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há 9 anos

Sra. Tokino decide mudar o destino

25/11/2017

Sra. Tokino decide mudar o destino
O comportamento ideal

Bodisatva Jamais Desprezar é o modelo de conduta na SGI. Ele jamais desconsidera alguém. Não desrespeita nem subestima quem encontra. Em hipótese alguma rejeita nem deixa de lado uma pessoa sequer. Ele sabe que desdenhar um único indivíduo enlamea o próprio coração.

Fiel às próprias crenças

Jamais Desprezar é fiel ao seu propósito de vida e, devido a isso, mantém intacto em seu mundo interior a confiança, a amizade, a coragem e a compaixão. Sua estrutura de crenças e pensamentos adota a lógica do Buda segundo o qual todos são budas e dignos do mais alto respeito.

Nem perseguições nem deboche, nada convence Jamais Desprezar a parar de acreditar e agir pela felicidade alheia. Ikeda sensei afirma:

“Como simbolizado pela prática do bodisatva Jamais Desprezar [os membros da SGI] respeitam todos como seres igualmente nobres e dignos, independentemente da sua situação ou posição social. Eles ensinam aos outros sobre o budismo, abordando diretamente a natureza de buda de cada um deles.” (Terceira Civilização, ed. 591, nov. 2017, p. 44)

Jamais Desprezar é um buda porque se preocupa mais com a felicidade das pessoas do que com a dele próprio. Ele até se arrisca se for necessário e abre mão do que for preciso correndo na velocidade de um raio para se encontrar com a pessoa que sofre visando incentivá-la.

Seu método de ação é o diálogo caloroso. Ele ouve atentamente; e se esforça com toda a paciência para conduzir as pessoas à felicidade. Jamais Desprezar é um agente de transformação social da mais alta eficácia. Por causa dele o mundo muda, se transforma!

Todos somos Jamais Desprezar

Todo membro da SGI é um bodisatva Jamais Desprezar do século 21.

Exemplo disso é Tokino Tomioka, uma corajosa integrante da Divisão Feminina de Amami Oshima, ilha japonesa de 712 km2. A história dela se encontra no volume 13 da Nova Revolução Humana:

“Aos 19 anos Tokino se casou com um homem escolhido por seu pai e logo deu à luz um menino. No entanto, quando se descobriu que o marido já tinha esposa e filho, ela fugiu de casa com seu filho.” (NRH, v. 13, p. 151)

Ela se casou novamente e tiveram uma filha. A confeitaria do casal prosperava e a felicidade parecia próxima. Porém...

“Seu marido faleceu de tuberculose e, para piorar, um incêndio destruiu a confeitaria. Ela conseguiu um empréstimo bancário para reconstruí-la, mas um empregado fugiu levando todo o dinheiro.” (Ibidem)

Tokino estava mergulhada em profundo desespero. Alugou um apartamento que ficava em cima de um celeiro. Além de mal conseguir se sustentar, a situação era agravada pela frágil constituição física de sua filha — viviam dias de tristeza e desesperança.

Enfim, a felicidade

Um integrante da Soka Gakkai lhe falou sobre o budismo e ela ficou impressionada pelo conceito de transformar carma em missão. Decidiu receber o Gohonzon, e mesmo com tuberculose passou a se dedicar sem medo às atividades.

Ela compreendeu que felicidade indestrutível existe na transformação do seu próprio estado interior e por isso fazia shakubuku sem cessar. Alguns reagiam com raiva e desprezo; um dia foi até mesmo empurrada para dentro de uma lagoa, mas Tokino não se deixava intimidar.

Sua primeira grande prova real foi a cura total da doença. Com isso, seu entusiasmo foi às alturas e lutava ainda mais.

Jamais se desencorajar!

Ela retornou para a vila onde tinha nascido e em três meses falou sobre a Soka Gakkai para cada uma das mais de duzentas famílias do local. Em seu coração pulsava a energia vital autoconfiante do bodisatva Jamais Desprezar.

A oposição se intensificou devido à rejeição dos moradores à Gakkai. Por ser local de tradições antigas, o crescimento da SGI foi recebido com hostilidade. Mesmo assim, Tokino jamais perdia o ânimo.

Os membros da SGI local não mais doavam dinheiro para o santuário xintoísta e isso criou um alvoroço. Tokino foi acusada de tentar destruir a paz na ilha e de levar para lá “uma religião absurda chamada Soka Gakkai”. Começaram a desprezar seus familiares, desviavam os olhos e aceleravam os passos quando encontravam algum Tomioka. As lojas se recusavam a vender para eles, obrigando-os a caminhar quilômetros para comprar mantimentos e roupas.

A situação só piorava, mas Tokino era valente e se recusava a ser desencorajada. Sua força e convicção nas palavras de Nichiren Daishonin se aprofundavam ainda mais. Semana que vem, mais detalhes da bravura desta nobre mulher.

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