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Matéria do mês
há 4 meses
Eternidade da vida
Redação
01/11/2025

Chegamos em novembro. Como passou rápido!
Este mês, celebramos várias datas importantes. Uma delas é o Dia de Finados, no dia 2 de novembro. Talvez você já tenha ouvido falar que esse é um dia triste, mas, na verdade, é um momento especial para homenagear as pessoas queridas que já se foram e refletir sobre a vida de um jeito mais profundo.
O que isso tem a ver com o tema do mês? Para saber, continue a leitura. 😉
Entendendo a eternidade da vida
Você já parou para pensar que os seres humanos são, talvez, um dos únicos no planeta que sabem que a vida chegará ao fim um dia? Essa consciência pode despertar sentimentos diferentes em cada pessoa.
Algumas podem ficar tristes ou ansiosas só de pensar nisso. Outras podem viver como se nada importasse, sem se preocupar com as consequências do que fazem. E tem ainda quem encare tudo isso de um jeito diferente e busque um sentido maior para a vida.
Saber que o tempo que temos é precioso pode nos fazer valorizar os momentos, as pessoas e até as pequenas coisas. Pode também nos inspirar a entender melhor quem somos, por que estamos aqui e como viver de forma plena e sem arrependimentos.
No livro Desvendando os Mistérios da Vida e da Morte, o presidente da SGI, Dr. Daisaku Ikeda, explica que, pela percepção budista, a vida é eterna e podemos comparar o nascimento e a morte como períodos alternados de acordar e dormir. Assim como o sono nos prepara para as atividades do outro dia, a morte é um estado no qual descansamos e nos reabastecemos para uma nova existência.1
Portanto, a morte não é um fim, mas um meio. Sobre isso, Nichiren Daishonin afirmou: “Vidas imbuídas de infinita alegria emergirão novamente depois da morte e retomarão suas atividades num novo palco na próxima existência".2 Que incrível observarmos a vida dessa forma!
Cumprir a minha missão
Nichiren Daishonin declarou: “Um dia de vida é mais valioso que todos os tesouros de um grande sistema de mundos”.3 Em outras palavras, Daishonin nos ensina que nada pode comprar ou substituir nossa vida e que ela deve ser valorizada, assim como a vida das pessoas ao redor.
Conscientes desse trecho e do significado da vida e da morte, de que forma podemos viver plenamente e sem arrependimentos? O presidente Ikeda é quem responde: “Trata-se de ter senso de missão”.4 E dá a dica: “O ideal é vivermos cada minuto da vida de forma útil, como se fosse uma era”.5
Em outra orientação, ele aprofundou o assunto:
Os ideogramas que compõem a palavra “missão” em japonês possuem o significado de “utilizar a vida”. Enquanto eu tiver vida, para que vou utilizá-la? Ponderem a todo momento sobre isso, busquem incansavelmente a resposta e sejam decisivos. Esta não é uma questão que está em algum lugar distante. Se desafiarem as questões que estão bem diante de seus olhos com todas as suas forças, sem falta, em algum momento, visualizarão a missão que somente cada um de vocês pode realizar. Com certeza, vocês compreenderão: “É isso! Esta é a minha missão!”.6
Portanto, vamos viver com base em nossa missão. Vamos aproveitar a vida o máximo que pudermos e considerar cada dia como um tesouro precioso e insubstituível.
Notas:
1. IKEDA, Daisaku. Desvendando os Mistérios da Vida e da Morte. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, 2019, p. 43.
2. The Writings of Nichiren Daishonin [Os Escritos de Nichiren Daishonin]. Tóquio: Soka Gakkai, v. II, p. 860.
3. Coletânea dos Escritos de Nichiren Daishonin. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, v. II, p. 221, 2017.
4. IKEDA, Daisaku. Juventude — Sonhos e Esperanças. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, v. 2, p. 231, 2020.
5. Ibidem, p. 230.
6. IKEDA, Daisaku. Vozes para um Futuro Brilhante. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, 2024, p. 167-168.
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