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Especial
há 16 anos

A “grande árvore” que nunca se abalou [2]

Parte 3

01/09/2010

A “grande árvore” que nunca se abalou [2]

Festival de vitórias

O dia seguinte foi marcado pela realização do Festival sob o tema: “A Sinfonia da Paz na Grande Terra do Século XXI”. Muitas autoridades assistiram às apresentações, e o presidente Figueiredo enviou uma mensagem alusiva ao evento.

Samba, alegria, criatividade, dança e uma emoção indescritível. Esses ingredientes deram vida ao Festival, que contou com apresentações de danças típicas, torre humana e um grande painel humano feito com lanternas coloridas formando palavras e desenhos.

Num inesquecível final, os figurantes “invadiram” o centro do Ginásio e entoaram alegremente a canção “Saudação a Sensei”:

“Lá, lá, laiá, lá, lá, laiá, lá, lá, laiá, laiá

“Sensei, o nosso sonho está realizado

“com vossa presença no Brasil.

(...)

“Muito obrigado, Sensei!

“Oferecemos essas flores com amor”.

No dia seguinte ao Festival, o presidente Ikeda se reuniu com dirigentes da BSGI para comemorar os

25 anos de fundação da Organização. O líder, no encontro, adubou uma vez mais o crescimento da BSGI com carinho e dedicação. Num efusivo diálogo de trinta minutos, ele afirmou: “Posso lhes dizer que nossa existência nada mais é do que um constante desafio contra os sofrimentos. O importante é a cada dia sentirmo-nos plenos, com satisfação de viver, uma satisfação que vem de dentro da gente. Isso é o que nos faz galgar os degraus para a felicidade absoluta”.1

Após dez dias de estada no Brasil, em 29 de fevereiro, o líder da SGI deixou o país. Os membros se sentiam imensamente felizes por terem recebido o Mestre dignamente.

Desde a terceira visita, um grandioso avanço tomou conta da BSGI. Muitos foram os obstáculos também. Mas enfrentando vento, chuva e sol, a árvore BSGI se manteve firme e altiva.

Com o crescimento, a necessidade de estudar os princípios budistas e criar fortes raízes, tornou-se essencial. Dessa forma, a fim de fortalecer e desenvolver ainda mais o movimento em prol do Kossen-rufu, nos anos que se seguiram, a BSGI teve como eixo central o estudo do Budismo Nitiren.

Os anos posteriores à visita do presidente Ikeda foram marcados pela conclusão das comemorações do Jubileu de Prata da BSGI. Em agosto de 1985, realizou-se a Cerimônia de Início de Obras do Auditório Presidente Ikeda (atual Auditório da Paz), em São Paulo.

Em 1986, Ano da Criação de Valores Humanos, a Organização promoveu várias atividades de treinamento para líderes visando ao desenvolvimento de todos.

Como resultado, diversas Sedes Regionais foram inauguradas em todo o país. Porto Alegre e Belo Horizonte são alguns exemplos. No mesmo ano, o Grupo 2001 (atual DE) realizou importantes atividades focando o desenvolvimento dos estudantes com base na prática budista.

Fevereiro de 1987 marca a Cerimônia de Inauguração do Auditório Presidente Ikeda, após um ano e meio de obras. No jornal Brasil Seikyo, uma detalhada reportagem foi publicada. Ao ler, a certeza é de que o dia 21 de fevereiro de 1987 foi de suma importância para a BSGI e seus associados. Horário e até mesmo o semblante dos membros são descritos minuciosamente. Num trecho consta: “9h10: Após o descerramento da placa comemorativa, a emoção se repete, desta vez, abrindo simbólica, porém definitivamente, as portas do Auditório Presidente Ikeda da BSGI para o grande futuro que o aguarda, como ‘Castelo da Criação de Valores Humanos’”.2

No dia da inauguração, o presidente Ikeda se encontrava em visita aos Estados Unidos e enviou uma significativa mensagem. Eis alguns trechos: “Com a inauguração do majestoso Auditório Presidente Ikeda da BSGI, a onda do Kossen-rufu do mundo haverá de se elevar ainda mais, intensificando a correnteza da felicidade de toda a humanidade, a prosperidade social e a paz do mundo. (...) Numa breve oportunidade, desejo visitar sem falta o auditório e me encontrar com os senhores resplandecendo de maior boa sorte e desenvolvimento”.3

Durante a Cerimônia de Inauguração, foi anunciado o envio de um poema escrito pelo Mestre especialmente para o Brasil. “A Longa e Distante Correnteza do Amazonas” narra a história da BSGI desde a fundação do Distrito Brasil em 1960, passando pelo turbulento 1974 e detalhando a emoção do Mestre ao visitar o país em 1984. Como mostra o seguinte trecho: “25 de fevereiro de 1984, / Ensaio Geral do Grande Festival Cultural do Brasil... / O brado audaz da vida/ Dos jovens do paraíso do samba / Estremeceu o imenso Ginásio de Esportes”. (Veja o poema completo a partir da página 20.)

Novo impulso

Em 29 de julho de 1989, foi inaugurado o Centro Cultural do Rio de Janeiro. Pela primeira vez em sua história, a BSGI reuniu mais de 200 mil pessoas durante as convenções por Divisão, criando um grandioso impulso para o novo século.

Na década de 1990, a Organização enfrentou a problemática do clero. A indignação e, ao mesmo tempo, o forte desejo de assegurar o futuro da BSGI, barrando o grande mal que queria impedir o fluxo do Kossen-rufu, passaram a fazer parte da vida de todos os membros.

Pioneiros, veteranos e líderes procuraram ultrapassar essas dificuldades seguindo as diretrizes do presidente Ikeda. Nesse sentido, a BSGI intensificou as ações em prol do movimento pelo Kossen-rufu. Grandes eventos foram realizados, como o 10º Festival Cultural dos Jovens para a Paz Mundial sob o tema: “Grande Correnteza da Paz na Terra da Paixão e Esperança”. Esse festival também foi baseado no poema “A Longa e Distante Correnteza do Amazonas”.

O objetivo do evento era trazer pela quarta vez, o presidente Ikeda ao Brasil. Os ensaios iniciaram-se em agosto de 1989. Eram 10 mil jovens vindos de todos os recantos do Brasil que se reuniram semanalmente, sob sol e chuva, preparando-se para o grande dia. Cada participante enfrentou um misto de obstáculos, maldades, conquistas e vitórias.

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