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Budismo na Vida Diária
há 20 anos

Rei Demônio do Sexto Céu (Dai Rokuten no Mao)

(3a parte)

28/01/2006

Rei Demônio do Sexto Céu (Dai Rokuten no Mao)
Pergunta: Poderia exemplificar a ação do Demônio do Sexto Céu na trajetória da vida de Nitiren Daishonin?

Resposta: Podemos constatar a manifestação do Demônio do Sexto Céu praticamente em todos os momentos da vida de Daishonin a partir do momento em que ele revelou a Lei de Nam-myoho-rengue-kyo em 28 de abril de 1253. Ele advertiu os governantes e líderes religiosos da época apontando ser a crença em seitas errôneas a principal causa para as calamidades que assolavam o país e revelou a Lei Mística como sendo o único e supremo ensino capaz de livrar o povo e a nação do ciclo de sofrimentos. Como resultado, ele atraiu para si o ódio e a inveja de todo o povo do Japão.

Destemidamente, ele e seus discípulos enfrentaram seguidas perseguições e Nitiren Daishonin chegou a ser exilado duas vezes. Enfim, são inúmeras as ações do Demônio do Sexto Céu que se levantaram para impedir Daishonin em sua corajosa batalha para salvar toda a humanidade.

Num escrito ele narra: “Apesar de eu, Nitiren, não ser um homem de sabedoria, o Rei Demônio do Sexto Céu tentou tomar posse de meu corpo. Mas eu tenho tomado tanto cuidado que ele não mais consegue chegar perto de mim. Portanto, como o poder do demônio celestial não tem nenhuma eficácia contra mim, ele toma posse do governante e de seus altos oficiais, ou de monges tolos tais como Ryokan, e faz com que eles tenham ódio de mim.” (WND, págs. 309–310.)

Encontramos também no escrito “Carta à Monja Ben” a seguinte passagem: “O Demônio do Sexto Céu atiçou suas dez forças e está atacando os praticantes do Sutra de Lótus a fim de não perder o domínio sobre o mundo real onde convivem as pessoas dos seis caminhos e dos quatro nobres estados de vida. Nitiren, por sua vez, convocou as forças do bem para combatê-lo e vem lutando por mais de vinte anos sem jamais recuar. Contudo, entre aqueles que se dizem discípulos e seguidores de Nitiren, há muitos que estão propensos a abandonar a fé acovardando-se diante da ameaça.”

As dez forças aqui mencionadas referem-se às ações das maldades que dominam o mundo dos desejos mundanos. São: (1) Apego aos desejos mundanos e negligência da prática da fé; (2) Depressão e perda de entusiasmo; (3) Fome e sede; (4) Apego aos prazeres e aos vícios em geral; (5) Ociosidade; (6) Medo e covardia; (7) Dúvida e arrependimento; (8) Ira; (9) Fama e fortuna; e (10) Arrogância e desdém. O Demônio do Sexto Céu age com essas dez forças para atingir as pessoas nos seis caminhos do Inferno, Fome Animalidade, Ira, Tranqüilidade e Alegria para se fortalecer e, então, atacar as que estão nos quatro nobres estados de vida, ou seja, Erudição, Absorção, Bodhisattva e Buda.

Dentre elas, o estado de Buda é a condição de vida em que a pessoa adquire a sabedoria que lhe permite compreender a verdadeira essência da vida, a manifestar a profunda benevolência por todas as pessoas e a obter a percepção das três existências da vida e da Lei básica do Universo. É uma condição de felicidade absoluta que nada pode corromper.

Podemos interpretar esta frase no sentido de que a prática do budismo é uma batalha entre as forças do bem e do mal em defesa da verdade e da justiça. E a promoção do Kossen-rufu é justamente o campo de batalha contra a obstrução impetrada pelo Demônio do Sexto Céu.

Numa recente mensagem do líder da SGI, Daisaku Ikeda, aos membros da BSGI, ele cita a seguinte frase de Daishonin: “O benefício é constituído pelos atos de combater o mal e de criar o bem.” E recomenda: “Tudo que provoca a infelicidade para as pessoas é chamado de maldade. Se não combatermos o mal, não poderemos conquistar a verdadeira felicidade. Por isso mesmo, devemos lutar contra o mal e fazer com que a justiça e a verdade triunfem majestosamente. O próprio Nitiren Daishonin promoveu pessoalmente a grande batalha literária num debate acirrado com as maldades.”

Os membros da BSGI, ultrapassando todas as diferenças entre si, incentivam-se mutuamente para que nenhum integrante se torne como “aqueles que se dizem discípulos e seguidores de Nitiren” e “estão propensos a abandonar a fé acovardando-se diante da ameaça”.

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