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Página dos Pais
há 21 anos
Filhos
Responsabilidade de quem?
01/09/2005

E desta maneira acabamos muitas vezes transferindo a responsabilidade da criação de nossos filhos sobre outras pessoas como o professor, o dirigente ou o responsável dos estudantes. Atualmente, vivemos uma época muito conturbada e cumprir a nossa missão como pais é um grande desafio.
Percebemos que criar adultos dignos é uma tarefa que diz respeito à própria família e penso que existem duas maneiras fundamentais pelas quais os filhos nos observam e seguem: como vivemos o nosso dia-a-dia e a confiança que temos nos valores que guiam nossas ações. Quando os filhos percebem em seus pais uma postura correta diante de qualquer situação, eles aprenderão a ter a mesma postura em suas vidas.
Ao contrário, quando os pais apenas lamentam, reclamam, falam mal de todo mundo, os filhos agirão da mesma maneira.
Percebemos que o maior perigo para os jovens não são apenas as drogas, mas sim viver em uma família que não cria em sua vida a esperança, a coragem e a determinação de vencer cada dificuldade que surgir.
Com certeza, é a falta de esperança em um mundo melhorque leva à depressão, ao individualismo, ao suicídio, à delinqüência juvenil e às drogas.
Contudo, nós, que temos a felicidade de praticarmos este maravilhoso budismo e um mestre da vida que nos ensina o caminho correto, temos a oportunidade de analisar constantemente as nossas atitudes.
O nosso Mestre ensina: “Pestalozzi dizia que o lar é como uma escola e a mãe é o mais importante mestre ali presente. Também dizia que o filho aprende através das ações maternas. Antes de qualquer outro se dar conta, a figura da mãe fica refletida na figura do filho. Por isso é que espero que as mães de hoje façam tudo que possam em casa para instilar nos filhos um hábito de respeito consumado pelos outros. Mas se uma mãe está constantemente dizendo coisas ruins acerca de outros, como pode esperar criar um filho que seja generoso e tolerante? Como pode a mãe que está sempre desprezando as deficiências dos
demais esperar criar um filho que respeite o que há de bom nos outros? As ações e atitudes cotidianas da mãe prenunciam o futuro do filho. Por conseguinte a mãe que é cordial e tem visão
do futuro em sua atitude perantea vida, mesmo que possa ser uma pessoa bastante comum, inculca no filho um tesouro espiritual que vale mais do que qualquer outra coisa que lhe pudesse dar.” (Crianças de Vidro e Outros Ensaios, págs. 157-158.)
Queridos pais, avós e responsáveis de grandiosa missão, desejo compartilhar estas preciosas orientações e gravá-las em nosso coração e que possamos, juntos, contribuir efetivamente na criação da Geração Monarca 2010!
Sensei ressalta que é na família — a menor e talvez a mais antiga comunidade humana — que o objetivo da paz duradoura deve ser empreendida.
Estamos constantemente sendo observados pelos nossos filhos, também no que diz respeito à prática da fé. A respeito disso, Sensei diz: “Uma família cujos integrantes compartilham o supremo ideal do Kossen-rufu e que se apóiam mutuamente, ajudando-se e dando condições para que seus integrantes cresçam, é uma ‘família criativa’ e ‘que progride’.”(Brasil Seikyo, edição nº 1568.)
Assim, possuímos a responsabilidade de desenvolver nossos filhos em excelentes seres humanos e líderes com profundo amor e compreensão, pois temos uma grande influência na formação deles.
Por mais difícil que esteja hoje a nossa situação, devemos acreditar que é por meio da sincera e assídua pratica da fé, que iremos criar a Família Monarca, e assim fazermos a diferença em toda a sociedade, como Ikeda Sensei afirma: “Superar uma a uma as pequenas ondas de conflito que surgem no lar e estabelecer uma família harmoniosa é o caminho para assegurar a transformação da sociedade. A reforma social que significa o Kossen-rufu somente pode ser construída sobre o sólido alicerce assentado pela transformação coletiva de cada família”. (Brasil Seikyo, edição nº 1567.)
De kokoro to kokoro, um carinhoso e forte abraço a todos!
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