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Lições de Vida
há 21 anos

Ultrapassando os obstáculos

28/01/2006

Ultrapassando os obstáculos
Praticamos o budismo há 17 anos. Meu pai se converteu seis anos após a minha conversão e de minha mãe. Sou a caçula de três filhas. Comecei a me empenhar na prática da fé e a atuar na organização a partir dos meus 15 anos. Assim, compreendi a importância de ter grandes objetivos e de me empenhar cada vez mais nos estudos.

As oportunidades de me desenvolver como valor humano foram surgindo. À medida que lançava objetivos evidenciavam-se os obstáculos, e tinha mais possibilidades de me desenvolver. Fui nomeada responsável na organização e secretária do grupo de dança Pró-fundação Taiga da RE.

Não obstante, naquela época, muitas turbulências ocorreram na vida de minha família. Minha irmã Daniela havia se tornado mãe solteira aos 16 anos e minha irmã Raquel, a primogênita, sofria de problemas emocionais. Após passar por vários médicos foi diagnosticado distúrbio bipolar.

Nossa condição financeira caiu muito. Apenas meu pai trabalhava para sustentar uma família de cinco pessoas, e custeava todos os tratamentos médicos de minha irmã.

Um trecho de um discurso do presidente da SGI, Daisaku Ikeda, norteou o meu caminho: “Pode ser que alguns de vocês estejam com dificuldades financeiras no momento ou cuja a vida não está saindo exatamente da forma como planejaram. Espero que considerem todos os seus atuais esforços ou contratempos como um prelúdio para as coisas maravilhosas que estão aguardando por vocês mais adiante. Por favor, saibam que as pessoas que vivem com essa atitude saboreiam a verdadeira alegria na vida e irradiam o brilhante poder da fé.” (Brasil Seikyo, edição no 1.772, 20 de novembro de 2004, pág. A3.)

Lancei o objetivo de trabalhar e ingressar numa faculdade. Não tinha nenhuma experiência profissional, meus pais sempre fizeram questão que eu apenas estudasse durante a juventude. Incentivada pelas companheiras, desafiei recitar quatro horas diárias de Daimoku para concretizar o meu objetivo, além da harmonia familiar e a cura da minha irmã.

Em janeiro de 2000, surgiu uma ótima proposta de trabalho como secretária num escritório de advocacia. O ambiente era muito bom, tinha chefes maravilhosos que me ensinaram muito e apostaram na minha capacidade de aprender. Comecei a me empenhar nos estudos para prestar o vestibular e fui aprovada. Ingressei no curso de História. Começava a trajetória do meu tão sonhado objetivo.

Eu era a primeira filha a se formar numa faculdade. Trabalhei durante cinco anos no escritório, com condições para pagar meus estudos, participar das atividades, assinar os impressos e ainda participar de encontros e aprimoramentos na BSGI.

No entanto, o meu curso estava chegando ao final e desejava atuar na área. Desafiei conseguir um estágio com tempo para me dedicar aos estudos. Meus chefes compreenderam minha necessidade e diminuíram minha carga horária até eu conseguir um estágio remunerado.

No início de 2005, ano de conclusão do curso, consegui o estágio tão almejado, com todas as condições que desejava, recebendo o mesmo valor do meu trabalho anterior, atuando na área de minha graduação e trabalhando apenas no turno da tarde.

Finalizei o ano licenciada em História, realizando meu sonho e o de meus pais. Dedico essa vitória a eles e ao presidente Ikeda. Atualmente, as condições financeiras da minha família estão bem melhores, minha irmã Raquel já tem seu problema de saúde controlado e a harmonia familiar está restabelecida.

Agradeço o apoio de minha família e dos companheiros da organização e o direcionamento constante do presidente Ikeda que faz resplandecer a luz da esperança em nossa vida.

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