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há 16 anos

“Não posso ser derrotado. Ser fraco é ser infeliz. Aquele que se deixa derrotar é miserável”

01/09/2010

“Não posso ser derrotado. Ser fraco é ser infeliz. Aquele que se deixa derrotar é miserável”

Enquanto tiver vida

Numa ocasião, o presidente Toda disse: “Uma vez que recitou o Daimoku, persista nessa oração. Avance em direção ao Kossen-rufu enquanto tiver vida, mesmo que seja agredido, difamado ou tenha de comer capim. Isso se chama prática budista”.

Segunda-feira, 15 de maio. Céu claro.

Que zombe quem quiser! Que reclame quem quiser! As críticas alheias são insignificantes!

O importante é dar continuidade à prática budista. Isso, sim, requer esforços incomuns. Tais esforços vão nos levar ao grandioso caminho da felicidade.

Hoje também travarei outra árdua batalha. Não posso ser derrotado. Ser fraco é ser infeliz. Aquele que se deixa derrotar é miserável.

Lutem! Vençam! Ajudem os fracos e os perdedores. Não seria esse o senso de justiça do vitorioso?

Refletindo, creio que o presidente Ikeda acatou as palavras do sr. Toda, gravando-as fielmente no coração. Ele ouvia o mestre com muita seriedade. Por isso, quando eu não entendia algo dito pelo sr. Toda, bastava perguntar ao jovem Ikeda que tudo se esclarecia.”

Kazuya Morita

Devotar a própria vida

Com a mesma seriedade do mestre, o discípulo continuou a devotar a própria vida. Contudo, foram dias de fortes tormentas.

Sábado, 13 de maio. Nublado.

O insucesso está me cansando.

Minha condição física está muito ruim.

Domingo, 11 de junho. Chuva.

Estou emagrecendo visivelmente.

Jamais permitirei que a maldade da doença me vença.

Sábado, 8 de julho. Dia ensolarado e claro.

Estou exausto e surpreso por estar com menos de 50 quilos.

O jovem discípulo estava fraco e enfermo. O estado de seu corpo era deplorável.

A vizinhança

No Diário, o jovem Ikeda relata alguns momentos com a vizinhança:

Domingo, 21 de maio. Céu claro.

O síndico veio falar comigo e fez observações desagradáveis sobre a minha prática. A família do quarto vizinho também me critica duramente.

Domingo, 17 de setembro. Céu claro.

Lavei minhas roupas. A vizinha do lado esquerdo repreendeu-me por perturbar o sono de todos com a recitação do Gongyo tarde da noite.

Outro vizinho chamou a minha atenção dizendo que eu deveria voltar mais cedo sem ficar perambulando todos os dias pelas ruas até de madrugada.

O síndico também me advertiu por eu ter o Gohonzon.

Era uma situação desagradável, ocasionada pelo preconceito religioso. Contudo, isso estimulou ainda mais sua paixão pelo Kossen-rufu.

Quinta-feira, 25 de maio. Tempo nublado.

Eles simplesmente criticam minha prática sem conhecê-la. Tenho pena deles! Vivem de ilusões, tomados pelo medo.

Como posso despertá-los? Minha missão é grande. Meus desafios também são cada vez maiores.

Desde o primeiro momento quando ele veio me cumprimentar logo depois de se mudar, sua conduta foi sempre de um jovem sincero e correto. Nesse encontro, perguntei-lhe muitas coisas como idade, se era professor, de onde vinha, e ele respondeu-me a tudo com sinceridade. No fim da conversa, disse-me: ‘Por favor, se desejar, fale para o seu filho vir brincar em meu apartamento’. Assim, meu filho ia correndo para lá sempre que podia. Por ser um prédio construído antes da guerra, era possível ouvir levemente a voz dele recitando o Gongyo. Parecia que recitava em voz baixa para não incomodar a vizinhança. No apartamento vizinho ao dele moravam membros de uma família que implicavam com tudo. Quando ele recitava o Gongyo, eles batiam na parede e gritavam ‘Silêncio!’. Chegaram até a atirar água nele. Na época, mesmo não praticando o budismo, eu ficava muito sentido por esse episódio. De qualquer forma, ele continuou falando sobre o budismo com muito entusiasmo para os moradores do prédio.”

Kimi Matsushima

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