BS
Caderno de Estudo
há 21 anos
Vamos romper os limites e conquistar a felicidade!
Matéria de estudo do Grupo Coração em março
28/01/2006

Na primeira matéria do Grupo Coração deste ano, refletimos sobre a prática da fé livre de dúvidas e o desejo de se empenhar ao máximo pela causa do Kossen-rufu. Na matéria deste mês, enfatizaremos a importância de termos uma atitude corajosa na fé ao nos defrontarmos com os problemas da vida. O trecho do escrito de Nitiren Daishonin escolhido, “Resposta a Kyo’o, fala sobre a doença, mas podemos substituí-la por qualquer problema que nos aflige e colocá-lo em prática na nossa vida.
“Os infortúnios de Kyo’o Gozen serão mudados em boa sorte. Reúna a sua fé e ore a este Gohonzon. Então, o que é que não pode ser alcançado? Deve crer que acontecerá tal como o Sutra de Lótus diz: ‘Os desejos das pessoas se realizam como a água fria e límpida de um tanque sacia a sede das pessoas.’ E diz ainda: ‘Eles terão paz nesta existência e nascerão em boas circunstâncias na próxima.’” (As Escrituras de Nitiren Daishonin, vol. I, pág. 276.)
Essa carta foi endereçada a Kyo’o Gozen, porém, como ela só tinha um ano de idade, fica claro que ela era destinada a seus pais, Shijo Kingo e Nitiguennyo.
Esse escrito se destaca como uma afirmação comovente e eterna do absoluto poder do Gohonzon e da importância da coragem na fé. Ao longo dessa carta, pode-se observar como Nitiren Daishonin se empenhou em incentivar Shijo Kingo, deixando de lado as grandes dificuldades que ele próprio enfrentava.
A maioria das pessoas, quando fica doente, tem a tendência de colocar a doença como o centro de sua vida, tornando-se escrava da situação e colocando uma barreira em suas ações e pensamentos. Daishonin ensina a criar uma fé corajosa justamente quando se encontra num momento crucial.
Ficar doente faz parte da vida, portanto a doença em si não é o problema real. O verdadeiro problema é quando nos sentimos derrotadas por ela.
Quando Nitiren Daishonin diz “Os infortúnios de Kyo’o Gozen serão transformados em boa sorte”, ele destaca que a fé tem o poder de transformar qualquer situação ou sofrimento em algo positivo, de acordo com o princípio de “transformar o veneno em remédio”.
Na frase “Reúna a sua fé e ore a este Gohonzon. Então, o que é que não pode ser alcançado?”, podemos sentir o esforço de Nitiren Daishonin em transmitir a Shijo Kingo a sua própria convicção inabalável de que quando reunimos nossa fé e oramos com determinação, todos os nossos objetivos serão concretizados.
“Como a água fria e límpida de um tanque sacia a sede das pessoas” indica o poder do Gohonzon que faz com que todas as nossas orações sejam respondidas. “Eles terão paz e segurança nesta existência e nascerão em boas circunstâncias na próxima” afirma que os benefícios do Gohonzon não são limitados unicamente a esta vida; eles nos acompanham também nas existências futuras.
A expressão “paz e segurança” não deve ser interpretada num sentido superficial, o de que as pessoas que oram ao Gohonzon jamais encontrarão dificuldades. Pelo contrário, desenvolvendo a confiança de que a oração ao Gohonzon nos permitirá superar todas as dificuldades, podemos experimentar uma felicidade que nada ou ninguém poderá abalar. A convicção no Gohonzon e em nossa própria natureza de Buda nos dará uma segurança interna inabalável que absolutamente nada poderá destruir.
Nas últimas linhas dessa carta, Nitiren expressa a sua real preocupação de que Kyo’o possa falecer jovem. Ele não dá garantias infundadas ou tenta amenizar a situação, fazendo-a parecer menos séria do que na realidade é. Dessa forma, ele assegura que os pais não fujam ao desafio que está diante deles. Num sentido profundo, este foi um gesto benevolente de sua parte, pois somente quando uma pessoa enfrenta uma crise com sinceridade e seriedade pode oferecer orações de todo o coração para solucioná-las.
Numa análise final, a mensagem de “Resposta a Kyo’o” transmite imensa esperança, mas é também rigorosa. O Gohonzon que abraçamos contém benefícios muito além da nossa imaginação, mas somos responsáveis pela manifestação deles por meio de nossos esforços na fé, prática e estudo.
Esse escrito serviu como um incentivo à Sra. Kumiko Inatomi que, na época, há onze anos, era responsável pela DF da região de Yokohama. Ela conta em seu relato: “Fui repentinamente assolada pela maldade da doença. O nome da doença era ‘tumor maligno nos gânglios linfáticos — linfoma’. Por que câncer? Por que em mim? — Vieram à tona toda uma insegurança pela proximidade da morte e da desesperança. Pensava comigo: ‘Não existe outra solução a não ser recitar Daimoku. Mas só conseguia orar com o coração triste.’ Então, recebi um poema de incentivo do presidente Ikeda que dizia: ‘Sobreviva com toda a coragem / Vença a maldade da doença. / Espante-a com gargalhadas, / Tornando-se rainha da longevidade.’
“Vencer até mesmo a doença com gargalhadas — que palavras encorajadoras! Quão gratificante é possuir um mestre! Senti como se uma corrente elétrica tivesse atravessado o meu corpo. Desde então, dediquei-me a recitar um Daimoku de decisão. Passei a desafiar 5 a 6 horas de Daimoku para combater a doença.
“Ao me submeter ao tratamento de quimioterapia, meus cabelos caíram e os efeitos colaterais do remédio eram de fato um grande sofrimento. Porém, quando pude sentir nas profundezas da minha vida que o mestre estava me encorajando e que com isso conseguia realizar Daimoku de gratidão, pude experimentar uma indescritível emoção. Percebi com o tempo que, na medida que ia elevando a minha condição de vida, conseguia encarar a doença e a morte como se estivesse observando de um lugar mais elevado. Anteriormente, eu e a doença estávamos no mesmo patamar.
“À medida que fui recitando Daimoku, em vez de temer a morte, comecei a encará-la como algo natural que um dia temos de enfrentar.
“De fato, foi uma rica experiência que me fez encarar a morte de frente e rever a minha postura de orar.” (Tradução não-oficial de texto publicado na revista Daibyakurengue, edição de setembro de 2005.)
Ao comentar esse trecho dos escritos, um grande veterano da prática da fé enfatizou: “O budismo não nega a eficiência da medicina. Ele ensina que devemos usar os medicamentos quando estes podem nos ajudar. Entretanto, a forte energia vital é a verdadeira fonte da recuperação e provém do interior da própria pessoa. Em outras palavras, recitando Daimoku com convicção, ele abre a fonte básica da energia do indivíduo e o grau em que um medicamento funcionará dependerá da energia vital e do desejo de sarar. Quando um indivíduo possui uma forte energia vital, mesmo uma doença incurável regredirá e acabará desaparecendo de sua vida. Entretanto, se pensar: ‘Por que fiquei doente se estou praticando há tanto tempo?’, o senhor deverá saber que a dúvida é fruto da escuridão fundamental. Pelo contrário, se pensar ‘Esta é a oportunidade para mudar meu destino. Gohonzon, permita-me recuperar-me para que possa trabalhar ainda mais pelo Kossen-rufu’, estará criando a causa para superar a doença e recuperar-se. O poder do Gohonzon é infinito, mas o poder da nossa fé e prática às vezes é limitado e fraco. Eis porque precisamos nos desafiar continuamente até demonstrarmos a prova real.” (Terceira Civilização, edição no 236, abril de 1988, págs. 19-20.)
Como fortalecer nossa fé para vencer todos os problemas e conquistar a felicidade?
O presidente Ikeda observa: “O fundamento da prática da fé para se tornar feliz está no Gongyo. Mesmo que a curto prazo não seja possível distinguir uma pessoa que faz o Gongyo e o Daimoku diário com sinceridade e outra que encara este exercício levianamente, após três, cinco ou sete anos abre-se uma notável diferença entre elas.
“Da mesma forma, com relação à transformação do carma, ou ainda, a revolução humana, a fonte de tudo está tão somente na prática do Gongyo e do Daimoku. Além disso, a atitude da pessoa por ocasião do Gongyo reflete o seu modo de vida. Aquela que realiza o Gongyo sem vibração, possui energia vital enfraquecida, conduzindo-a para uma forma de vida debilitada. Quem o realiza como uma obrigação tem dificuldades em sentir a alegria da prática da fé.” (Terceira Civilização, edição no 292, dezembro de 1992, Encarte Especial, Revolução Humana, vol. XII, Capítulo “A Declaração”, págs. 1-29.)
Vamos, então, cada uma de nós, a partir de hoje, romper os nossos limites e desafiar a realização de um Gongyo verdadeiramente revigorante, transbordante de harmonia e ritmo envolvente, tal qual o galopar de um corcel branco. Dessa forma, dando o melhor de si a cada dia com base em um excelente e vigoroso Gongyo e Daimoku de firme determinação, vamos mover todas as forças do grande Universo a nosso favor e superar todo tipo de dificuldades e problemas e conquistar infalivelmente a felicidade em nossa vida!
Um grandioso abraço a todas,
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