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Matéria da Divisão do Futuro
há 21 anos

“Austregésilo de Athayde”

O Gigante dos Direitos Humanos

01/09/2005

“Austregésilo de Athayde”
Olá, amigos da Divisão do Futuro!

Como estão? Esperamos que estejam todos bem! Este mês, iremos conhecer um pouco sobre um homem chamado Belarmino Maria Austregésilo Augusto de Athayde, mais conhecido como Dr. Austregésilo de Athayde. Ele nasceu em Caruaru (Pernambuco) em 25 de setembro de 1898 e faleceu no Rio de Janeiro em 1993.

Este homem viveu de forma muito grandiosa. Foi jornalista, professor, escritor, orador e outras coisas mais. Conhecido por sua forte determinação, lutou por todos os seus ideais e jamais se deixou ser derrotado diante de dificuldades. Estudou muito e foi professor até os vinte anos, dedicando- se ao ensino particular e começando a colaborar com jornais do Ceará. Em 1918, mudou-se para o Rio de Janeiro, dando uma nova partida em sua vida. Ele gostava muito de jornalismo. Tinha grande paixão por essa profissão e, em uma entrevista, Athayde disse: “Não me interesso em publicar livros; como jornalista, eu fiz literatura. Sou jornalista e quero ser jornalista, intérprete do meu tempo e profeta do futuro de meu País.”

No Rio de Janeiro iniciou sua carreira no jornal A Tribuna. Assumiu a direção de O Jornal em 1924. Athayde lutava pelo direito de que as pessoas são livres e iguais, independente de cor, sexo, ou condição financeira. Em uma época, havia muita pressão por parte do governo em privar as pessoas de muitas coisas, como o direito de se expressar e ter liberdade. Foi adversário da Revolução de 1930 e participou ao lado de Assis Chateaubriand do Movimento Constitucionalista em 9 de julho de 1932, em São Paulo, acabando preso e sendo obrigado a deixar o Brasil, mudando-se para a Europa. Em Paris (França), na Organização das Nações Unidas (ONU), entidade responsável pela união e paz de diversos países do mundo, Dr. Athayde foi representante do Brasil e ajudou com outros membros a redigir sua obra mais importante: A Declaração Universal dos Diretos Humanos. Com ela, O Gigante dos Direitos parte de seu sonho de liberdade e igualdade entre os homens torna-se possível.

Mesmo enfrentando tantas perseguições e pressões no Brasil devido à inveja de seus inimigos, Athayde retorna aoBrasil e volta a trabalhar com força total nos jornais como editor, colunista e articulista, além de escrever também para uma revista. Por ser jornalista de grande responsabilidade e por sua participação na redação da Declaração Universal dos Direitos Humanos, foi agraciado com diversos prêmios por várias vezes.

O nosso mestre, presidente Ikeda, dialogou com o Austregésilo de Athayde, e esse diálogo originou o livro Direitos Humanos no Século XXI.

O presidente Ikeda relembra de seu encontro com Athayde dizendo: “O Dr. Athayde, então com 94 anos, ficou por mais de duas horas me aguardando no aeroporto. Preocupado com a idade avançada do Dr. Athayde, um representante da SGI sugeriu que ele ficasse descansando em uma sala, mas ele respondeu: ‘Eu vivi quase 100 anos. Estou esperando pelo presidente Ikeda há 94 anos. Uma ou duas horas a mais não são nada.’ Logo que nos encontramos, o Dr. Athayde segurou minha mão e disse com entusiasmo: ‘Presidente Ikeda, vamos unir nossas forças e mudar a história!’ Nunca me esquecerei da brilhante luz que ardia em seus olhos naquele momento. Ele foi o gigante dos direitos humanos e da humanidade que viveu de forma magnífica.” (Brasil Seikyo, edição nº 1805, 30 de julho de 2005, pág. A3.)

Gostaram amiguinhos? Então, como a Geração Monarca 2010, vocês topam fazer essa mesma luta de Athayde? Ser um exemplo para a sociedade e deixar para as pessoas feitos que possam sempre se lembrar da gente?

Um forte abraço!

Divisão do Futuro da BSGI

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