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Mulher
há 24 anos
GRANDES MULHERES
Marie Curie — Uma vida dedicada à ciência
01/03/2003

Seu pai, um professor de matemática e físico, e sua mãe, diretora de uma escola, incutiram nos filhos o amor pelo aprendizado e pela cultura.
A mais nova dentre cinco irmãos, Marie teve a infância marcada pelo falecimento de sua irmã Sofia, de tifo, e de sua mãe, de tuberculose.
Desde tenra idade, ela revelou grande aptidão pelas ciências e recebeu uma medalha de ouro ao concluir o curso secundário com brilhantismo.
Como seu país não permitia que mulheres freqüentassem um curso superior, Marie trabalhou como professora e governanta até conseguir economizar o suficiente para ir a Paris e ingressar na Sorbonne, em 1891. Ela adotou a grafia francesa para seu nome (Marie) e conheceu Pierre Curie, seu professor na Sorbonne, com quem se casou em 1895 e teve duas filhas, Irene e Eve. Junto com Pierre protagonizou a mais extraordinária parceria no meio científico. Apesar de enfrentar sérios problemas financeiros, Marie conseguiu doutorar-se em ciências físicas em 1893, e em ciências matemáticas, em 1894.
Ela e Pierre começaram a pesquisar substâncias radioativas, mas como não tinham recursos para adquirir minérios, utilizaram lixo industrial doado por uma fábrica. Após quatro anos e quase falidos, eles conseguiram enfim, isolar dois elementos químicos: o polônio e o rádio.
Como resultado, receberam, juntamente com Henri Becquerel, o Prêmio Nobel de Física em 1903. No mesmo ano eles foram agraciados pela Royal Society de Londres com a Davy Medal.
Mas, em 1906, Pierre falece vítima de um atropelamento e Marie é indicada para substituí-lo, tornando-se a primeira mulher a lecionar na Sorbonne.
Em 1910 Marie consegue isolar uma pequena quantidade de rádio puro no estado metálico, e recebe no ano seguinte, seu segundo Prêmio Nobel de Química, algo inédito até então.
Marie acreditava que para construir um mundo melhor, as pessoas deveriam aprimorar-se, compartilhando a responsabilidade pela humanidade e auxiliando aqueles a quem pudessem ser úteis.
Ela trabalhou com extraordinária devoção até pouco antes de falecer, recebendo elogios do físico Albert Einstein que disse: “Marie Curie é, de todas as celebridades, a única que a fama não corrompeu.”
Além da Davy Medal e dos dois prêmios Nobel, Marie foi homenageada por quase todas as grandes universidades e agremiações científicas do mundo por sua imensa contribuição para o progresso da ciência.
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