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Caminho fácil ou difícil?
03/09/2020

Na Nova Revolução Humana, Shin’ichi Yamamoto (pseudônimo do presidente Ikeda, no romance) conta sobre a cerimônia de início das aulas, de 1978, da Escola Soka de Ensino Fundamental 1 de Tóquio, Japão — ocasião em que enviou uma alegre mensagem aos alunos, utilizando uma fábula para motivá-los a serem persistentes.
Caminho fácil
Assumindo o púlpito, o diretor da escola apresentou o lema do ensino fundamental: “Sejam Radiantes! Sejam Atenciosos! Sejam Perseverantes!”.
O fundador da instituição, Shin’ichi Yamamoto, havia sugerido esse lema, atendendo à solicitação do corpo docente e dos funcionários. Isso porque acreditava que ajudar a criança a estabelecer uma base interior sólida era o propósito mais importante da educação básica.
“Um representante dos estudantes procedeu à apresentação de um juramento. O aluno do terceiro ano subiu os degraus até o palco e se posicionou diante do diretor no púlpito.
Depois do discurso do estudante, um membro do conselho de administração leu a mensagem do fundador, Shin’ichi Yamamoto. O texto havia sido impresso numa folha de papel e entregue aos alunos, com um guia de pronúncia ao lado dos ideogramas chineses para que todos pudessem lê-los.
Enquanto a mensagem estava sendo lida em voz alta, as crianças acompanhavam atentamente com o texto em mãos.
Na mensagem, depois de estender sinceras congratulações aos estudantes e aos pais, Shin’ichi discorreu sobre a fábula de Esopo chamada O Mercador e o Burro.
— ‘Um burro, carregando um fardo de sal, atravessava um riacho quando escorregou e caiu. Uma parte do sal dissolveu-se na água, tornando a carga do burro mais leve. Extasiado com esse resultado, o burro decidiu cair de propósito na água para aliviar sua carga da próxima vez. Entretanto, o fardo desta vez em particular não era de sal, mas de algodão. Portanto, quando o burro caiu no riacho, o algodão ficou encharcado de água. O peso só aumentou e, infelizmente, ele se afogou’.” (NRH, v. 27, p. 12)
Brotos de bambu
Shin’ichi queria destacar em sua mensagem que, se os alunos fossem preguiçosos, buscando o caminho mais fácil, poderiam acabar frágeis e infelizes. Ele escreveu:
— “Vocês podem, por vezes, ter problemas, dificuldades que talvez pareçam ser um fardo pesado. Podem ser repreendidos por algum professor ou se sentir tristes por não terem ido bem no trabalho da escola. Podem levar a pior numa discussão com um amigo e ficar realmente com muita raiva ou chateados em consequência disso. Mas essas experiências, esses ‘pesados fardos’ os ajudarão a se tornar grandiosos. Assim como o inverno sempre se transforma em primavera, muitas vezes, depois de fatos tristes na vida, seguem-se acontecimentos agradáveis e felizes. O bambu não quebra sob o peso da neve. Ele simplesmente suporta e aguarda com paciência a chegada da primavera repleto de esperança. Isso não significa sofrerem sozinhos. Se tiverem problemas, contem aos pais ou busquem conselhos com professores e bons amigos. Vocês são como jovens brotos de bambu com muito para crescer. Com um coração amplo e aberto, desenvolvam-se com saúde e espírito forte, e aprendam a ser flexíveis e persistentes como o bambu.
Os olhos das crianças brilhavam intensamente.
Shin’ichi desejava ensinar aos jovens estudantes a mais relevante maneira de viver: encarar as dificuldades de cabeça erguida. Se criassem o hábito de evitar dificuldades, no fim só atrairiam infelicidade”. (Ibidem, p. 13 e 14)
Aprenda com a NRH:
Utilizamos trechos do capítulo “Novos Brotos”, do volume 27, da Nova Revolução Humana, publicado pela Editora Brasil Seikyo.
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