegres e radiantes como o “sol do lar”, cuja presença envolva todos os familiares com a luz da compaixão. Em segundo, precisamos nos respeitar mutuamente, reconhecendo que os vínculos familiares entre pais e filhos ou entre cônjuges e parceiros consistem em laços cármicos que se estendem pelas “três existências” — passado, presente e futuro. Em terceiro, devemos prestar uma contribuição positiva à sociedade e trabalhar para desenvolver sucessores que também façam o mesmo. (Terceira Civilização, ed. 603, nov. 2018, p. 50-65)
É no empenho para atingir esses objetivos que podemos realizar nossa revolução humana e atingir o estado de buda nesta existência.
Vamos determinar ser o “sol do lar” e que toda a família será iluminada. Tudo o que temos de fazer é nos tornar pessoas transbordantes de vivacidade, sabedoria e alegria; assim, com certeza, envolveremos a todos nessa mesma órbita.
O diálogo é fundamental para atingirmos essa condição, pois se cada um imaginar o que o outro deve estar pensando ou como o outro deveria agir, sem que haja um diálogo sincero, acaba-se criando uma barreira muito grande, dificultando ainda mais o entendimento.
Vamos sempre nos lembrar de que a “boa sorte vem do coração e torna a pessoa digna de respeito”. Justamente neste momento de distanciamento social, junto dos familiares, vamos utilizar palavras que aproximem o coração.
O presidente Ikeda expressa seu sentimento da seguinte forma:
Nada me dá mais alegria que ver como os membros se tornaram felizes por meio da prática da fé. Eu vivo para isso. Tudo o mais é secundário. Eu gostaria de me encontrar com cada um dos membros que estão praticando sinceramente, agradecer-lhes e encorajá-los. É exatamente assim como me sinto. Porém, como sou um só, isso é simplesmente impossível. Mas vivo cada dia, orando com todo meu ser ao Gohonzon com esse desejo em meu coração. (Brasil Seikyo, ed. 1.497, 27 fev. 1999, p. 3)
Queridas amigas, neste momento em meio ao combate do coronavírus, com forte convicção, vamos orar, desafiar e avançar triunfantes, manifestando o maravilhoso potencial humano inerente à nossa vida, criando uma grande correnteza do bem que mudará o destino da nossa família, do nosso país e de toda a humanidade.
Dessa forma, com muita gratidão, vamos estabelecer a vitória na rede solidária das 100 mil mulheres!
Compartilhe
