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há 6 anos
Diálogo e união
Comunidade Bandeirantes, RM Jacarepaguá, compartilha sua intensa luta no “movimento 1, 2, 3”
03/09/2020

REDAÇÃO
A Comunidade Bandeirantes fica em um bairro da zona oeste carioca, conhecido por seu tamanho e grandes contrastes, que vão de arranha-céus a cachoeiras. Apesar das diferenças, há uma grande sintonia no lugar. Da mesma forma, acontece na comunidade que, por meio da união de membros e líderes, busca ultrapassar os obstáculos da vida cotidiana.
Valéria Pires é responsável pela Divisão Feminina da localidade e relata ao Brasil Seikyo um pouco mais sobre esse intenso movimento de luta em prol do kosen-rufu em meio à pandemia mundial que estamos vivendo. Segundo ela, a primeira etapa da batalha foi encarar os obstáculos como oportunidades e avaliar com o coração quais os passos a serem dados para proteger os membros.
Como em muitos lugares, a dificuldade com o uso da tecnologia foi um dos maiores desafios, vencido com a ajuda de todos. “Entramos em contato com os membros e explicamos os passos. Então, auxiliamos a redefinir a senha na Extranet e fizemos diálogos em vídeo pelo WhatsApp. Uma de nossas responsáveis de bloco também elaborou um ‘tutorial’ simples de como acessar e gravou as etapas pelo celular. Era uma grande alegria quando cada membro conseguia vencer nesse sentido”, disse.
Valéria compartilhou que outro ponto essencial foi a união na recitação do daimoku. “Lançamos um movimento de sintonia de daimoku na comunidade todas as terças-feiras para vencer a maldade da doença e fortalecer nossos membros. Esse daimoku ganhou força e começamos a ver nossos companheiros participando com alegria e compartilhando suas fotos no grupo dos blocos após a recitação do daimoku. Paralelamente a esse movimento, lançamos o objetivo de um milhão de daimoku pela Divisão Feminina. Atualmente, já temos mais de 2 milhões de daimoku recitados.”
Todo o carinho dos líderes também era transmitido por meio das visitas virtuais e dos diálogos. Como consequência, mais e mais membros entraram na mesma órbita e as reuniões remotas ficaram mais cheias a cada dia. “Nós, líderes, começamos a observar que vários membros ultrapassaram a dificuldade tecnológica e, a cada encontro, é gratificante ver o sentimento de vitória que manifestam ao acessar as atividades virtuais. Esse movimento vem fortalecendo cada um de nós para vencermos juntas as dificuldades que se apresentam neste momento”, afirmou.
Em meio a esse movimento, Valéria também batalha para ultrapassar suas próprias questões. “Meu desafio pessoal desde o início do período de isolamento é vencer a maldade da doença da ansiedade que, por muitos momentos, me paralisava, trazendo medo e insegurança. Tive várias crises que me impediam de dormir. Porém, estou decidida e convicta a fazer mais daimoku e a me tornar a cada dia ‘senhora da minha mente’. Decidi que nenhuma maldade poderia me paralisar ou me impedir de realizar minha missão”, bradou.
O sentimento dos líderes da Comunidade Bandeirantes é, de fato, comprovar o tema do ano de 2020 — Ano do Avanço e dos Valores Humanos — na vida. “Toda a nossa luta veio consolidando resultados que aos olhos do mortal comum seriam difíceis de realizar, porém, não existe impasse para quem recita daimoku e cultiva o desejo da vitória no coração”.
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