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há 16 anos

Jamais esquecer a fé e o estudo

01/09/2010

Jamais esquecer a fé e o estudo
Quanto mais apaixonante se tornava a sua atuação, mais fortemente se manifestavam os obstáculos e as maldades na vida do jovem Ikeda e do sr. Toda.

Terça-feira, 30 de maio. Chuva fina.

Os negócios do sr. Toda não vão nada bem. Sinto isso na pele.

Domingo, 16 de julho. Tempo nublado.

Os negócios do sr. Toda estão se agravando. Percebo maus sinais dentro e fora da empresa.

Fui trabalhar hoje também. Descansei um pouco mais pela manhã.

Dói muito ver meus colegas abandonando a companhia.

Quem se levantará para proteger a empresa e a Soka Gakkai?

Minha missão se torna cada vez maior e mais séria.

Terça-feira, 15 de agosto. Dia ensolarado.

É crítica a situação da companhia. Os diretores se reuniram até as 22h30. Parece que mais funcionários estão deixando a empresa. Minhas responsabilidades são realmente enormes.

Quem construirá a nova era? Quem será sua força propulsora e quem decidirá sua direção?

Sábado, 19 de agosto. Céu claro; calor sufocante.

Os diretores se reuniram esta manhã. À tarde, outra reunião, que pareceu ainda mais séria. Oro para o sucesso de tudo isso.

O peso da doença, a tormenta espiritual e as crises financeiras pesam sobre os meus ombros.

Esta noite li “O objeto de devoção para a observação da mente” com algumas pessoas.

Não posso me esquecer da fé, nem do estudo, por pior que esteja a situação no trabalho.

Por mais crítica que fosse a situação na empresa, ele se devotou na leitura do Gosho, empenhando-se nas atividades da Soka Gakkai.

Na Sede da Soka Gakkai, em Itigaya, havia uma sala de atendimento. Era onde o sr. Toda recebia os membros que o procuravam para obter orientações. Havia sempre uma fila de pessoas aguardando a vez. Certo dia, saí mais cedo de casa para receber orientações. Na sala de atendimento, vi os senhores Toda e Ikeda estudando o Gosho. Percebi no ar um relacionamento muito solene entre os dois. Mais tarde, fiquei sabendo que era uma aula da Universidade Toda.”

Yoshiki Fushiki

Ele é o meu mestre por toda a existência

As finanças da empresa se agravaram.

Quinta-feira, 20 de julho. Tempo nublado.

A situação da companhia piora a cada dia. Meu coração dói ao ver o sr. Toda nessa circunstância.

As funções malignas estão se fortalecendo. Tenho de avançar com mais cautela. Os verdadeiros companheiros são poucos. Os colegas de trabalho estão se tornando inimigos um após o outro. Vencerei essa grande barreira e seguirei avante.

Um grande mal prenuncia um grande bem.

Manter-me-ei firme não importando o que aconteça.

Terça-feira, 22 de agosto. Céu claro.

Nossa companhia decidiu suspender as operações.

O sr. Toda compartilhou conosco sua expectativa e a comovente determinação diante da derrota.

Senti como se meu coração fosse se despedaçar. Que humilhante! Que trágico!

Por outro lado, avançarei lado a lado com o sr. Toda rumo ao próximo empreendimento.

Nada mais me importa. Avante! Sempre avante! Aqueles que me conhecem de verdade saberão qual será o meu destino.

No dia 24 de agosto, após o encerramento do Curso de Explanação do Sutra de Lótus, o sr. Toda expôs sua intenção de renunciar ao cargo de diretor-geral da Soka Gakkai.

Nesse dia, ele e o jovem Ikeda caminharam pelo Parque Hibiya. Na ocasião, o mestre disse ao discípulo: “Hoje, o Japão desfruta liberdade de expressão. Ter um jornal próprio é um trunfo e uma fonte de força extraor¬dinários. Um dia, a Soka Gakkai também precisa ter o próprio jornal. Daisaku, gostaria que você, visando ao futuro, começasse a pensar nisso”.8

O jornal Seikyo Shimbun nasceu desse diálogo, em meio à maior crise enfrentada pelos dois.

Esse dia era também o terceiro aniversário de conversão do jovem Ikeda.

Naquela noite, após a explanação, houve o seguinte diálogo:9

— O que o perturba? — perguntou Toda.

Shin-iti10 não sabia ainda como formular a pergunta. Sentou-se respeitosamente diante dele e disse finalmente com a expressão pensativa.

— Mestre...

Os olhos de Shin-iti encheram-se de lágrimas.

O que é?

— ... O sr. Mishima, tornando-se diretor-geral, será também o meu mestre?

— Não, não é isso! Tenho causado muitas dificuldades a você, mas o seu mestre sou eu.

A resposta foi clara e objetiva. Era o que Shin-iti desejava ouvir e gravar na própria vida.

(...) Shin-iti fitou o rosto de Toda em silêncio. Seu coração já estava radiante, e as lágrimas eram de alegria.

— Shin, tem mais alguma coisa?

— Não, não tenho mais nada.

Na realidade, ele não conseguiu traduzir o sentimento e a alegria em palavras.

— Mestre, tenha uma boa noite.

Shin-iti despediu-se e desceu a escada. Calçou seus velhos sapatos e saiu sozinho. Caminhou pela calçada a passos largos e leves, assoviando sua canção predileta “Luar sobre o castelo em ruínas”. E ele repetia em seu coração: “O meu mestre, por toda a existência, é o sr. Toda. É o sr. Toda! Isso basta! Agora está tudo certo!”

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