BS
Caderno Nova Revolução Humana
há 9 anos
Capítulo — “Grande Caminho”
Volume 28, Partes 17 a 20
25/11/2017

PARTE 17
Vamos ao encontro dos membros e promover diálogos de incentivo!
Os esforços para falar sobre o budismo espalham a brisa primaveril da esperança e plantam no coração as sementes da felicidade.
Shin’ichi Yamamoto encerrou sua visita à província de Shikoku e retornou para o Centro Cultural de Okayama, partindo de trem para Nagoya na tarde do dia seguinte, 27 de julho.
À noite foi realizada a Reunião de Líderes Comemorativa do Dia de Chubu, e nessa ocasião seria apresentada a Canção de Chubu composta por Shin’ichi em meio à intensa programação de sua visita à região de Chugoku.
Os associados de Chubu aguardavam ansiosamente por essa canção diante dos anúncios da criação de diversas canções de regiões do Japão, como de Kansai, de Chugoku (Jiyu no Sanka), de Shikoku (Warera no Tenchi) e de Kyushu (Hi no Kuni no Uta).
Com o desejo de corresponder a esse anseio, ele compôs a letra da música em meio à sua atuação em Okayama e Yonago, e se dedicou a aprimorá-la.
Dois anos antes, em 1976, surgiu em Chubu um movimento crescente entre os membros visando a criação de uma canção que fosse adequada à nova era do kosen-rufu. Assim, foi formada uma comissão para essa finalidade e abriu-se inscrição para envio de sugestões de letras. Contudo, nenhuma das propostas recebidas atendia às expectativas e, no fim, não chegaram a uma canção que pudesse ser considerada oficial de Chubu.
Após várias discussões, chegou-se a um consenso: “Se possível, vamos pedir para sensei compor a letra para nós!”.
E no final do mês anterior, um líder de Chubu transmitiu esse desejo dos membros a Shin’ichi.
Ele respondeu:
— É claro que os apoiarei! Mas creio que seria bom que viessem com uma proposta de música e letra. Atendendo a essa recomendação, alguns representantes de Chubu se empenharam em sua produção.
No dia 19 de julho, uma fita cassete gravada com a música composta pelos membros de Chubu e a partitura foram entregues a Shin’ichi, que chegava a Okayama vindo de Kansai. Era um pedido para que ele a lapidasse.
Shin’ichi passou a se dedicar nisso. Era um trabalho paralelo às composições das canções de Chugoku e de Shikoku nas quais estava envolvido.
Ele se empenhava de corpo e alma. As palavras brotavam uma após outra de sua alma e de sua firme decisão:
“Acenderei as chamas da coragem no coração de todos os meus companheiros!”.
A força emerge da fonte chamada “dedicação”.
PARTE 18
Shin’ichi Yamamoto foi inserindo alterações na canção de Chubu proposta pelos membros.
Movido pelo desejo de compor uma boa canção que pudesse ser cantada eternamente por todas as gerações, quando se deu conta, já tinha mudado totalmente a letra.
Ponderando quanto à melodia, solicitou a intervenção de um membro da Divisão Sênior que dava aulas de música em Tóquio.
A canção finalizada foi transmitida imediatamente aos líderes da localidade, e na página regional do Seikyo Shimbun do dia 26 de julho, data que antecedia à realização da Reunião de Líderes Comemorativa do Dia de Chubu, foram publicadas letra e partitura.
A música se intitulava Kono Michi no Uta (“Canção desta Estrada”).
“Amanhã a canção será apresentada na Reunião de Líderes Comemorativa!” — com o coração palpitando de expectativa, os companheiros aguardaram ansiosamente a atividade.
Shin’ichi Yamamoto chegou ao Centro Cultural de Nagoya, na província de Aichi, às 15h30 do dia 27 de julho.
Em meio à visitação desse centro cultural e ainda do Centro Cultural de Chubu, ele ouviu de Toyotaka Tayama, responsável pela Regional Chubu, e de Sugasuke Ota, coordenador de Chubu, sobre a situação da região.
Eles relataram que em algumas localidades surgiram casos de reverendos orientarem os associados da Soka Gakkai a se desligarem da organização e seguirem o templo, e vários tipos de opressão contra os membros e também de críticas e difamações sobre a organização.
Ao imaginar o rosto dos heroicos membros da Gakkai que, suportando todo tipo de pressão e ações maldosas do ardiloso clero, mantiveram-se firmes, com seus olhos marejados de lágrimas de indignação Shin’ichi sentia uma dor cortante no peito.
Perguntou em tom sério:
— Não restringindo à questão com o clero, qual localidade está se esforçando nessas piores circunstâncias?
Ota, o coordenador de Chubu, respondeu:
— Analisando de vários pontos de vista, acredito que atualmente a localidade que está se dedicando ao máximo, mesmo enfrentando as mais difíceis adversidades, é a região de Tohno de Gifu. A organização é uma área composta por cidades como Tajimi, Mizunami, Toki, Ena, Nakatsukawa, entre outras, e possui o Centro Cultural Tohno, na cidade de Tajimi.
— O responsável por essa área virá hoje na reunião comemorativa?
— Sim, ele virá.
— Então quero me encontrar com ele antes do início da atividade. É muito importante ouvir diretamente dele com que espírito todos da localidade estão lutando e qual é a situação real. Um líder deve ter sua própria percepção dos fatos.
PARTE 19
Antes do início da Reunião de Líderes Comemorativa do Dia de Chubu no Centro Cultural de Chubu, Shin’ichi Yamamoto se encontrou com os líderes da Área Tohno.
Nessa organização, além das questões com o clero, eles enfrentavam problemas de desarmonia, provocados por desentendimento e ciúmes, e não se podia dizer que todos estavam unidos com alegria.
Shin’ichi dirigiu o olhar para o responsável pela Regional de Chubu, Toyotaka Tayama, que também participou do encontro, e disse:
— Nossos companheiros de Tohno estão sofrendo com diversas questões, a começar pelos problemas com o clero, e estão mantendo seus esforços nessa difícil batalha ofensiva e defensiva. Eles estão se empenhando continuamente mesmo diante das adversidades. Por mais angustiante que seja o agora, ao serem banhados pelos raios do sol do budismo, o verdadeiro e o falso, o correto e o errado se tornarão muito claros com o tempo. Por isso, em vez de oscilarem entre a alegria e a tristeza conforme os acontecimentos, devem instigar todos a lutar firmemente até o fim juntos com o Gohonzon e a Soka Gakkai imbuídos do espírito de leões Soka. Amanhã irei a Tohno. Vamos realizar uma atividade comemorativa dos 14 anos de fundação da Soka Gakkai de Tohno. Sei que é repentino, mas peçam para comparecer os que puderem. Todos são filhos do Buda, bodisatvas da terra, que vieram lutando até hoje suportando situações de tristeza e de indignação. Com o sentimento de servir a essas pessoas, quero poder louvá-las ao máximo e também incentivá-las. Como amanhã, dia 28, é uma sexta-feira normal, acredito que muitos devem estar no trabalho. A atividade será realizada no final da tarde e iniciaremos quando todos conseguirem se reunir. Realizarei duas ou três sessões se for necessário para as pessoas que virão após o seu trabalho. Para os membros, por favor, transmitam o seguinte: “Realizaremos uma reunião comemorativa com a recitação do gongyo com a participação do presidente da Soka Gakkai no final da tarde. Quem tiver disponibilidade, favor comparecer ao Centro Cultural Tohno. Contudo, não há necessidade de forçar a participação”.
Shin’ichi elevou o tom de voz e falou:
— Um líder deve sempre tomar a iniciativa de ir quanto antes até o local em que todos estão sofrendo e incentivá-los. Se o líder não tiver essa postura, será derrotado pela burocracia e a organização irá ruir.
A comunicação a respeito da realização da reunião comemorativa chegou aos cantos da organização naquela noite com a velocidade da luz.
“Sensei virá a Tohno!” — tentando conter a ansiedade no coração, os membros da localidade aguardaram com grande expectativa a atividade do dia seguinte.
PARTE 20
Com o coração palpitando de alegria pelo anúncio da canção de Chubu, Kono Michi no Uta, os responsáveis de distrito pelas Divisões Sênior e Feminina compareceram com o rosto corado e repletos de entusiasmo à reunião de líderes comemorativa naquela noite do dia 27 de julho no Centro Cultural de Chubu.
Gradíolos [espécie de flores] das mais variadas cores, como vermelho, rosa e amarelo, decoravam a parte da frente do salão, embelezando e alegrando ainda mais a significativa atividade.
Às 18h30, teve o início a reunião e o gongyo foi realizado solenemente sob a liderança de Shin’ichi Yamamoto.
Shin’ichi orou com todo o seu coração:
“Desejo que a ‘fortaleza Chubu’ não recue diante das perseguições e intrigas que visam destruir o kosen-rufu e viva imponentemente em exato acordo com as palavras de Nichiren Daishonin, empunhando sempre a bandeira da justiça Soka”.
Visivelmente emocionado, Sugasuke Ota, responsável por Chubu e o primeiro a falar ao púlpito, discorreu a respeito da origem do Dia de Chubu:
— Recordo-me de que há dois anos, no dia 27 de julho, nossa localidade recebeu a bandeira de Chubu das mãos do presidente Shin’ichi Yamamoto. Foi um momento em que a bandeira da decisão da fortaleza invencível tremulou dentro do nosso coração. Jamais me esquecerei da emoção daquele dia em que segurei a todo custo as lágrimas que brotavam dos meus olhos em meio ao ressoar da grande salva de palmas que estremecia o auditório lotado. Estabelecemos essa data como Dia de Chubu e, tendo esse dia como nosso ponto primordial do revivescer da fé, todos os anos fazemos dele o dia do juramento mútuo de uma nova partida.
O que soleniza as datas comemorativas são o juramento e as ações.
Devido à sua forte emoção, Sugasuke acabou elevando o tom da sua voz e bradou fortemente:
— Abraçando firmemente esse estandarte da coragem e da justiça recebido das mãos do Yamamoto sensei, nós nos unimos em perfeita harmonia e viemos avançando continuamente como uma contínua maré crescente. E agora, neste dia de hoje, recebemos o anúncio da criação da nossa tão aguardada canção de Chubu, Kono Michi no Uta. Junto com essa música, vamos dar início a um novo e vigoroso avanço da esperança; os senhores concordam!?
Uma estrondosa salva de palmas em aprovação eclodiu no salão. Todos estavam com o mesmo sentimento. O ambiente foi tomado por uma incontida alegria.
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