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há 24 anos

Comunicação e postura

SABEDORIA DIÁRIA

01/03/2003

Comunicação e postura
Cabe lembrar que todo comportamento comunica alguma coisa. O comportamento abrange gestos, expressão facial, inflexão de voz, seqüência, ritmo e cadência das próprias palavras. Hipócrates já afirmava que “todas as partes do organismo formam um círculo. Portanto, toda e qualquer parte é um começo e um fim”. Nas relações humanas assim também ocorre, numa constante reciprocidade. Todos influenciam e todos sofrem influência. Em um relacionamento, a timidez é uma das barreiras que se manifestam por meio da tensão e inibição em situações sociais, que interferem e dificultam a realização de objetivos pessoais ou profissionais de uma pessoa. Atitudes do tímido:

Não presta atenção ao que o outro diz, mas em si mesmo, em como está sendo a sua voz (sempre baixa e/ou trêmula, às vezes gaguejando). Não sabe onde colocar as mãos (pode ficar com as mãos no bolso, passá-las sobre o rosto, a boca, ou então ficar mexendo em acessórios como anéis, pulseira, correntinha no pescoço, relógio etc.).

Suas mãos transpiram ou tremem.

Franze a testa.

Estala os dedos.

Evita olhar nos olhos dos outros. Permanece cabisbaixo e com os olhos voltados para o chão.

Não gosta de sair sozinho.

Fica vermelho, deseja desaparecer e permanecer sempre quieto em um canto.

Se está acompanhado torce para que o outro fale no seu lugar.

Sempre ensaia muito o que vai falar e procura evitar a exposição de suas idéias, pois tem medo da avaliação negativa dos outros (morre de medo de passar-se por tolo).

Tem medo da rejeição, de errar.

Possui pensamentos negativos sobre si mesmo, sentimentos de inferioridade e sua auto-estima e autoconfiança são muito baixas. A timidez pode variar do “ficar sem jeito”, passar para a timidez crônica até chegar à fobia social (a mais grave de todas, impedindo a pessoa de fazer até mesmo as coisas mais simples do dia-a-dia).

A timidez ou inibição está presente em todas as culturas do mundo. Por isso pode ser chamada de doença cosmopolita, e bem sabemos pode ser controlada e até transformada, principalmente para aqueles que têm uma causa justa: o Kossen-rufu.

O tímido corre o sério risco de perder boas oportunidades na vida como uma promoção no emprego, iniciar um relacionamento afetivo, ou então fazer Chakubuku (falar sobre o budismo para as pessoas).

O que fazer?

1. Reeducar a mente: Conscientizar-se da missão quanto ao Kossen-rufu. Sentir no coração a necessidade de se comunicar adequadamente.

Acreditar que não há ação poderosa sem uma fisiologia poderosa.

E, ação não é conseqüência de um pensamento? De um quadro mental?

A pessoa que pensa negativo, fala de maneira negativa (“acho que não vou conseguir falar direito!”) só pode apresentar uma postura retraída e derrotista.

Há um velho ditado que diz: “Se você quer ser poderoso, finja que é poderoso.” Faça de conta que é poderoso.

O presidente Ikeda nos diz: “Somos artistas no palco da vida.” Já que é por uma causa justa (o Kossen-rufu), por que não vencemos essa dificuldade?

“Não há mente, só há corpo, e não há corpo, só há mente.” Se você mudar sua fisiologia, sua postura, seu modo de respirar, sua tensão muscular, sua tonalidade ao falar, no mesmo instante você muda as representações interiores e seu estado interior.

Quando sua fisiologia está esgotada, a energia de seu estado interior se esgota. Quando sua fisiologia se ilumina e intensifica, seu estado interior faz a mesma coisa. Assim, a fisiologia é a alavanca para a mudança emocional.

Pensamentos e palavras levam à ação. Se pensar “não vou conseguir”, “não sei fazer” ou “não sei falar direito” e proferir isso em palavras tudo irá se materializar na postura. Sua fisiologia automaticamente acompanha o comando de olhar para baixo, a respiração fica fraca e a voz sem energia.

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