marcar-conteudoAcessibilidade
Tamanho do texto: A+ | A-
Contraste
Nova Revolução Humana
há 24 anos

CONTÍNUAS VITÓRIAS-23

10/08/2002

CONTÍNUAS VITÓRIAS-23
No painel humano apresentado no festival de Kansai foi introduzida uma nova técnica para criar figuras em movimento. Dessa forma, flores abririam suas pétalas e pavões moveriam suas asas. Até então, os componentes do painel humano seguiam uma seqüência predeterminada de placas de papelão coloridas que deveriam ser levantadas obedecendo-se ao sinal de bandeiras. Nesse processo, todos os componentes levantavam sua placa num único movimento e o desenho surgia de forma estática abrangendo toda a extensão do painel humano.

Os encarregados pelo planejamento assistiram a vários filmes de desenho animado a fim de idealizar a técnica de introduzir movimentos no painel humano. Porém, não conseguiam chegar a uma forma viável para movimentar o painel composto de milhares de participantes. Sem desistir da idéia, eles se empenharam na recitação de Daimoku e ficaram horas e horas discutindo a fim de encontrar a melhor solução.

Resolveram então optar por uma idéia mais simples que todos acharam que daria um bom resultado. O movimento seria coordenado por uma bandeira vermelha que se moveria pelo corredor localizado na parte inferior diante das arquibancadas onde estariam posicionados os componentes do painel humano. Um ou mais porta-bandeiras correria de um lado a outro, ou dos lados para o centro, ou então do centro para os lados, e os componentes levantariam a placa no momento em que a bandeira vermelha passasse diante de seus olhos.

Eles fizeram um teste e a idéia funcionou perfeitamente. O movimento era suave e natural e assim surgiu pela primeira vez na história da Soka Gakkai o painel humano com animação nas figuras. O segredo dessa idéia simples e eficaz foi a persistência e a determinação de seus organizadores.

No dia do festival, os componentes posicionaram-se no assento predeterminado portando 17 placas coloridas e uma lista individualizada com a seqüência numérica de desenhos e a respectiva cor. Cada placa tinha 31 centímetros de altura por 45 centímetros de largura e havia um visor aberto no centro por onde os componentes poderiam observar as instruções. O placar luminoso de pontuação de uma partida de beisebol foi utilizado para sinalizar o número do desenho. Ao ver o número no placar luminoso, cada componente tirava a placa com a cor indicada na lista individual e se preparava para levantá-la ao sinal da bandeira. Quando o sinal era de uma bandeira branca, todos levantavam a placa num único movimento; quando era de cor vermelha, as placas eram levantadas no momento em que a bandeira passava pelo corredor.

Nas arquibancadas, os componentes incentivavam uns aos outros.

“Atenção! O próximo desenho é o de número 22!”, “Aguardem o sinal da bandeira branca!”, “Atenção! A bandeira vermelha vem do lado direito!” Entre os componentes estava uma estudante chamada Fumiko Kitano que tinha deficiência visual. Ela era cega do olho direito e podia ver apenas vultos com o olho esquerdo.

Fumiko não conseguia ver os números no placar luminoso nem o sinal das bandeiras. Entretanto, logo que soube da realização do painel humano, ela se inscreveu prontamente.

Compartilhe

Copy to clipboard