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Relato
há 21 anos

A direção correta para o sucesso

06/08/2005

A direção correta para o sucesso

Entre rosas e livros

O casal Yoshihashi veio ao Brasil logo após o término da Segunda Guerra Mundial em busca de novos horizontes. Em 1968, converteram-se ao Budismo Nitiren e iniciaram uma nova fase em sua vida. Do cultivo de rosas, passaram a trabalhar com o setor imobiliário, o que lhes rendeu uma boa situação financeira e a mudança para uma casa ampla e espaçosa para abrigar os oito filhos. O maior direcionamento do patriarca Yoichi era que os filhos aproveitassem a boa fase e se dedicassem aos estudos. Seis meses depois, a falência nos negócios gerou conflitos familiares. Mudaram-se para uma casa mais simples e, com muita coragem, buscaram novas alternativas para a sobrevivência. “Tivemos que nos readaptar em um novo espaço e conviver com as dificuldades.”

Em 1984, com o anúncio da terceira visita do presidente da SGI, Daisaku Ikeda, ao Brasil, a família Yoshihashi se preparou para recepcioná-lo. Todos estavam envolvidos nos preparativos e ensaios. Edson era membro do Grupo 2001 e ensaiava para a apresentação do Superfantástico. “São lembranças que não saem da minha cabeça. Muitas vezes, não tínhamos dinheiro para a condução nem para o lanche. Nossa família enfrentava uma crise financeira, mas papai nos incentivava a fazer todo esforço possível para nos dedicarmos à apresentação e recepcionar, da melhor forma, o presidente Ikeda. Senti, pela primeira vez, a diferença entre os demais garotos da minha idade. Eram pequenos detalhes, mas isso não nos revoltava, pelo contrário, nos motivava a recitar mais Daimoku e ultrapassar aqueles obstáculos. Os incentivos dos veteranos nos proporcionavam esperança e alegria para fazermos sempre o melhor. Não entendia direito o sentimento das pessoas pelo presidente Ikeda, mas era muito forte aquela energia e, quando ele apareceu de surpresa no ensaio, foi uma explosão coletiva de felicidade. Esse foi um dos momentos marcantes da minha infância.”

Testes da juventude

Com onze anos de idade, Edson já conhecia a importância do trabalho. Após as aulas, entregava panfletos nos semáforos para ajudar os pais. “Era muito engraçado, pois as pessoas me olhavam com um ar intrigante, pois é muito raro ver um descendente de japoneses fazendo esse trabalho. Mas era a forma que eu tinha de garantir recursos para ir às atividades e comprar o meus materiais escolares.”

Edson foi crescendo e, cada vez mais, dedicava-se às atividades do Grupo 2001 e aos estudos dos escritos de Nitiren Daishonin. O garoto foi enfrentando novos desafios, ingressou na escola técnica, pegava três conduções para chegar até o colégio, mas isso não o desanimava. Driblava as dificuldades financeiras com otimismo e sempre que podia, preenchia seu tempo com atividades esportivas com os colegas. “Adorava jogar futebol de salão, vôlei, natação e andar de skate. A própria organização me direcionou a ter bons amigos. Na minha adolescência, nunca vi ou fiquei sabendo de amigos meus envolvidos com drogas.” Em 1991, serviu as forças armadas e começou a visualizar a possibilidade de ir trabalhar no Japão e juntar dinheiro para cursar uma universidade. Um ano depois, Edson estava com as malas prontas rumo ao Oriente. “Essa foi uma das fases mais difíceis da minha vida e, mais uma vez, o carinho e a dedicação dos praticantes do Budismo Nitiren me deram suporte. Passei a freqüentar uma comunidade de brasileiros no Japão e foi aquele calor humano que me possibilitou enfrentar os dois anos que permaneci por lá. Trabalhava em uma indústria de componentes automotivos e minha mãe enviava-me os impressos para que eu não me distanciasse da leitura dos discursos do presidente da SGI. Acompanhei sua quarta visita ao Brasil pelos impressos e recordava-me dos esforços realizados para recepcioná-lo em 1984 e a grande emoção que senti. Foi exatamente nesse momento que compreendi profundamente a relação de mestre e discípulo, do esforço desse homem para transmitir coragem aos jovens e direcioná-los à vitória. Lembrei-me de todos os incentivos recebidos na infância. Era momento de eu assumir minha missão pelo Kossen-rufu. Minha vida tomou um novo rumo.” Ainda no Japão, Edson iniciou uma grande campanha para reintegrar os brasileiros praticantes do Budismo Nitiren.

Eterna gratidão

Edson voltou ao Brasil com uma nova decisão de transmitir aos jovens tudo que aprendera na infância com seus veteranos e auxiliar no desenvolvimento da DMJ de sua localidade. Com a reserva financeira conquistada no trabalho desenvolvido no Japão, custeou a faculdade de Administração de Empresas. Em 1997, graduou-se e logo foi contratado para trabalhar em uma empresa do setor automotivo. Todo o conhecimento que adquiriu no exterior serviu como base para crescer gradativamente no trabalho até assumir um cargo de extrema responsabilidade. Pela indicação de um amigo, ingressou na Equipe de Transportes Especializados da BSGI (ETE) e objetivou encontrar-se com o presidente Ikeda para agradecer por todos os incentivos, sonho este que se realizará no mês de setembro.

Constituir uma família harmoniosa, transmitir a seus filhos o mesmo direcionamento que recebera de seu pai e contribuir da melhor forma para o desenvolvimento dos jovens de sua localidade são os objetivos de Edson. Para o treinamento de setembro, ele confessa: “Quero estar com o coração puro para encontrar-me com meu mestre da vida e agradecê-lo por todos os conselhos que impulsionaram o meu crescimento e reforçaram meu desejo de ser vitorioso. Se hoje tenho um bom emprego, posso oferecer meu veículo para servir aos membros, tenho uma família maravilhosa, um pai que sempre me apoiou, é devido à dedicação desse grande homem pela nossa felicidade.”

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