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Crônica
há 14 anos

De 14 para 7

20/07/2012

De 14 para 7
TALITA, uma jovem de 17 anos, cultiva muitos sonhos, entre eles o de ser médica. E não é à toa que ela deseja cuidar das pessoas. Desde criança, ela sofre de diabetes e briga dia e noite contra seus efeitos e suas limitações.

A garota ficou internada várias vezes e também já foi desacreditada pelos médicos. Sua alimentação é sempre regrada. Mas os efeitos do diabetes e até dos remédios fazem seu apetite variar: ora tem fome insaciável, ora nenhuma fome.

Cansada de tantas idas e vindas ao hospital, sua mãe, Rosana, mulher de muitas lutas, decidiu seguir o conselho de uma querida amiga, Laurinda, e iniciar a recitação do Nam-myoho-rengue-kyo. Mesmo achando estranho num primeiro momento, resolveu tentar.

Talita seguiu a mãe, na esperança de encontrar uma forma de ser saudável. Alguns meses depois, ela já se sentia melhor. Seu corpo se tornou mais forte e os exames mostram isso. Um desses exames me chamou a atenção. Chama-se hemoglobina glicada. Confesso que não conhecia o significado dessa expressão, quando a ouvi pela primeira vez durante uma visita que fiz à casa da Talita. Fui pesquisar: é um exame que mede e identifica altos níveis de glicemia durante períodos prolongados. Resumindo, se estiver alta, faz mal, e muito mal mesmo à saúde. As taxas da Talita sempre estiveram entre 14 e 15. O recomendado é em torno de 7.

Durante a Campanha de Maio, Laurinda determinou que ofereceria uma grande vitória ao presidente Ikeda naquele mês: Rosana receberia o Gohonzon.

Certa noite, fui novamente com a Laurinda visitar a Rosana e a Talita. Ao chegar, Rosana estava imensamente feliz e muito emocionada. Aquela taxa da tal hemoglobina glicada da Talita que nunca abaixava chegou ao inédito resultado de 7. “Até a médica dela chorou. Ela jamais imaginou que teríamos esse resultado. De 14 foi para 7. É maravilhoso!”, comentou Rosana. Na hora, Laurinda disse: “Então Rosana, é a hora de você receber o Gohonzon e recitar ainda mais Daimoku para ser feliz”.

Em maio, Rosana recebeu o Gohonzon. Talita, nossa futura médica, recita duas horas de Daimoku por dia, tem mais vitalidade e o diabetes controlado. Manter o resultado 7 e abaixar ainda mais essa taxa - este é o objetivo das mais novas integrantes da família Soka.

Susan Scaranci Ribeiro

Da Redação

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