BS
Relato
há 9 anos
Avançar com toda a alegria e convicção
Flavio se tornou feliz ao encarar desafios como oportunidades
25/11/2017

37 anos, Balneário Camboriú, SC — Resp. pela DMJ da RM Norte-Catarinense, CRE Sul
Vencer a si mesmo
Sou membro desde 1982, quando tinha 2 anos. Minha irmã, Gissely, meu pai, Getulio, e eu nos convertemos junto com minha mãe, Ivonete, que foi quem primeiro conheceu o budismo.
Morávamos em Curitiba, PR, e tínhamos muita desarmonia e dificuldade financeira. Com o tempo, as coisas foram melhorando. Meu pai, em 1984, passou num concurso da Secretaria da Justiça, onde trabalhou até se aposentar.
Meus pais e irmã participavam das atividades e por isso eu acreditava que não precisava praticar.
Aos 18 anos tive um grave acidente de carro e sofri traumatismo craniano. No hospital, recebi visitas de pessoas da organização que eu nunca tinha visto. Eles me incentivaram muito, diziam que eu sairia daquela situação e que os membros estavam recitando daimoku para minha recuperação. Falavam sobre a expectativa de eu participar com eles dos encontros. Eu pensava: “Se sair desta irei participar das atividades”.
Minha recuperação foi boa e me lembro bem de que fui somente a uma reunião e raramente fazia daimoku. Sempre dava uma desculpa para não participar.
Após um ano e quatro meses do acidente, comecei a sentir fortes dores na cabeça e novamente fui internado, mas nenhum médico sabia o que eu tinha. Para minha surpresa, as mesmas pessoas da organização iam me visitar, falando as mesmas coisas, que estavam recitando daimoku para minha recuperação e que gostariam de me ver participando das atividades.
Foram mais nove dias internado até descobrirem que eu estava com herpes-zóster — uma doença que ataca geralmente idosos com imunidade baixa. Na parte superior da cabeça eu tinha erupções e bolhas vermelhas bem dolorosas.
Decidi que quando me recuperasse praticaria de verdade, refleti que era a segunda vez que estava internado, tendo a oportunidade de realizar a prática para transformar minha vida. Percebi que aquelas pessoas realmente se preocupavam comigo, e voltei a participar das atividades por consideração a elas.
Não foi fácil manter a determinação depois que já estava melhor, pois não queria compromisso com nada e pensava que a prática ocuparia todo o tempo de descanso e diversão.
Meus responsáveis sempre me convidavam a participar das atividades do grupo Gajokai, até que aceitei. Atuei no local em que seria inaugurado o Centro Cultural de Curitiba. Na ocasião, estava sofrendo com desarmonia familiar e os amigos do grupo me encorajaram a vencer com base na prática da fé. Jamais me esqueci desse fato.
A certeza da vitória
Comecei a me sentir cada vez mais confiante diante de todas as situações. Quanto mais desafiava recitar daimoku e participar das atividades, mais resultados concretos tinha. Não tive mais dúvida de que desejava seguir esta prática por toda a vida.
Conquistei um bom emprego, exatamente como queria e concluí a pós-graduação. Minha namorada, Geraldine, atual esposa, morava em uma cidade a 200 km de onde eu residia. Misticamente em agosto de 2009, surgiu em meu trabalho a chance de atuar em Florianópolis, muito próximo à localidade dela. As coisas aconteceram tão naturalmente que em menos de uma semana já tinha mudado de cidade.
Junto com os amigos da nova organização nos empenhamos na propagação do budismo e nas visitas familiares, com objetivo de compartilhar felicidade com as pessoas. Ao mesmo tempo, no trabalho me destaquei por bons resultados e fui reconhecido com ótimos prêmios.
Minha namorada e as duas irmãs dela logo se associaram à organização.
Devido a situação econômica do país e mudanças na política da empresa, tive significativa redução no salário. Não conseguia equilibrar minhas contas e cada vez mais ficava endividado. Sentia grande responsabilidade, pois desejava proporcionar o melhor para Geraldine e nosso filho João Henrique. Essa situação influenciou minha saúde, ficava nervoso, ansioso e com dificuldades para dormir. Mas continuava firme no daimoku para mudar essa condição.
Em fevereiro de 2013, minha esposa ficou grávida do Pedro, e a preocupação com as despesas aumentou. As crises aumentaram e fui procurar um tratamento médico, com incentivos da minha esposa. Estava com a síndrome de Bournout. Como resultado da prática da fé, encontrei bons psicólogos e comecei a fazer terapia. Não precisei tomar remédios.
Meses antes do nascimento do Pedro, em agosto, nos mudamos para Balneário Camboriú, SC. Onde minha esposa estava estabelecida profissionalmente e teríamos apoio da família dela. Lá, iniciei num novo emprego e já estava melhor de saúde.
Os desafios foram importantes e sinto que com a superação deles me tornei uma pessoa melhor. Fortaleci a convicção nesta maravilhosa filosofia budista e o entendimento de que não preciso sofrer por nada e serei feliz sempre.
Em agosto de 2017 tive a grande oportunidade de ir ao Japão participar do Curso de Aprimoramento da SGI com 200 jovens do Brasil. Visando este momento ímpar, junto com os amigos de Balneario Camboriú, realizei um grande movimento de diálogos e incentivos para que cada pessoa com quem me encontrasse se tornasse a pessoa mais feliz do mundo. Ao mesmo tempo, eu lutava para ter uma condição finaceira melhor e que minha irmã tivesse sucesso em seu tratamento e superasse um câncer.
Um veterano na prática da fé certa vez me disse que para ir ao encontro do Mestre não era preciso ter condição financeira ideal e sim a decisão de levar suas vitórias e de reafirmar seu juramento. Com base nesta orientação comecei a agir para levar vitórias à sensei. Estava radiante e determinado. Tive o apoio incondicional da minha esposa, familiares e da organização.
Até 3 de maio deste ano, antes da viagem, 50 novas famílias ingressaram na organização. Que felicidade!
Fui ao Japão com muitas vitórias. Realizei o gongyo no Auditório do Grande Juramento, lembrando dos amigos e familiares e renovei a disposição de concretizar os objetivos do meu mestre da vida de contribuir para que todas as pessoas vençam por meio deste maravilhoso ensinamento.
Após a viagem, em setembro mais vinte novas famílias se associaram.
Nada é impossível
Sou afortunado por ter um grande mestre da vida que me direciona para a felicidade e para cumprir a missão de contribuir para um mundo melhor.
Eu me considero uma pessoa de muita boa sorte por ter grandes amigos Soka que sempre estão ao meu lado e uma família maravilhosa. Que imensa alegria é compartilhar os mesmos ideias de vida com a minha esposa! Para nós, nada é impossível, pois todas as dificuldades são oportunidades para nossa revolução humana.
Minha irmã continua realizando tratamento com sucesso, surpreendendo a equipe médica com sua postura otimista e resultados positivos, sempre com base na prática da fé e com muita disposição, inclusive trabalhando e realizando as atividades.
Meus pais são saudáveis e moram próximos a nós. Agradeço a eles pela minha educação e por me direcionar na prática budista.
Minha decisão é vencer sempre com o espírito do Grupo Seigan dos Emergidos da Terra do Brasil da Nova Era, denominação recebida do Mestre para grupo do treinamento da SGI. Que através do meu crescimento individual eu possa contribuir para o desenvolvimento e vitória dos amigos de minha localidade.
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