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Matéria da Divisão Feminina
há 5 meses

Despertar para o nosso eu maior

Divisão Feminina da BSGI

11/09/2025

Despertar para o nosso eu maior

Olá, querida amiga!

Desejamos que você esteja bem e com muita disposição.

Com a chegada da primavera, concluímos mais um “Desafio dos Cem Dias de Daimoku”. Uhuuuu! Parabéns! Os cem dias de daimoku são um convite precioso para desafiarmos nova percepção, provocarmos a mudança do coração e manifestarmos o brilho da nossa fé.

Concretizarmos esse objetivo no dia do hosshaku-kempon — “abandonar o transitório e revelar o verdadeiro” —, desafiando nossas circunstâncias com a oração corajosa, é a forma de evidenciarmos nossa verdadeira identidade de Buda, isto é, aplicarmos esse conceito em nossa vida.

Em uma de suas explanações sobre o escrito A Perseguição em Tatsunokuchi, de Nichiren Daishonin, nosso mestre, Daisaku Ikeda, traz uma visão inspiradora, quase poética, daquele momento crucial da vida de Daishonin:

Na noite de 12 de setembro de 1271, chegou a ordem de decapitação. Nesse instante, o Buda provou que a transitoriedade da covardia e do medo não tem poder sobre o verdadeiro aspecto da coragem e do estado de buda. Na aparência, ele era um prisioneiro; na essência, era um buda. Não sentia rancor dos oponentes nem tinha medo da morte.1


Mas o que significa, na prática, “abandonar o provisório e revelar o verdadeiro” (hosshaku-kempon)?

Toda sensei costumava observar: “Algumas pessoas dizem que Daishonin foi grandioso porque resistiu a grandes perseguições. Isso é verdadeiro, mas o que o tornou ainda mais grandioso foi que, mesmo suportando todas as formas de perseguições, ele continuou a lutar com imensa compaixão para conduzir todas as pessoas à iluminação”.Ao abandonar a forma transitória e revelar o verdadeiro eu, Nichiren Daishonin não deve ser visto como alguém sobrenatural, como se ele passasse a ocupar uma posição inacessível às pessoas comuns. O que Nichiren Daishonin na realidade revelou em Tatsunokuchi foi o supremo comportamento como ser humano.2
Enquanto viver é natural passar por sofrimentos e dificuldades. Mas isso não significa ser infeliz. A infelicidade surge quando se permite ser arrastado pelos sofrimentos, quando se perde a esperança, a coragem e a vontade de avançar. Ao dedicar a vida em prol do kosen-rufu, o sol da esperança desponta no coração, os raios da esperança dissipam imediatamente as nuvens escuras dos sofrimen-tos e as adversidades serão transfor-madas em trampolim para um novo amanhã.3


Após a Perseguição de Tatsunokuchi, Nichiren Daishonin inscreveu o Gohonzon. O Gohonzon contém a fórmula absoluta para ultrapassar barreiras. Praticar diante do Gohonzon com fé, inspirado pelo mestre, é realizar o hosshaku-kempon. “Temos de construir uma relação direta com o Gohonzon. Este é o caminho pelo qual uma pessoa comum manifesta facilmente seu estado latente de buda. Isso é fé.”4 — é o que nos ensina, claramente, o presidente Ikeda.

Que tal realizarmos uma reflexão estruturada em três aspectos: questionamento, nova decisão e ação? Questione-se até que ponto está construindo uma relação direta com o Gohonzon. Decida qual benefício deseja provocar por meio do desafio dessa relação e que ação terá a partir dessa decisão.

O budismo nos apresenta os dois aspectos da vida: puro e impuro.

Por meio da oração a esse Gohonzon, pode-se transformar a vida que tende a operar no “aspecto impuro” para uma que flua no “aspecto puro”. A relação com o Gohonzon é a de máximo bem. Por meio da oração a esse Gohonzon, pode-se criar infalivelmen-te a condição de felicidade. Por essa razão, a prática da fé é absolutamente necessária para as nossas vidas. Quando a pessoa se empenha na prática da fé, o “aspecto puro” começa a operar, fazendo com que sua mente melhore, e tudo é conduzido para o lado favorável. E, assim, a nossa vida entra naturalmente na órbita da felicidade.5


Manifestar essa fé é estabelecer objetivos, é desafiar-se e esforçar-se para concretizá-los. Como nosso mestre nos incentiva:

Fé significa estabelecer objetivos e se esforçar para alcançar cada um deles. Se enxergarmos cada objetivo ou desafio como uma montanha, então a fé é o processo pelo qual crescemos à medida que escalamos cada uma dessas montanhas.6


Por isso, é tão importante desafiar. É por meio do desafio que despertamos para as valiosas oportunidades que ele provoca.

Amiga, vamos juntas lutar, desafiar e vencer? Para alcançar um objetivo difícil, quase impossível, é fundamental que nossa ação seja proativa, repleta de alegria e determinação. Para que isso se torne realidade, é essencial que nos desenvolvamos continuamente com uma superpitada de SAL (sabedoria, alegria e leveza), vivendo cada dia mais feliz, com esperança, pois “O inverno nunca falha em se tornar primavera”.7

Forte e carinho abraço de coração!

Divisão Feminina da BSGI

Notas:

1. Brasil Seikyo, ed. 2.149, 29 set. 2012, p. A4.

2. IKEDA, Daisaku. Sutra do Lótus: Preleção dos Capítulos “Meios Apropriados” e “A Extensão da Vida”. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, 2025. p. 145.

3. Brasil Seikyo, ed. 2.146, 8 set. 2012, p. A4.

4. Terceira Civilização, ed. 427, mar. 2004, p. 18.

5. IKEDA, Daisaku. Revolução Humana. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, v. 10, p. 41, 2025.

6. Idem. Sabedoria para Criar a Felicidade e a Paz: Parte 1: A Felicidade. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, 2022. p. 173.

7. Coletânea dos Escritos de Nichiren Daishonin. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, v. I, p. 560, 2020.

Vitórias da Divisão Feminina

Comprovação da prática da fé

Conheci o budismo aos 18 anos, mas foi após o nascimento do meu filho, em 1992, que passei a praticar com mais dedicação e coragem. Mesmo sem constância total na juventude, sempre estive presente nas atividades, participando com gosto e alegria por acreditar nos princípios budistas revelados por Nichiren Daishonin e transmitidos com clareza e incentivo por nossos mestres: Tsunesaburo Makiguchi, Josei Toda e Daisaku Ikeda.

Ao longo dessa trajetória, concretizei shakubuku em minhas três irmãs que seguem comigo até hoje, com seriedade e devoção.

Sempre cuidei da minha saúde e, após os 40 anos, mantive em dia os exames. Em 2023, sofri uma queda e, dois meses depois, senti dores no ventre. Após os exames, meu médico identificou um nódulo nos ovários e recomendou cirurgia. Isso aconteceu em junho de 2024, pouco antes do nascimento da minha primeira neta.

A cirurgia foi realizada e, posteriormente, recebi o diagnóstico: câncer nos ovários, já com sinais de avanço para o intestino grosso. O próximo passo seria iniciar quimioterapia. Nesse momento, minha fé foi decisiva. Recordei-me das palavras de Nichiren Daishonin:

Mesmo que alguém errasse ao apontar para a terra, ou fosse capaz de atar o firmamento; mesmo que o fluxo e o refluxo da maré cessassem; e o Sol nascesse no oeste, jamais ocorreria de as orações do devoto do Sutra do Lótus ficarem sem resposta.1

Assim, iniciei as seis sessões de quimioterapia com a firme determinação de transformar todo veneno em remédio. Recitando sincero daimoku, tive pouquíssimas reações. Foi a prova viva do poder da oração.

Muito obrigada!

Maria Ozana, membro da Sub. Serrana, RM Piabetá, CGERJ.

Maria Ozana, membro da Sub. Serrana, RM Piabetá, CGERJ.

Nota:

1. Coletânea dos Escritos de Nichiren Daishonin. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, v. I, p. 362, 2020.

***

O poder do daimoku

Quando minha família e eu conhecemos o Budismo Nichiren, vivíamos uma situação de pobreza extrema, quase não tínhamos o que comer. A primeira vez que vi Ikeda sensei foi por meio de um banner em uma reunião comemorativa de fundação da BSGI, na residência de um estimado veterano.

O que mais chamou a minha atenção foi o sorriso do presidente Ikeda, bem como a alegria das pessoas na atividade. Não compreendi muito, porém, saí dali com muita vontade de ter o mesmo sorriso daquele homem, pois, devido a tanto sofrimento, eu era uma jovem melancólica, chorosa e que não sorria. Então, nossa família ingressou na Gakkai no ano 1985. Sempre éramos acompanhados e incentivados pela nossa querida veterana Joana Maria de Souza (já falecida). Tenho profundo respeito e gratidão por essa família que nunca desistiu da nossa.

Quando me tornei mãe pela segunda vez, construí uma casa por cima de um córrego. O pedreiro disse: “Esta casa só cairá se for muito castigo”. Para isso não acontecer, fui orar mais daimoku.

Quando chovia, a rua alagava e a água passava por baixo da minha casa. Eu ficava aflita, principalmente porque algumas vezes estava trabalhando e os meninos estavam em casa. Mas com todo o poder do daimoku, nenhuma gota de água sequer chegou a entrar em meu lar.

Ali, naquela casa, foi fundado o Bloco Pedro Fernandes de Aragão, chegando a ter a participação de 82 pessoas em uma única atividade. De lá, saíram grandes valores. Com tudo isso, consegui ingressar e me formar na faculdade de pedagogia, além de alugar uma casa maior e mais confortável para as atividades. Foi nessa época que me fortaleci como líder. Com o passar dos anos, casei-me. Meus filhos cresceram e tornaram se valores dentro da organização; o mais novo, Caio, casou-se e o mais velho, Kaique, foi morar sozinho.

Em decorrência do divórcio, acumulei dívidas, as quais eram de uma microempresa que tínhamos, e tudo o que foi comprado continha meu nome. No início de 2022, recebi uma proposta de uma corretora de imóveis. Fui conhecer o empreendimento, porém não conseguiria arcar com o valor. Mesmo assim, disse que iria pensar. Ikeda sensei afirma:

A oração é a coragem para perseverar. É a luta para vencer a fraqueza e a falta de confiança em nós mesmos. É gravar bem nas profundezas de nosso ser a convicção de que podemos mudar a situação sem falta. A oração é a forma de destruir todo temor.1


Com muito daimoku e sabedoria, entrei em contato com a corretora para refazer novamente os cálculos. A todo momento, orava daimoku, pois muitos cálculos estavam sendo feitos. Quando olhei ao redor, disse para mim: “Aqui será o meu castelo”.

Ficamos quase três horas negociando, e a proposta foi enviada para análise. Saí do local com o coração feliz, com o sorriso largo e batimentos fortes. Passados três dias, o gerente mandou uma mensagem pedindo para que eu enviasse todos os documentos, pois havia sido aprovada.

Com isso, alinhei meu objetivo em prol do kosen-rufu em todos os campos de atuação: na organização de base, no grupo Pérola da Divisão Feminina, no apoio aos jovens na localidade e para ter forte desempenho no meu ambiente de trabalho com muita gratidão.

Houve um grande avanço na obra com a possibilidade de a entrega ser antecipada.

Finalizo com as palavras do meu mestre, Daisaku Ikeda, no capítulo “Luz do Alvorecer”, de sua obra Nova Revolução Humana:

O objetivo da prática da fé é tornar-se feliz. Creio que os membros da Gakkai têm a responsabilidade de comprovar a felicidade, declarando altivamente: ‘Eu sou a pessoa mais feliz do mundo!’.2



Obrigada!

Ivani

Ivani Silva dos Santos, responsável pela Divisão Feminina da Comunidade Primavera, RM Campo Grande – SP, CGESP. Atua há sete anos no grupo Pérola da BSGI.


Notas:

1. Brasil Seikyo, ed. 2.400, 31 dez. 2017, p. A4.

2. IKEDA, Daisaku. Nova Revolução Humana. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, v. 11, p. 68, 2020.

Fotos: Arquivo pessoal | Getty Images

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