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Experiência & Comportamento
há 24 anos

Minha atuação na Divisão Masculina de Jovens deu-me as bases para ingressar na Divisão Sênior

CARLOS DA SILVA VASCONCELOS, MEMBRO DA DIVISÃO SÊNIOR

10/08/2002

Minha atuação na Divisão Masculina de Jovens deu-me as bases para ingressar na Divisão Sênior
Não tenho a intenção de contar um relato de experiência, mas sim o da minha atuação na DMJ. Porém, não dá para separar os dois. Desde que me converti a esse maravilhoso budismo, no dia 26 de setembro de 1993, até recentemente vivi e respirei a gloriosa DMJ.

Vim a conhecer o Budismo de Nitiren Daishonin por intermédio da minha esposa Vânia em 1992. Depois de ter participado em algumas reuniões, lido alguns impressos e orientações do presidente Ikeda, percebi que aquele era meu caminho, que finalmente, aos 28 anos de idade, tinha conhecido a sublime religião, capaz de responder às inúmeras perguntas que o ser humano se faz e que as outras religiões ignoram ou respondem com indagações infantis.

Quando comecei a participar das atividades da Comunidade Jardim Ubirajara, ainda como simpatizante, aprendi que a prática não se resumia a realizar as orações em casa ou simplesmente participar passivamente das reuniões, era necessário auxiliar as demais pessoas a avançarem na prática. Naquela época eram poucos os membros da DMJ ativos, bem poucos. Não tínhamos responsável, pois ele havia abandonado a organização. Nas atividades em que participava quase não via jovens. Até que um dia, numa reunião geral de distrito, ainda como simpatizante, levantei e pedi que os presentes indicassem rapazes para participar de uma reunião já marcada. As pessoas ficaram surpresas, afinal eu tinha chegado a pouco e já estava tomando essa iniciativa. Não lembro com exatidão como foi a reunião mas, seguindo as orientações do Mestre e com a aprovação do responsável pela comunidade, passei a visitar os rapazes, buscando desenvolver uma relação de amizade. O responsável pela DMJ que estava inativo foi meu alvo principal.

Aos poucos ia construindo amizades e conquistando a confiança das pessoas, confiança esta que ainda hoje considero como meu maior tesouro. As pessoas confiavam em mim, pois sabiam que, mesmo diante da minha limitada capacidade, iria me esforçar para fazer o que tinham me solicitado.

Aos poucos fui assumindo responsabilidades na organização. Primeiro como responsável pela DMJ de bloco, depois de comunidade. Passado algum tempo fui transferido para outra comunidade. Posteriormente assumi a função de vice-responsável e de responsável pela DMJ de distrito. A época de responsável de comunidade é a que tenho mais saudades, sinto que foi na comunidade que finquei definitivamente as bases como verdadeiro praticante e onde pude fortalecer no meu coração a mais sublime relação com o Mestre.

Em conjunto com a responsável pela Divisão Feminina realizamos diversas reuniões da Divisão dos Jovens, as quais formaram um palco para o desenvolvimento de muitos jovens.

Tive a oportunidade de realizar três intercâmbios: no México em 1996, em Belém em 1997 e em Manaus em 1999. Foram oportunidades que abracei, as quais guardo magníficas recordações.

Em meio à atuação na organização vertical, assumi como responsável pela Divisão dos Universitários da 11ª Área Geral e, posteriormente, como vice-responsável pelos Universitários da antiga 6ª Região Metropolitana, tendo a possibilidade de atuar diretamente na secretaria da Divisão dos Universitários da BSGI, na qual, em conjunto com os companheiros, desenvolvi grandes eventos que elevaram ainda mais o nome da SGI e da BSGI na sociedade.

O Grupo Gajokai foi minha outra paixão. Desde o início da minha prática atuei no Gajokai Regional e, nos últimos dois anos e meio, no Gajokai Central. Nesse grupo senti uma forte relação de companheirismo e a garra dos valorosos leões que não medem esforços para proteger o castelo do Mestre.

Hoje, na Divisão Sênior, posso dizer que sinto imenso orgulho de ter pertencido à DMJ, a qual me treinou para atuar como Sênior e contribuiu significativamente para meu desenvolvimento pessoal. Nesses quase dez anos sempre me esforcei para corresponder às expectativas do Mestre e dos companheiros e para ser um verdadeiro danshibu de energia, força, paixão, coragem, desempenho e profundo sentimento de mestre e discípulo.

Agradeço ao Mestre, a meus companheiros e aos sucessivos coordenadores da DMJ, Sadao Kato, Miguel Shiratori e Márcio Iutaka, por terem me dado essa oportunidade. Aos mais jovens, peço que aproveitem suas oportunidades, vivam intensamente o momento presente para não se arrependerem futuramente do tempo perdido.

Encerrando, gostaria de deixar duas frases de Nitiren Daishonin, de profundo significado em minha vida, extraídas das escrituras “Abertura dos Olhos” e “A Felicidade neste Mundo”, respectivamente:

“Eu e meus discípulos, mesmo que ocorram vários obstáculos e maldades, desde que não se crie a dúvida no coração, atingiremos naturalmente o estado de Buda. Não duvidem dos benefícios do Sutra de Lótus, mesmo que não haja a proteção dos céus. Não lamentem a ausência de segurança e tranqüilidade na vida presente. Embora tenha ensinado dia e noite a meus discípulos, todos, criando a dúvida, abandonaram a fé. O que é costumeiro no tolo é esquecer nas horas cruciais o que prometera nas horas normais.”

(As Escrituras de Nitiren Daishonin, vol. 1, pág. 108.)

“Sofra o que tiver de sofrer. Desfrute o que existe para ser desfrutado. Considere tanto o sofrimento como a alegria como fatos da vida e continue orando o Nam-myoho-rengue-kyo, não obstante o que aconteça. Então, experimentará a infinita alegria da Lei.” (Ibidem, vol. 3, pág. 199.)

Muito obrigado!

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