marcar-conteudoAcessibilidade
Tamanho do texto: A+ | A-
Contraste
Iniciantes
há 14 anos

Três Poderosos Inimigos

A anatomia da perseguição

10/11/2012

Três Poderosos Inimigos

Três grupos

Os Três Poderosos Inimigos são três grupos de pessoas que, dominadas pela escuridão fundamental, agem contra o princípio da “Iluminação Universal” por se sentirem incapazes de manifestar a iluminação. Como são hipócritas com forte apego ao poder, utilizam-se de meios desonestos e covardes para perseguir o devoto do Sutra de Lótus.

Por que poderosos?

Poderosos porque representam a ação daqueles que têm poder e se valem dele para usar as pessoas como meios de saciar os próprios desejos. Os Três Poderosos Inimigos representam a influência maligna do poder autoritário que se manifesta na vida de líderes corruptos e de liderados covardes.

Primeiro inimigo

É o grupo de “pessoas leigas e ignorantes” cuja característica é confiar nos que estão no poder. Essas pessoas nunca se preocupam em buscar a verdade por si próprias. Manipuladas pelos outros dois inimigos, elas recorrem à violência física e verbal. São aquelas que atacam o devoto diretamente.

Segundo inimigo

Refere-se ao grupo das pessoas com sabedoria voltada para o mal. São aduladores, desonestos e convencidos. Acreditam ter atingido a iluminação quando, na realidade, isso não aconteceu. São apegados a suas crenças e ideias preconcebidas. Agem comprometidos com os que estão no poder, sempre tentando agradá-los. São arrogantes com aqueles que consideram fracos.

O que é sabedoria voltada para o mal?

A sabedoria das pessoas do segundo grupo é perversa, pois embora tenham estudado o Budismo, seus conhecimentos limitados os fazem escon­der a verdade de outros. Favorecem a si mesmos, distorcendo e deturpando os ensinamentos do Buda para esconder a própria ignorância. A falta de conhecimento profundo, em vez de inspirá-los a se aprimorar, somente os transforma em pessoas más e vis.

Terceiro inimigo

Trata-se do grupo dos sábios falsos e arrogantes que agem como se fossem santos. É o tipo mais difícil de ser identificado e também o mais terrível e prejudicial.

Incorporação da escuridão

O presidente da SGI, Dr. Daisaku Ikeda, afirma: “A escuridão fundamental se manifesta sob a forma de sábios falsos e arrogantes que incorporam o extremo mal” (TC, ed. 450, fev. 2006, p. 44).

Inimigos da humanidade

O presidente Ikeda ressalta: “Os sábios falsos e arrogantes realmente perpetram ‘ações extremamente maléficas’. Agem como se fossem sábios, mas seu coração é cheio de ganância e abriga a descrença. São vilões perversos que não sentem o mínimo de remorso em explorar o Budismo ou sacrificar a felicidade das pessoas com a finalidade de proteger a posição que ocupam e de realizar suas ambições. Esses indivíduos são, de fato, inimigos do Budismo que fingem ser budistas; inimigos da humanidade, que aparentam ser benevolentes” (Ibidem).

A prova de quem é o devoto

O líder da SGI continua: “A capacidade de provocar o surgimento dos sábios falsos e arrogantes e vencê-los é uma prova de que a pessoa é um verdadeiro devoto do Sutra de Lótus” (Ibidem).

Dez características dos sábios falsos e arrogantes

1. Vangloriam-se de sua autoridade.

2. Não possuem a virtude de uma pessoa de fé.

3. Afirmam praticar corretamente o Budismo, mas depreciam as pessoas.

4. Expõem a Lei para obter lucro e vantagens pessoais.

5. São reverenciados pela sociedade como se fossem dignos de respeito.

6. Abrigam ressentimentos em relação aos praticantes do Sutra de Lótus e os perseguem valendo-se de todos

os meios.

7. Usam sua autoridade religiosa para desacreditar os praticantes do Sutra de Lótus.

8. Acusam falsamente os praticantes do Sutra de Lótus perante as autoridades e pessoas influentes da sociedade.

9. Denunciam os praticantes do Sutra de Lótus dizendo que são pessoas de “pensamentos pervertidos que pregam doutrinas não budistas” (LS, cap. 13, p. 194).

10. Agem na sombra e suas ações malignas são imperceptíveis.

Planos ardilosos

Os sábios falsos e arrogantes esquematizam planos ardilosos a fim de conquistar popularidade e serem adulados e aplaudidos no mundo do Budismo.

Devoto versus sábios falsos e arrogantes

O sábio falso e arrogante foge quando confrontado pelo devoto do Sutra de Lótus. Incapaz de enfrentá-lo de frente, permanece na sombra inventando mentiras e usa as “pessoas leigas ignorantes” para espalhar difamações. Para se livrar do devoto, denuncia-o às autoridades, culpando-o de atos que ele próprio comete.

Somente na aparência

Consideram a si próprios sábios, mas sua natureza é o oposto. São sábios somente na aparência, não o são em sua essência. Em seu íntimo, têm consciência de que estão apenas representando. Porém, sua profunda arrogância os impede de encarar e aceitar a negatividade de sua vida. Hipócritas, usam todos os meios para parecer superiores e dignos.

Imperceptíveis

Os sutras budistas expressam a grande diferença entre o aspecto exterior de “santidade” e o interior desses sábios falsos e arrogantes. No Sutra Parinirvana consta: “O extremo é impossível de ser visto”. Em outras palavras, as ações extremamente maléficas dos icchantika1 são impossíveis de serem percebidas.

Por que extrema maldade?

O presidente Ikeda comenta: “Daishonin diz que as pessoas que seguiam esses mestres não conseguiam nenhum benefício e morriam, lamentando-se pelo caminho escolhido. Em outras palavras, religiosos impostores, como os sábios falsos e arrogantes, causam ao povo um sofrimento irrevogável e isso é, de fato, a expressão máxima do mal” (TC, ed. 450, fev. 2006, p. 44).

Antes que seja tarde

“Em tais casos, quando as pessoas finalmente se dão conta do que está acontecendo, já é tarde demais” (BS, ed. 1.441, 13 dez. 1997, p. 3).

O devoto enxerga a verdade

Somente as pessoas de ação, que lutam verdadeiramente com base no princípio da “Iluminação Universal”, identificam os falsos sábios arrogantes porque os enxergam em sua essência.

A visão do Buda

Daishonin diz que o extremo mal que caracteriza os sábios falsos e arrogantes somente pode ser reconhecido por “aqueles que adquiriram parte da visão do Buda” (END, v. IV, p. 190).

A maldade se mostra unida

“Faz parte da natureza de ‘pessoas vis’ tramarem umas com as outras a fim de formarem uma frente unida. Com o propósito de partilhar os lucros, mostram-se unidas. Por outro lado, as ‘pessoas íntegras, pelo fato de não estarem interessadas em lucros, tendem a se tornar isoladas. Isso tem de mudar. Aqueles que estão do lado das pessoas íntegras devem se unir” (BS, ed. 1.441, 13 dez. 1997, p. 3).

Três fases da escuridão

“No capítulo ‘Devoção Encorajadora’ do Sutra de Lótus consta que a perseguição aos devotos do Sutra de Lótus é iniciada pelos leigos arrogantes por causa de sua ‘ignorância’; pelos sacerdotes arrogantes por causa da ‘sabedoria voltada para o mal’; e por falsos sábios arrogantes por causa da ‘maldade em seu coração’, ou seja, o rancor. Isso pode ser interpretado como um indicativo de que, quando a escuridão fundamental se manifesta no mundo, ela o faz seguindo três fases: ignorância, sabedoria voltada para o mal e rancor (TC, ed. 449, jan. 2006, p. 46).

O caminho da unicidade de mestre e discípulo

A união que vence a maldade é a unicidade com o Mestre. A unicidade rompe com a covardia e desperta no discípulo a mesma condição de vida de seu mestre. Essa condição é o coração do rei leão. O presidente Ikeda diz: “O verdadeiro caminho de mestre e discípulo — dedicado à missão de realizar o Kossen-rufu nos Últimos Dias da Lei — consiste em vencer os obstáculos e as funções maléficas” (Ibidem).

Coração do rei leão

O presidente Ikeda explica: “O espírito de combater os poderosos inimigos é o coração do rei leão. Enquanto tivermos vontade e coragem para enfrentar essas forças negativas, manifestamos nosso estado de Buda inerente e fazemos surgir o espírito de luta, a sabedoria e a força vital necessários para conquistarmos a vitória. Por essa única razão, não devemos sentir medo. (...) [Coragem] representa o coração de Daishonin, o rei leão, e seus discípulos, os filhotes do rei leão, que lutam lado a lado com o mesmo espírito benevolente” (Ibidem).

Conclusão

Kossen-rufu é lutar pela felicidade de todos e, ao mesmo tempo, combater a própria escuridão fundamental — a causa essencial da infelicidade. Essa escuridão são a ignorância, sabedoria voltada para o mal e rancor que se manifestam externamente como os Três Poderosos Inimigos. Quando surgem esses terríveis inimigos, uma pessoa de coragem e ação tem a oportunidade de manifestar o estado de Buda e tornar o Kossen-rufu uma realidade. A vitória sobre os Três Poderosos Inimigos, baseada na Unicidade de Mestre e Discípulo, abre o caminho para iluminação de todos no local onde você se encontra agora.

Compartilhe

Copy to clipboard