BS
Encontro com o Mestre
há 11 anos
Jamais fechem os olhos às pessoas que passam por problemas e angústias
Quando temos bons amigos para compartilhar a luta pelo kosen-rufu, nossa força se multiplica por cem!
21/03/2015

Parte 9
Shin’ichi disse com energia:
— Quero incentivar com todas as minhas forças as pessoas que se esforçam em meio a dificuldades, que passam por sofrimentos e amarguras. Quero louvá-las ao máximo. Se é para me encontrar com os nobres e respeitáveis filhos do buda, eu vou a qualquer lugar.
A responsável pela Divisão Feminina de Jovens da Regional Shodoshima, Mamiko Otsu, transmitiu a Shin’ichi:
— Há uma integrante da DFJ que perdeu os pais nas fortes chuvas de dois anos atrás.
Assim que ela começou a dizer isso, Shin’ichi manifestou imediatamente:
— Se for possível, encontrarei-me com essa DFJ. Desejo encontrar-me com pessoas assim para incentivá-las. Foi para isso que eu vim.
Otsu foi chamá-la.
Shin’ichi começou a falar com ela num tom de voz cheio de energia; a moça o olhava com surpresa:
— Eu sei que foi difícil [perder seus pais]. Foi triste. Foi sofrido. Mas não pode ser derrotada. Tem que se tornar forte. Você deve se empenhar com ânimo na prática da fé e sobreviver. De agora em diante, seja feliz também pelos seus pais. É isso que seus pais desejam, e fazer isso acontecer é a mais elevada homenagem em memória deles.
— De agora em diante, pense em mim como seu pai. Eu não me esquecerei de você. Mesmo que você me esqueça, eu continuarei a lhe enviar daimoku. Por favor, aconteça o que acontecer, não seja derrotada, se esforce até o fim.
Ela tentava conter o choro e acenou com a cabeça várias e várias vezes ante as palavras de Shin’ichi.
Ele disse olhando para Otsu:
— Por favor, cuide bem dela.
A líder jurou em seu coração zelar e incentivar esta integrante da DFJ com o sentimento de uma irmã mais velha.
Agir em prol das pessoas com problemas, que estão sofrendo angustiadas; incentivá-las continuamente. Nos companheiros Soka pulsa o ardente sentimento de não fechar os olhos quando veem pessoas que vivem situações difíceis.
Na sociedade atual, é forte a inclinação ao individualismo e as pessoas tendem a evitar relacionarem-se com os outros, ficando presos dentro do seu mundo. Como consequência, a solidariedade entre as pessoas veio sendo rompida e o isolamento prolifera.
Em meio a isso, é o modo de vida dos membros da Gakkai, desejando a felicidade dos outros e buscando ativamente relacionar-se, que unirá e revivescerá as pessoas, tornando-se a força que trará benefícios à sociedade.
Parte 10
Shin’ichi se dirigiu aos participantes da reunião comemorativa dos dez anos da Sede Regional de Shodoshima. O local estava repleto de pessoas; dentre elas, cerca de 100 eram familiares e parentes não associados da Gakkai.
Ao entrar, Shin’ichi dirigiu-se a uma senhora idosa de óculos que estava sentada na primeira fila:
— Vovó, a primeira praticante da ilha! Fico feliz em vê-la bem. Como prometi há 11 anos, aqui estou.
— Sensei! Seja muito bem-vindo. Estávamos aguardando! Estávamos aguardando-o por muito, muito tempo.
Shin’ichi colocou no pescoço dela o colar de flores que estava em sua mão.
A senhora chamava-se Hanano Michihata e iria completar 78 anos. Foi o primeiro membro da Soka Gakkai daquela ilha, tendo se associado em agosto de 1953.
Nessa época, o tradicionalismo era forte e não havia ninguém que compreendesse corretamente a Gakkai. Era rotina diária as pessoas jogarem água e sal nela quando tentava realizar o diálogo budista [shakubuku]. Ao andar pela rua, ridicularizavam-na dizendo: “Nam-myoho-renge-kyo está andando”.
Mas ela não se curvou.
— Todos se opõem a esta prática da fé sem saberem de nada. Falam mal. Está acontecendo exatamente conforme aprendi na Gakkai. Esta prática é verdadeira!
As críticas e calúnias foram fortalecendo sua convicção.
No início, pertencia ao distrito Suginami [bairro de Tóquio; distante cerca de 650 km]. Quando se defrontava com algo que não sabia, perguntava às veteranas da organização por meio de cartas. Eram quatro correspondências por mês. Lia a ponto de memorizar as respostas e incentivos enviados, e assim percorria a ilha para propagar o budismo.
Em agosto de 1954, no ano seguinte à sua conversão, concretizou seu primeiro shakubuku. A filha de uma das suas colegas de classe, Chiyo Takuma, ingressou na Gakkai. As duas tinham uma diferença de idade de mais de 20 anos, mas se dedicaram juntas à propagação. Mesmo sendo hostilizadas e malfaladas, sentiam uma enorme alegria emergindo de si. E, além do mais, o mais encorajador era que tinham companheiros que as apoiavam. Seu coração flamejante não se abalavam nem mesmo diante da frieza daquelas pessoas.
Quando surge um companheiro, a coragem se multiplica cem vezes.
Todos tinham dificuldades na vida diária, mas tinham também esperança e convicção no amanhã.
Os veteranos têm a responsabilidade de praticar a fé na SGI por toda a vida e sempre inspirar os mais novos
Parte 11
O kosen-rufu de Shodoshima, que começou com Hanano Michihata, desenvolveu-se de forma constante e firme.
Em julho de 1978, ano da segunda visita de Shin’ichi Yamamoto, a organização de Shodoshima apresentava grande desenvolvimento; era uma regional com cinco distritos.
Em setembro de 1967, quando Shin’ichi realizou sua primeira visita, encontrou-se com Michihata. Ao saber que o kosen-rufu da ilha havia começado com ela, disse:
— Quando a sede regional ficar pronta, o kosen-rufu de Shodoshima irá avançar amplamente. E, junto com isso, a ilha irá prosperar cada vez mais.
— Quando isso acontecer, a senhora, que foi a primeira integrante da Gakkai da ilha, irá resplandecer luminosamente. Quando a sede regional for concluída, virei sem falta a Shodoshima. Virei para encontrar-me com a senhora.
E assim aconteceu o reencontro deste dia. A Sra. Michihata dizendo “Sensei... estou feliz” apertou firmemente as mãos de Shin’ichi. Lágrimas fluíam incessantemente dos seus olhos.
— Eu também estou feliz. Estou dez vezes mais feliz que a vovó.
— Puxa, Sensei!
— Eu gosto bastante da vovó. Sinto como se a senhora fosse minha mãe. Quantos anos fez?
— Completei 78 anos. Foi realmente muito bom ter tido uma longa vida.
— Ainda é jovem. Por favor continue sempre, sempre saudável. E vamos nos encontrar novamente.
— Sim! Continuarei vivendo tendo a expectativa de me encontrar ainda com Sensei mais duas, três vezes.
Ao ver o aspecto dos nobres veteranos atuantes desde o começo da Gakkai se dedicarem com alegria e vivacidade, os membros mais novos adquirem convicção na prática da fé. Assim, as pessoas que edificaram a época primordial têm a responsabilidade de realizar a prática por toda a vida. E os membros mais novos devem respeitá-los, zelar por eles e tratá-los com a máxima consideração.
É aí que se constrói a sólida corrente do kosen-rufu, de geração em geração.
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