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Caderno de Estudo
há 21 anos

Universitários: forjem seu caráter pelas dificuldades!

28/01/2006

Universitários:  forjem seu caráter pelas dificuldades!
Este ano, mais uma vez, foi denominado como o “Ano dos Jovens”. Como sabemos, isto representa a grande expectativa do presidente da SGI, Daisaku Ikeda, em desenvolver e forjar a Divisão dos Jovens, que irá assegurar o grande legado do Kossen-rufu para a eternidade, expandindo os ideais e valores Soka para todas as pessoas a nossa volta e criando uma grande onda de humanismo.

Um dos valores que o presidente Ikeda sempre nos incentiva a cultivar, principalmente para os membros da Divisão dos Universitários, é o de superar as dificuldades. A história da Soka Gakkai, pelos exemplos dos seus presidentes Makiguti, Toda e Ikeda, vem nos mostrando o quanto os sofrimentos servem como uma alavanca para o nosso crescimento. O ser humano não se torna grandioso tendo uma vida confortável e sossegada. Em certa ocasião, o presidente Toda, ao ser informado sobre a morte do seu mestre, comentou: “Jamais experimentei uma dor como a que senti naquele momento. Imediatamente, determinei: ‘Mostrarei ao mundo. Provarei, além de qualquer dúvida, a integridade de meu mestre! Se eu tivesse de adotar um pseudônimo, usaria o de conde de Monte Cristo.’ Com essa determinação, conseguirei algo realmente grandioso para retribuí-lo.” (BS, edição no 1.363, 20 abril de 1996, pág 3.)

Edmond Dantès, protagonista do romance O Conde de Monte Cristo, também forjou sua personalidade por meio das dificuldades que enfrentou. Escrito por Alexandre Dumas, em 1845, o romance trata da história de um homem bom que é preso injustamente. No cativeiro, trava amizade com o padre Faria, que lhe fornece ajuda para a fuga. Antes de morrer, o padre ensinou a Dantès lições de história e ciência, bem como lhe deu o mapa onde estava escondido o magnífico tesouro da ilha de Monte Cristo. Por quase quinze anos na prisão, Dantès se aprimorou, por meio de leituras escondidas e aprendeu a manejar uma espada, sem nunca perder a esperança de sair do inferno em que vivia e provar a sua honra. Depois de uma fuga milagrosa, Edmond transforma-se no misterioso e abastado Conde de Monte Cristo que regressa coberto de riquezas e querendo justiça. O Conde de Monte Cristo, por fim, consegue triunfar. E descobre que o gosto pela vida pode estar mais próximo daqueles que experimentaram as dificuldades e sofrimentos.

Sobre esta obra, uma de suas favoritas, o presidente Ikeda escreveu: “O presidente Toda acreditava que Alexandre Dumas (o autor) deliberadamente escolheu retratar um drama no qual um jovem é obrigado a confrontar-se com a adversidade. Com base nessa premissa, o presidente Toda concluiu: ‘Aqueles que superam os sofrimentos na vida, tanto físicos quanto espirituais, tornam-se fortes. Os jovens, portanto, não devem procurar conduzir uma existência fácil e ociosa.’ As honras da vida vão para aqueles que perseveram atravessando todas as dificuldades que encontram. Essas pessoas são vitoriosas no final. É mantendo essa indestrutível convicção que conquistamos naturalmente a genuína confiança dos outros.” (BS, edição no 1.351, 20 de janeiro de 1996, pág. 4.)

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