BS
Budismo na Vida Diária
há 24 anos
(68) Espírito de doação
3ª parte
10/08/2002

Na verdade, quando praticamos o budismo, estamos a todo momento praticando a doação tanto na forma de Lei como materialmente. Por exemplo, as atividades da SGI têm como propósito fundamental o desenvolvimento do Kossen-rufu, conforme o desejo do próprio Buda Original, visando à felicidade da humanidade. Conseqüentemente, ao dedicarmos nosso tempo a essas atividades estamos, sem dúvida, praticando um ato de oferecimento na forma de Lei. Da mesma maneira, quando nos empenhamos para realizar o Chakubuku visando à felicidade das pessoas, enfrentando muitas vezes diversos tipos de calúnias e difamações, isso também representa um ato de oferecimento ao budismo. Por outro lado, a participação sincera no suporte financeiro às atividades é considerada um oferecimento material comparável às doações realizadas diretamente ao Buda Original pelos seus discípulos durante sua existência. No romance Nova Revolução Humana, o presidente Ikeda descreve sobre isso da seguinte forma: “Essa contribuição é destinada exclusivamente a cumprir o sagrado desejo de Daishonin de realizar o Kossen-rufu. E se é promovida com essa finalidade, é então um oferecimento ao Buda Original. Sendo assim, não há outro oferecimento ou outro grande bem que supere a contribuição promovida na Gakkai. Conseqüentemente, os benefícios provenientes desse nobre ato serão realmente imensuráveis.” (Vol. 4, pág. 80.)
Nos dias de hoje, os oferecimentos realizados pelos santos e sábios da antigüidade são impraticáveis, tais como o Bodhisattva Rei dos Remédios e o Menino das Montanhas Nevadas que literalmente dedicaram a vida ou parte do corpo em prol do budismo. E, naturalmente, não podemos enviar oferecimentos diretamente ao Buda como fizeram os discípulos de Daishonin em sua época. Por isso, à luz das próprias escrituras de Daishonin, o espírito de doação na atualidade é a sincera dedicação em prol do Kossen-rufu, e a gratidão e a sinceridade em servir à Lei deve ser a mesma em qualquer época.
Descrevendo sua dedicação nesse ato, o presidente Ikeda escreveu: “Shin-iti limitou as despesas de sua vida diária ao mínimo necessário e manteve sempre o princípio de que empregaria todo o seu salário em prol do Kossen-rufu e das atividades da Gakkai. Ele fazia desse ato uma alegria e orgulho pessoal. Chegou até a suportar o frio do inverno sem ter um casaco. Quando recebia o salário depois de muito tempo de atraso, destinava uma parte para dar suporte às atividades do presidente Toda em prol do Kossen-rufu. Shin-iti estava absolutamente convencido de que os benefícios e a boa sorte que conseguiu acumular como resultado dessa dedicação possibilitaram-no ultrapassar sua doença e também obter a condição de liderar a Soka Gakkai com toda a segurança como seu presidente. Sua atuação não advinha de uma ordem de alguém. Eram iniciativas tomadas espontaneamente e as realizava com coragem e satisfação como expressão de sua sincera fé embasada na decisão de devotar a sua vida em prol do Kossen-rufu.” (Ibidem, pág. 81.)
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