RD
Personagens da História
há 21 anos
Leonardo... Leão!
01/09/2005

Parece com aquelas orientações dos nossos pais e dos dirigentes, dizendo para não faltarmos nas reuniões. Bom, essa frase é atribuída a Leonardo da Vinci, o mais importante ícone do Renascimento. A época do Renascimento, historicamente, é o período em que a humanidade começava a sair da obscura Idade Média. Na Era Medieval, qualquer indivíduo que manifestasse algum conceito que contrariasse os dogmas impostos pela Inquisição era acusado de blasfêmia, sumariamente julgado e condenado à morte. Leonardo da Vinci nasceu em 15 de abril 1452, em Vinci, próximo a Florença, na Itália, e morreu 67 anos depois, em 2 de maio de 1519.
O nome Leonardo é de origem alemã e significa “homens fortes; forte como o leão”. Homem de extraordinário talento, foi grande em tudo a que emprestou sua quase inesgotável capacidade. Por isso, notabilizou-se como pintor, arquiteto, escultor, engenheiro, músico, cientista brilhante, bem como um dos maiores inventores da história.
Ele iniciou estudos seguindo mestres em várias artes, chegando a superá-los. Por volta de 1477, da Vinci estabeleceu-se como artista por conta própria e, cerca de cinco anos depois, era engenheiro em Milão e tinha inventado um sistema de irrigação para levar água para as planícies da Lombardia. Como era canhoto, habituou-se a escrever de trás para frente para ler como num espelho. Deixou inúmeros esboços de seus inventos, que incluíam várias armas secretas, uma espécie de planador, um submarino e um gênero de helicóptero. Porém, muitas de suas idéias não passaram do papel.
Uma de suas pinturas mais conhecidas é a Mona Lisa, também conhecida como La Gioconda, exposta no Museu de Louvre, em Paris, França.
Além da frase de abertura acima, Leonardo da Vinci também deixou outras que refletem claramente sua sabedoria e visão da vida.
Vejamos algumas delas:
“O conhecimento torna a alma jovem e diminui a amargura da velhice. Colhe, pois, a sabedoria. Armazena suavidade para o amanhã.”
“A necessidade é a melhor mestra-guia da natureza. A necessidade é tema e inventora, o eterno freio e lei da natureza.”
“Pouco conhecimento faz com que as criaturas se sintam orgulhosas. Muito conhecimento, que se sintam humildes. É assim que as espigas sem grãos erguem desdenhosamente a cabeça para o céu, enquanto as cheias as baixam para a terra, sua mãe.”
Sobre esse gênio do Renascimento, o presidente Ikeda comentou: “Leonardo era versado em vários assuntos, não somente em ciência, arte e vida, mas também em medicina. Leonardo acreditava que para usar adequadamente os remédios na cura das doenças era necessário conhecer o ser humano, a vida e a saúde. Tenho certeza de que se Leonardo tivesse conhecido o ensino budista da transformação do veneno em remédio teria simpatizado profundamente com esse conceito.” (Brasil Seikyo, edição nº 1278, 25 de fevereiro de 1994, pág.3.)
Ainda sobre ele, nosso mestre disse: “Quais foram os fatores-chave que fizeram despertar esse potencial ilimitado de Leonardo? Um deles foi o esforço para dominar línguas estrangeiras e para ler diversas obras. Ele não apenas pôde receber a educação que queria como também estudou por conta própria, incluindo línguas antigas. Muitos de seus manuscritos existem até hoje. Entre eles, estão listas de vocabulários com mais de nove mil palavras de outros idiomas. Ele usava sua habilidade para aprender idiomas e trabalhou arduamente para poli-la como uma forma de abrir as portas para os textos escritos, tanto os antigos como os contemporâneos.
“A leitura aprofundou muito sua filosofia e sua arte. Por meio da leitura, Leonardo conduzia diálogos com os grandes pensadores do passado. O tempo que ele passava lendo era-lhe realmente agradável e recompensador. Leonardo escolhia bons livros e estudava-os humilde e completamente. A contínua leitura de bons livros estimula a mente dos jovens, possibilitando lhes produzir uma revigorante criatividade. Portanto, espero que leiam — leiam bons livros em abundância. Gostaria de ver os jovens tornarem-se ‘Leonardos da Vinci’ do século XXI. Por favor, sempre se desafiem a ler livros de valor.” (Brasil Seikyo, edição nº 1545, 26 de fevereiro de 2000, pág. A3.)
Então, como se tornar um “Leonardo da Vinci” da atualidade? Em primeiro lugar, sem dúvida, é fundamental cultivar o relacionamento com o Mestre. Aplicar os ensinamentos do mestre em busca da sabedoria por meio da prática da fé ao Gohonzon e direcionar todos os esforços visando ao bem da humanidade como um cidadão global.
A arte de viver deve corresponder à criação do valor inerente na própria vida. Como “filhos do leão”, devemos almejar ser “fortes como o leão”, uma pessoa forte e absolutamente invencível. Um “Leonardo” original.
Antonio Ioshio Nakamura, vice-presidente adjunto da BSGI
Compartilhe
