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Estudo
há 2 anos

[81] Rumo ao kosen-rufu, o avanço corajoso do progresso dinâmico da vida!

Budismo do Sol — Iluminando o Mundo

Explanação do presidente da SGI, Dr. Daisaku Ikeda

Dr. Daisaku Ikeda

01/04/2025

[81] Rumo ao kosen-rufu, o avanço corajoso do progresso dinâmico da vida!

Presidente da SGI e sua esposa, Kaneko Ikeda, ambos à dir., visitam a casa em que Goethe nasceu, em Frankfurt, Alemanha (maio 1981). Foto: SeikyoPress

Explanação

Damos início ao “Ano dos Jovens e do Progresso Dinâmico” [explanação publicada em janeiro de 2022]!

No princípio de um novo ano, as decisões se renovam, a esperança toma conta do nosso coração e nos enchemos de expectativa e de entusiasmo. É claro que teremos à frente dias de sol e dias de chuva, e tempestades e nevascas de dificuldades podem nos aguardar. Mas, firmemente empenhados em seguir em frente, não temos nada a temer.

Recordo-me de um monólogo de Fausto, protagonista do drama homônimo do escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe (1749–1832):

Agora, sinto-me bravo o bastante

para me aventurar

e os tormentos e as alegrias do mundo suportar,

para com o furacão me atracar

e não tremer, mesmo que se parta o navio rangente.1

As palavras de Fausto expressam o espírito de assumir com bravura os turbulentos desafios da vida. Não é esse o mesmo espírito que pulsa na Soka Gakkai desde os seus primórdios?

“Tenho coragem?”

Ao renovarmos nosso juramento no início do novo ano, façamos as seguintes perguntas a nós mesmos: “Tenho coragem para entrar em ação pelo kosen-rufu? Tenho ardente paixão para fazer isso? Tenho o espírito de luta para dar nova guinada, sem me deixar deter por nenhum obstáculo ou desafio”?

Kosen-rufu é o desejo e o decreto do Buda e o nosso grande juramento. Porém, se pensarmos que outra pessoa o realizará, nada jamais acontecerá. As engrenagens do kosen-rufu só começam a girar quando decidimos nos levantar e avançar, ainda que seja um único centímetro ou um passo.

O mesmo se aplica hoje, quando a Soka Gakkai prossegue estendendo suas asas como religião mundial no período de preparativos para o nosso centenário [em 2030].

Foi meu mestre, Josei Toda, que, em meio à devastação do Japão ao término da Segunda Guerra Mundial, se levantou só, com o juramento seigan de realizar o kosen-rufu, e iniciou sua grande batalha, compassiva e justa, em prol da Lei, para aliviar o sofrimento de todas as pessoas.

Há setenta anos, quando estávamos com os olhos voltados para o ano novo de 1952, Toda sensei declarou que a época do kosen-rufu havia chegado. Ele conclamou os membros a se empenhar como “corajosos campeões do shakubuku” e “pessoas dedicadas ao kosen-rufu”.

A força e a paixão dos jovens são o ímpeto para o progresso dinâmico

Aquele foi seu primeiro ano novo após se tornar segundo presidente da Soka Gakkai, e Toda sensei estava extremamente determinado a convertê-lo em um ano do progresso dinâmico. Acima de tudo, ele depositava a mais alta expectativa e a máxima confiança na força e na paixão dos jovens.

Em seu Preceito aos Jovens,2 publicado no ano anterior [1951], ele nos fez um ardente apelo: “Jovens, levantem-se com coragem! Jovens, juntem-se a mim na batalha!”.3 E quando nos preparávamos para ingressar no novo ano, ele nos instou mais uma vez a ser “corajosos campeões do shakubuku”.

Como jovem, desejava corresponder às expectativas dele e saldar minha dívida de gratidão com ele. Um dos primeiros esforços que liderei foi a Campanha de Fevereiro4 de 1952, no Distrito Kamata.

Na ocasião, mesmo os maiores distritos conseguiam converter somente cerca de cem famílias por mês ao budismo, no máximo. Toda sensei me pediu para assumir o controle da situação, e respondi à confiança dele liderando resolutamente aquela campanha com apenas 24 anos. Unidos como se fossemos um só, os membros de Kamata e eu convertemos 201 novas famílias à prática em um único mês, quebrando o recorde anterior e rompendo o impasse nos esforços de propagação em âmbito nacional.

A paixão dos jovens abastece a energia para alçar voo a novas altitudes. O empenho deles é a força propulsora para um novo e dinâmico progresso. Trata-se de uma regra imutável da história.

Quando nos voltamos para os escritos de Nichiren Daishonin, podemos observar quanta confiança e esperança ele depositava em seus jovens discípulos. Nesta edição, estudemos, primeiro, uma carta endereçada a um desses jovens, Nanjo Tokimitsu, intitulada Perseguição com Espadas e Bastões.



Líderes da Juventude Soka da RM Santo André vivem um fim de semana de aprimoramento em prol da expansão do kosen-rufu no CCCamp (Itapevi, SP, jan. 2025)

Líderes da Juventude Soka da RM Santo André vivem um fim de semana de aprimoramento em prol da expansão do kosen-rufu no CCCamp (Itapevi, SP, jan. 2025)

Trecho do escrito 1

Perseguições com Espadas e Bastões

O capítulo “Emergindo da Terra” [do Sutra do Lótus] também explica algo sobre mim, porque declara que o bodisatva Práticas Superiores e seus seguidores surgirão nos Últimos Dias da Lei para propagar os cinco ideogramas do Nam-myoho-renge-kyo.5 Eu, Nichiren, apareci, sozinho, antes de qualquer outra pessoa. Que reconfortante é pensar que serei louvado, sem falta, por bodisatvas numerosos como os grãos de areia de sessenta mil rios Ganges! Seja como for, devote sua vida ao Sutra do Lótus e tenha fé em seus ensinamentos. Mas, além de acreditar nele, deve incentivar outros a fazer o mesmo. Assim, poderá salvar aqueles que foram seus pais em todas as existências passadas.6 (CEND, v. II, p. 231)

Ensinando o caminho dos campeões de espírito

Quando Daishonin escreveu essa carta, um de seus discípulos na área de Atsuhara, próxima ao Monte Fuji, havia sido ferido num ataque com espadas, e a Perseguição de Atsuhara7 se agravava. Em virtude do perigo crescente, Daishonin queria salientar a essência da fé para Nanjo Tokimitsu, figura central entre seus discípulos na região.

Na carta, Daishonin afirma que foi atacado diversas vezes, observando que a Perseguição de Komatsubara8 e a Perseguição de Tatsunokuchi,9 em especial, constituíam “perseguições com espadas e bastões” (cf. CEND, v. II, p. 230) às quais o Sutra do Lótus se refere.10 Ou seja, havia se deparado com ataques com risco de perder a vida e sobrevivido a eles. Ao citar as implacáveis adversidades que vivenciou, tentava ensinar ao jovem Tokimitsu o caminho de um campeão de espírito, possuidor de fé resoluta no Sutra do Lótus. Nesse aspecto, verificamos sua compaixão e preocupação em relação ao discípulo.

Daishonin prossegue, discorrendo também sobre o seu profundo vínculo com o capítulo 15, “Emergindo da Terra”, do Sutra do Lótus.

Esse capítulo apresenta a questão referente a quem propagará o Sutra do Lótus neste conturbado mundo saha11 durante a era maléfica dos Últimos Dias da Lei após a morte de Shakyamuni. Daishonin assegura que os bodisatvas da terra,12 liderados pelo bodisatva Práticas Superiores, surgirão nesta era dos Últimos Dias da Lei para propagar os “cinco ideogramas do Nam-myoho-renge-kyo” (CEND, v. II, p. 231). Os bodisatvas da terra são, de fato, os bravos heróis do kosen-rufu.

Daishonin escreve: “Eu, Nichiren, apareci, sozinho, antes de qualquer outra pessoa” (Ibidem). Ele surgiu sozinho para assumir a liderança na era maléfica dos Últimos Dias da Lei, exatamente como havia prometido na Cerimônia no Ar.13 Por essa razão, será “louvado, sem falta, por bodisatvas numerosos como os grãos de areia de sessenta mil rios Ganges” (Ibidem), declara ele.

Podemos interpretar essa afirmação como uma expressão do anseio de Daishonin de que Tokimitsu se levante intrepidamente ao lado dele nesse esforço pioneiro. E devemos acatar com total seriedade sua instrução para que “devotemos a vida ao Sutra do Lótus e tenhamos fé em seus ensinamentos” (cf. Ibidem) e firmar o juramento de nos devotar à luta conjunta de mestre e discípulo.

Prática corajosa é a marca registrada dos jovens e a essência da fé

No dia 14 de agosto de 1947, há 75 anos, participei de uma reunião de palestra no bairro de Ota, em Tóquio, onde me encontrei com Toda sensei pela primeira vez. Na ocasião, perguntei-lhe: “Qual o modo de vida correto? Quanto mais penso a respeito disso, mais me foge a resposta”. Com um sorriso, ele respondeu que havia feito a pergunta mais difícil de todas, e passou a explicar detalhadamente que a resposta fundamental para minha dúvida se encontrava no Budismo de Nichiren Daishonin.

Ilustração mostra Daisaku Ikeda, em pé, recitando um poema em agradecimento a Josei Toda, terceiro à esq., durante a primeira reunião de palestra da Soka Gakkai da qual participou (14 ago. 1947)

Ilustração mostra Daisaku Ikeda, em pé, recitando um poema em agradecimento a Josei Toda, terceiro à esq., durante a primeira reunião de palestra da Soka Gakkai da qual participou (14 ago. 1947)

Então, ele disse com firme convicção: “É ótimo ponderar sobre qual seria o modo de vida correto, mas empregaria melhor seu tempo se experimentasse praticar o Budismo de Daishonin. Você é jovem. Se fizer isso, um dia, sem falta, constatará com naturalidade que está trilhando o caminho correto na vida!”.

Arrisque e experimente praticar o Budismo Nichiren! Você ainda é jovem — a confiança que ele tinha em mim se tornou um raio de esperança iluminando minha vida de 19 anos.

Além disso, quando soube que Toda sensei havia passado dois anos na prisão por suas crenças durante a Segunda Guerra Mundial, nas mãos das autoridades militaristas, senti que podia confiar nele e decidi me converter e começar a praticar esse budismo.

Fazendo um retrospecto agora, percebo que o incentivo dele refletia o espírito das palavras: “Devote sua vida ao Sutra do Lótus e tenha fé em seus ensinamentos” (CEND, v. II, p. 231).

A prática é a vida da fé. Praticar com todo o seu ser, entrar em ação com coragem, constitui o coração de uma fé viva. Por mais versada que a pessoa possa ser, não conseguirá entender realmente a fé sem o desafio de pô-la em ação.

A prática corajosa é a marca registrada dos jovens. É o caminho direto para romper a concha do nosso ego e escalar ao topo da sublime montanha da nossa missão; é o trampolim para uma condição de vida mais elevada e ampla.

O presidente fundador da Soka Gakkai, Tsunesaburo Makiguchi, sempre instava as pessoas: “Tenham coragem e comprovem experimentalmente a prática do Budismo Nichiren por si mesmos!”.

Budismo para construir a nossa felicidade e a felicidade dos outros

Nichiren Daishonin continua: “Mas, além de acreditar nele [nos ensinamentos do Sutra do Lótus], deve incentivar outros a fazer o mesmo” (CEND, v. II, p. 231). Com isso, ele está dizendo a Tokimitsu que não basta simplesmente ele próprio praticar, mas que, ao mesmo tempo em que aprofunda sua fé e se desenvolve, deve estender a mão para os outros e ajudá-los a se tornar felizes também.

Quando, por meio da prática, obtemos a convicção de que o Budismo Nichiren é realmente maravilhoso, isso naturalmente origina uma grande alegria e nos impele a compartilhar o budismo com os demais. Nossa prática budista destina-se tanto para nossa própria felicidade como para a felicidade dos outros. É o que Daishonin quer dizer ao escrever: “Deve não só perseverar como também ensinar aos outros” (Ibidem, v. I, p. 405).

Empreendamos ações pelo bem dos outros, pela nossa própria felicidade, assim como pela felicidade do próximo. O propósito do Budismo Nichiren é possibilitar a felicidade de todas as pessoas.

Empenhar-se nos “dois caminhos da prática e do estudo” com o Gosho

No ano passado [2021], a Soka Gakkai celebrou o 800º aniversário de nascimento de Nichiren Daishonin.14 Neste ano, comemora-se, também, o 770º aniversário desde que ele proclamou pela primeira vez o seu ensinamento.15 E, ainda, neste ano, celebra-se o 70º aniversário da publicação da edição original da Soka Gakkai de Nichiren Daishonin Gosho Zenshu (Coletânea de Escritos de Nichiren Daishonin) [em 1952], que se deu por iniciativa de Toda sensei. A partir de então, consolidamos firmemente a tradição da Soka Gakkai de avançar com os escritos de Nichiren Daishonin e de nos empenhar nos “dois caminhos da prática e do estudo” (CEND, v. I, p. 405).

Agora, coincidindo com esses marcos profundamente significativos, foi concluída uma nova edição revisada do Gosho Zenshu. Para nós, discípulos diretamente ligados a Daishonin, isso representa motivo de inigualável alegria.

Estudemos a seguir uma passagem da carta de Nichiren Daishonin Roupas e Alimentos, que, na edição revisada em japonês, contém uma nova parte, incorporada recentemente. [Nota do editor: A nova parte já está inclusa na tradução desse escrito no volume 2 do The Writings of Nichiren Daishonin, no qual se baseia a versão em português, intitulada Coletânea dos Escritos de Nichiren Daishonin.]

Trecho do escrito 2

Roupas e Alimentos

Quando se acende uma tocha para alguém à noite, produz-se luz não apenas para o outro, mas para si também. Do mesmo modo, quando se melhora o aspecto da pele de outras pessoas, melhora-se a própria pele também; quando se fortalece o vigor delas, fortalece-se seu vigor também; quando se prolonga a vida delas, prolonga-se a própria vida também.16 (WND, v. II, p. 1066)

Todos possuem uma missão ímpar, tal como a “cerejeira, ameixeira, pessegueiro e damasqueiro”

Embora não se saiba ao certo a data e outros detalhes dessa carta, ela indica no cabeçalho “Resposta à Monja Leiga”, e acredita-se que tenha sido escrita por Nichiren Daishonin para expressar sua gratidão a uma discípula que lhe enviara mil moedas como oferecimento.

Na primeira metade da carta, Daishonin salienta a importância do alimento e das roupas para manter nossa vida e acrescenta que, ao realizar essas doações materiais, a pessoa “melhora o aspecto da pele, fortalece o vigor e prolonga a vida” dos outros (WND, v. II, p. 1066).

Fazer doações, ou oferecimentos, é um dos seis paramita,17 seis práticas dos bodisatvas Mahayana para atingir a iluminação. Trata-se de um ato nobre que sustenta a vida dos praticantes do Sutra do Lótus e contribui para a prosperidade do budismo neste mundo.

A passagem descreve ações efetuadas em prol de outras pessoas. Significa demonstrar interesse e consideração por aqueles com os quais temos contato, as pessoas bem diante de nós, não importando quais sejam. O ponto inicial consiste em valorizar nossas conexões com aqueles à nossa volta.

Daishonin escreve: “Quando se acende uma tocha para alguém à noite, produz-se luz não apenas para o outro, mas para si também” (WND, v. II, p. 1066). Isso é realmente racional.

Em As Três Virtudes dos Alimentos, ele emprega a mesma analogia: “Ao acender uma chama para os outros, a pessoa iluminará o próprio caminho” (cf. Ibidem, p. 1060).

Suponham que alguém esteja parado em pé, apreensivo, em uma estrada escura à noite. Muitos o veem, mas passam por ele sem oferecer ajuda. Uma pessoa, porém, ergue uma lanterna e ilumina o estranho, dizendo: “Você deve estar assustado, mas sinta-se seguro agora. Caminhemos juntos!”, e então o acompanha pela estrada.

Essa cena retrata o espírito e as ações de um bodisatva de forma muito clara.

Não há nada de especial nessa atitude. Consiste simplesmente em demonstrar empatia e sincera preocupação por aqueles que encontramos e que estão sofrendo, estendendo-lhes a mão espontaneamente, tentando fazer o que puder para ajudá-los. Significa ouvir os problemas das pessoas e encorajá-las de coração. Esse comportamento generosamente humano constitui a própria essência de um bodisatva.

Hoje, os membros da Soka Gakkai do Japão e do mundo todo, repletos de orgulho, como bodisatvas da terra, empenham-se ativamente pela sua própria felicidade e pela felicidade dos outros também.

Em especial, em cada país e região, as mulheres Soka, radiantes sóis do nosso movimento, iluminam o coração das pessoas com a luz da compaixão e da sabedoria. Elas construíram uma admirável rede de mulheres, cada qual irradiando o brilho de sua missão ímpar, de acordo com o princípio da “cerejeira, ameixeira, pessegueiro e damasqueiro” (cf. OTT, p. 200). Devotando-se com dinamismo e alegria em meio às pessoas como grandiosas bodisat-vas da terra, o espírito compassivo delas iguala-se ao do Buda, que buscou libertar todas as pessoas do sofrimento.

Creio que possamos afirmar que, por si sós, tais ações inspiradas pelo desejo de auxiliar o próximo constituem a prática budista para expandir nossa própria condição de vida.

O grande benefício de “prolongar a vida por meio da fé”

Daishonin prossegue: “Do mesmo modo, quando se melhora o aspecto da pele de outras pessoas, melhora-se a própria pele também; quando se fortalece o vigor delas, fortalece-se seu vigor também; quando se prolonga a vida delas, prolonga-se a própria vida também” (WND, v. II, p. 1066).

Posso assegurar isso por experiência própria. Eu tinha uma constituição física frágil e contraí tuberculose, o que muitas vezes me deixava muito cansado e febril. Meu maior desejo e oração desde a época da juventude era ter uma saúde robusta. Também causei muitas e muitas preocupações para a minha esposa.

No entanto, dedicava meu tempo viajando pelo Japão e pelo mundo para incentivar os membros que aguardavam a minha visita. Era exaustivo, sem dúvida. Surpreendentemente, porém, quanto mais me empenhava, mais força brotava de dentro de mim, e eu me revitalizava. Os líderes que me acompanhavam com frequência me perguntavam onde eu encontrava toda aquela energia.

Eu me recusava a sucumbir à doen-ça e estava determinado a cumprir minha missão e responsabilidades. Também sabia que, quanto mais você se empenha nas atividades da Soka Gakkai, mais se energiza. Esforços sinceros e resolutos para encorajar e inspirar os outros nos habilitam a evidenciar coragem e força, ao passo que ver os outros revitalizados nos dá nova esperança e inspiração.

Desde a juventude, entreguei-me completamente de corpo e alma para apoiar e auxiliar Toda sensei. Trabalhava o mais arduamente possível todos os dias, determinado a dar o máximo de mim para que não me restasse um único arrependimento. Sou o que sou hoje por causa dos benefícios que obtive mediante aqueles esforços. Estou convicto de que Toda sensei me proporcionou a comprovação do princípio budista de “prolongar a vida por meio da fé”.18

Princípio filosófico da fusão de beneficiar a si e beneficiar os outros

A afirmação de Nichiren Daishonin de que “quando se fortalece o vigor delas, fortalece-se seu vigor também” (WND, v. II, p. 1066) descreve brilhantemente como beneficiar a si e beneficiar os outros são a mesma coisa. Com essas simples palavras, ele ilustra para nós o inigualável modo de vida no qual beneficiar a si e beneficiar os outros fundem-se de forma perfeita e natural.

Aqui, não encontramos nenhum traço do egoísmo de se preocupar somente com o próprio bem-estar em detrimento dos outros, da mentalidade narcisista estreita que demarca rígidos limites entre si e os demais. E, também, não é algo motivado pelo dever ou pela convenção social. Trata-se de um modo de vida imbuído de compaixão, do desejo espontâneo de ajudar o próximo.

Porém, se o foco for unilateral, de somente beneficiar ou ajudar os outros, este pode facilmente se transformar em condescendência ou sacrifício pessoal. Justamente por agir para beneficiar os outros também é que obtemos benefícios para nós mesmos, e por isso sentimos gratidão e alegria.

Sem fugir deste mundo saha repleto de sofrimento, aqueles que se empenham com sinceridade e sabedoria, exatamente como são, pelo bem e pela felicidade dos outros, assim como pela própria felicidade estão vivendo como genuínos bodisatvas. Daishonin afirma numa passagem bastante conhecida: “O propósito do advento do buda Shakyamuni, senhor dos ensinamentos, neste mundo reside em seu comportamento como ser humano” (CEND, v. II, p. 113). O ato de demonstrar respeito a todas as pessoas, conduta exemplificada pelos bodisatvas da terra, constitui a essência do ensinamento do Buda.

Em seu Preceito aos Jovens, Toda sensei declarou: “O esforço para vencer a frieza e a indiferença em nossa própria vida e alcançar a mesma compaixão do Buda é a essência da revolução humana”.19 Para nós, a coragem assume o lugar da compaixão. Tudo se inicia a partir de um primeiro passo corajoso.

De acordo com essa diretriz eterna, nossos membros emergidos da terra levantaram-se para concretizar seu juramento seigan pelo kosen-rufu. Recitando Nam-myoho-renge-kyo pa-ra si e para os outros e dedicando-se intrepidamente para realizar a sua revolução humana, eles construíram a fortaleza do povo que irradia o brilho da felicidade para todos.

A “Terra do Tesouro” que liga uma vida a outra

O historiador francês Jules Michelet (1798–1874) expressou: “A vida é iluminada e acesa em contato com a vida, e ela se extingue no isolamento. Quanto mais a vida se mistura com vidas diferentes de si e quanto mais se agrega a outras existências, mais forte, feliz e frutífera é a sua própria existência”.20

As vidas se afetam mutuamente de formas múltiplas e sutis. Encorajar as pessoas ao nosso redor pode parecer algo simples e comum, mas, sem dúvida, ajuda a prevenir a solidão e o isolamento; contribui para o desenvolvimento alegre e dinâmico de uma “terra do tesouro” onde diversas vidas podem se encontrar e se conectar.

Em Registro dos Ensinamentos Transmitidos Oralmente, Daishonin diz: “‘Alegria’ significa que tanto a própria pessoa como as outras, juntas, experimentam alegria. (...) Tanto a própria pessoa como as outras sentirão alegria pela posse da sabedoria e da compaixão” (OTT, p. 146).

A mensagem essencial do budismo é que, quando reconhecemos a infinitamente nobre natureza de buda em cada pessoa e estreitamos laços com base no desejo de beneficiar tanto a nós como os outros, uma inigualável sabedoria para criar felicidade e paz aflorará ilimitadamente dentro de nós.

Bodisatvas da terra são aqueles que consideram a ação em benefício de si e dos outros como seu princípio norteador e se empenham em meio ao povo, em meio à humanidade, para espalhar incentivos e inspiração a todos por meio da prática perseverante da compaixão.

Nossa missão é começar no lugar onde estamos e levar confiantemente a grande luz da esperança do Budismo do Sol aos nossos familiares, amigos e entes queridos, aos nossos vizinhos e a todos os que fazem parte do nosso ambiente. Essa luz pode lhes proporcionar coragem para desfrutar a vida plenamente. Pode lhes fornecer ilimitada energia, aumentar sua energia vital e servir como fonte de sabedoria e força para superar qualquer crise.

Expandir nosso movimento popular de diálogo e de incentivos

Pode-se dizer que o kosen-rufu mundial é o movimento popular de diálogo e de incentivos em escala global.

O ato de incentivar estimula o encorajamento e o empoderamento. Quão auspicioso será o futuro da humanidade quando pessoas do mundo inteiro se encorajarem mutuamente e despertarem para sua sublime missão e para seu potencial latente!

Meus jovens sucessores, e todos os meus queridos companheiros bodisatvas da terra, estão trilhando esse caminho da mudança colossal. Conclamo cada um de vocês, sem exceção, a:

Dar um brado de vitória do progresso dinâmico em sua vida por meio da revolução humana!

Executar o bailar da coragem como um bravo pioneiro do kosen-rufu mundial!

Escrever a gloriosa história da canção triunfal do povo!

Resumo

Estudo — Abril 2025

Principais tópicos estudados

Coragem para dar o primeiro passo

Ao renovarmos nosso juramento no início do novo ano, façamos as seguintes perguntas a nós mesmos: “Tenho coragem para entrar em ação pelo kosen-rufu? Tenho ardente paixão para fazer isso? Tenho o espírito de luta para dar uma nova guinada, sem me deixar deter por nenhum obstáculo ou desafio”?

Kosen-rufu é o desejo e o decreto do Buda e o nosso grande juramento. Porém, se pensarmos que outra pessoa o realizará, nada jamais acontecerá. As engrenagens do kosen-rufu só começam a girar quando decidimos nos levantar e avançar, ainda que seja um único centímetro ou um passo.

“A prática é a vida da fé”

Praticar com todo o seu ser, entrar em ação com coragem, constitui o coração de uma fé viva. Por mais versada que a pessoa possa ser, não conseguirá entender realmente a fé sem o desafio de pô-la em ação.

A prática corajosa é a marca registrada dos jovens. É o caminho direto para romper a concha do nosso ego e escalar ao topo da sublime montanha da nossa missão; é o trampolim para uma condição de vida mais elevada e ampla.

Por você e pelo outro

As vidas se afetam mutuamente de formas múltiplas e sutis. Encorajar as pessoas ao nosso redor pode parecer algo simples e comum, mas, sem dúvida, ajuda a prevenir a solidão e o isolamento; contribui para o desenvolvimento alegre e dinâmico de uma “terra do tesouro” onde diversas vidas podem se encontrar e se conectar.

Em Registro dos Ensinamentos Trans-mitidos Oralmente, Daishonin diz: “‘Alegria’ significa que tanto a própria pessoa como as outras, juntas, experimentam alegria. (...) Tanto a própria pessoa como as outras sentirão alegria pela posse da sabedoria e da compaixão” (OTT, p. 146)

Frases marcantes

“Kosen-rufu é o desejo e o decreto do Buda e o nosso grande juramento.”

“A paixão dos jovens abastece a energia para alçar voo a novas altitudes.”

“Os bodisatvas da terra são, de fato, os bravos heróis do kosen-rufu.”

“A prática é a vida da fé.”

“Nossa prática budista destina-se tanto para nossa própria felicidade como para a felicidade dos outros.”

“O ato de demonstrar respeito a todas as pessoas (...) constitui a essência do ensinamento do Buda.”

“O kosen-rufu mundial é o movimento popular de diálogo e de incentivos em escala global.”

“O ato de incentivar estimula o encorajamento e o empoderamento.”

Personalidades e personagens budistas citados

Johann Wolfgang von Goethe

Josei Toda

Nichiren Daishonin

Nanjo Tokimitsu

Shakyamuni

Tsunesaburo Makiguchi

Jules Michelet

Perguntas-guia para as atividades de estudo

De maneira prática, como posso aplicar o princípio expresso na frase “Ao acender uma chama para os outros, a pessoa iluminará o próprio caminho”?

Suponham que alguém esteja parado em pé, apreensivo, em uma estrada escura à noite. Muitos o veem, mas passam por ele sem oferecer ajuda. Uma pessoa, porém, ergue uma lanterna e ilumina o estranho, dizendo: “Você deve estar assustado, mas sinta-se seguro agora. Caminhemos juntos!”, e então o acompanha pela estrada.

Essa cena retrata o espírito e as ações de um bodisatva de forma muito clara.

Não há nada de especial nessa atitude. Consiste simplesmente em demonstrar empatia e sincera preocupação por aqueles que encontramos e que estão sofrendo, estendendo-lhes a mão espontaneamente, tentando fazer o que puder para ajudá-los. Significa ouvir os problemas das pessoas e encorajá-las de coração. Esse comportamento generosamente humano constitui a própria essência de um bodisatva.

Como o fato de dedicar-me ao propósito do kosen-rufu contribui para que eu prolongue a minha vida?

Posso assegurar isso por experiên-cia própria. Eu tinha uma constituição física frágil e contraí tuberculose, o que muitas vezes me deixava muito cansado e febril. Meu maior desejo e oração desde a época da juventude era ter uma saúde robusta. Também causei muitas e muitas preocupações para a minha esposa.

No entanto, dedicava meu tempo viajando pelo Japão e pelo mundo para incentivar os membros que aguardavam a minha visita. Era exaustivo, sem dúvida. Surpreendentemente, porém, quanto mais me empenhava, mais força brotava de dentro de mim, e eu me revitalizava. Os líderes que me acompanhavam com frequência me perguntavam onde eu encontrava toda aquela energia.

Eu me recusava a sucumbir à doença e estava determinado a cumprir minha missão e responsabilidades. Também sabia que, quanto mais você se empenha nas atividades da Soka Gakkai, mais se energiza. Esforços sinceros e resolutos para encorajar e inspirar os outros nos habilitam a evidenciar coragem e força, ao passo que ver os outros revitalizados nos dá nova esperança e inspiração.

(Daibyakurenge, edição de janeiro de 2022)

Com a colaboração/revisão do Departamento de Estudo do Budismo (DEB) da BSGI

Notas:

1. GOETHE, Johann Wolfgang von. Faust I & II [Fausto I e II]. Tradução para o inglês: Stuart Atkins. In: Goethe’s Collected Works [Coletânea de Obras de Goethe]. v. 2. Princeton, New Jersey: Princeton University Press, 1994. p. 15.

2. Preceito aos Jovens: Artigo referente aos jovens, escrito pelo segundo presidente da Soka Gakkai, Josei Toda, e datado de 28 de setembro de 1951. Foi veiculado inicialmente no Seikyo Shimbun com o título Boletim para Líderes de Bloco da Divisão dos Jovens. E foi republicado como editorial do presidente Josei Toda para a edição de 1º de novembro de 1951 da revista de estudos da Soka Gakkai Daibyakurenge, com o título Preceito aos Jovens. No artigo, ele enfatiza a missão dos jovens de aliviar o sofrimento humano e de estabelecer a felicidade e a paz genuínas para todos por meio de uma revolução religiosa.

3. TODA, Josei. Seinen-kun [Preceito aos Jovens]. In: Toda Josei Zenshu [Obras Completas de Josei Toda]. v. 1. Tóquio: Seikyo Shimbunsha, 1981. p. 59.

4. Campanha de Fevereiro: Em fevereiro de 1952, o presidente Ikeda, na época secretário executivo do Distrito Kamata de Tóquio, iniciou uma dinâmica campanha de propagação. Ao lado dos membros de Kamata, ele quebrou os recordes anteriores de cerca de cem novas famílias, convertendo 201 novas famílias ao Budismo de Daishonin.

5. Myoho-renge-kyo é escrito com cinco ideogramas chineses, enquanto Nam-myoho-renge-kyo é escrito com sete (nam, ou namu, compreende dois ideogramas). Daishonin muitas vezes emprega Myoho-renge-kyo como sinônimo de Nam-myoho-renge-kyo em seus escritos.

6. Nessa carta, datada do quarto mês de 1279, Daishonin instrui o destinatário, Nanjo Tokimitsu, na fé; explica a relação entre o quinto volume ou pergaminho do Sutra do Lótus e sua própria vida no que se refere às perseguições que havia vivenciado ao propagar o Sutra do Lótus; e declara sua missão de conduzir as pessoas dos Últimos Dias da Lei à iluminação.

7. Perseguição de Atsuhara: Série de ameaças e ações violentas contra os seguidores de Nichiren Daishonin na vila de Atsuhara, distrito de Fuji, província de Suruga (atual região central da província de Shizuoka), que se iniciou por volta de 1275 e continuou até aproximadamente 1283.

8. Perseguição de Komatsubara. No décimo primeiro dia do décimo primeiro mês de 1264, Nichiren Daishonin estava a caminho da província de Awa para uma visita a um seguidor chamado Kudo. Ao anoitecer, ele e um grupo de seguidores sofreram uma emboscada do administrador local e ardoroso devoto da Terra Pura (Nembutsu), Tojo Kagenobu, e seus homens na Vila Tojo. Daishonin sofreu um corte de espada na testa e fraturou a mão esquerda; um de seus seguidores foi morto durante o inciden-te e outro faleceu posteriormente por causa dos ferimentos.

9. Perseguição de Tatsunokuchi: Tentativa fracassada, instigada por poderosos do governo, de decapitar Daishonin sob o manto da noite, na praia de Tatsunokuchi, nas cercanias de Kamakura, no décimo segundo dia do nono mês de 1271. Logo em seguida, ele foi exilado na Ilha de Sado, o que equivalia à sentença de morte. Contudo, quando suas predições de conflito interno e de invasão estrangeira se concretizaram, o governo emitiu um indulto no terceiro mês de 1274 e ele retornou a Kamakura.

10. O capítulo 13, “Encorajamento à Devoção”, do Sutra do Lótus, ao elucidar as ações dos leigos arrogantes, afirma: “Haverá muitas pessoas ignorantes / que nos caluniarão e falarão mal de nós, / que nos atacarão com espadas e bastões, mas suportaremos tudo isso” (LSOC, cap. 13, p. 232). Nichiren Daishonin declara que mesmo o bodisatva Jamais Desprezar, que foi perseguido repetidamente, só foi atacado com “pedaços de madeira, ou telhas e pedras” (LSOC, cap. 20, p. 309), e, portanto, não se poderia dizer que tivesse sido perseguido com espadas, ao passo que ele, Daishonin, havia “enfrentado perseguições com espadas e bastões” (CEND, v. II, p. 230).

11. Mundo saha: Este mundo, o mundo dos seres humanos, marcado por sofrimentos. Em sânscrito, saha significa “terra”; deriva-se do radical “suportar” ou “resistir”. Por essa razão, nas versões chinesas dos textos budistas, a palavra saha é traduzida como “resistência”. Nesse contexto, o mundo saha indica um lugar no qual as pessoas devem resistir a todos os tipos de sofrimento.

12. Bodisatvas da terra: A imensa multidão de bodisatvas que o buda Shakyamuni convoca para propagar o Sutra do Lótus na era maléfica após a sua morte e conduzir eternamente todas as pessoas à felicidade. Eles emergem da terra no capítulo 15, “Emergindo da Terra”, do Sutra do Lótus, fato que justifica o nome do capítulo.

13. Cerimônia no Ar: Uma das três assembleias descritas no Sutra do Lótus, na qual toda a reunião fica suspensa no espaço, acima do mundo saha. Ela se estende desde o capítulo 11, “Surgimento da Torre de Tesouro”, do Sutra do Lótus, até o capítulo 22, “Transferência”, do sutra. O ponto central dessa cerimônia é o surgimento da torre de tesouro da terra, e o ato de Shakyamuni confiar aos bodisatvas da terra, liderados pelo bodisatva Práticas Superiores, a propagação da essência do Sutra do Lótus na era maléfica após a sua morte.

14. De acordo com o método de contagem tradicional japonês. Considera-se que a pessoa tenha 1 ano no dia do seu nascimento. Nichiren Daishonin nasceu no décimo sexto dia do segundo mês de 1222.

15. De acordo com o método de contagem tradicional japonês. Nichiren Daishonin estabeleceu o seu ensinamento no vigésimo oitavo dia do quarto mês de 1253.

16. Endereçada a uma monja leiga, que abraçava os ensinamentos de Nichiren Daishonin, cuja identidade e localização são incertas. Acredita-se que a carta tenha sido redigida após Daishonin ter se mudado para o Monte Minobu, mas não se sabe a data exata. Depois de expressar sua gratidão pelas moedas que havia recebido da monja leiga, Daishonin descreve quão vitais são o alimento e as roupas para nossa vida e explica o benefício obtido por aquele que faz o oferecimento desses itens.

17. Seis paramita: Seis práticas para os bodisatvas do Mahayana que avançam no caminho da iluminação: (1) doação, (2) observância dos preceitos, (3) perseverança ou resistência, (4) assiduidade, (5) meditação e (6) obtenção de sabedoria.

18. “Prolongar a vida por meio da fé”: Esse princípio baseia-se numa passagem do capítulo 16, “A Extensão da Vida”, do Sutra do Lótus, que diz: “Suplicamos que nos cure e nos permita continuar vivendo! (LSOC, cap. 16, p. 269). Isso consta na seção que explica a parábola do excelente médico que oferece o “bom remédio” aos seus filhos, que haviam “tomado veneno” (ou seja, sucumbido à ilusão) e lhe imploram que cure sua doença. Ao tomarem esse bom remédio (isto é, abraçar a fé na Lei maravilhosa do Sutra do Lótus), eles são curados e podem desfrutar muito mais anos de vida.

19. TODA, Josei. Toda Josei Zenshu [Obras Completas de Josei Toda]. v. 1. Tóquio: Seikyo Shimbunsha, 1981. p. 60.

20. MICHELET, Jules. The People [O Povo]. Tradução para o inglês: John P. McKay. Urbana, Illinois: University of Illinois Press, 1973. p. 89.

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