BS
Caderno Soka
há 21 anos
“Sobrevivi porque tinha a missão de propagar a paz”
06/08/2005

Em uma dessa ocasiões, eu e minha cunhada fugimos para um abrigo que ficava nas montanhas e lá presenciei cenas terríveis. Várias pessoas chorando por causa da dor provocada pelos ferimentos. Os ataques eram constantes. Os aviões tinham as pessoas como alvo e as perseguiam. Os céus tinham uma cor avermelhada por causa dos bombardeios e o clarão das bombas podia ser visto a quilômetros de distância. Numa das vezes, fui perseguida por um dos aviões e consegui me proteger. Acredito que fui salva porque tinha a missão de conhecer o Budismo de Nitiren Daishonin, propagar a paz e levar a felicidade a várias pessoas.
Lembro-me de ter ouvido pelo rádio sobre o bombardeio de Hiroshima e Nagasaki. Foi assustador. A melhor recordação que tenho é do anúncio do fim dessa terrível guerra. Foi um grande alívio ouvir que ela tinha terminado. Não foi nada fácil reconstruir e recomeçar uma vida normal.
Dez anos depois, em 1955, conheci o Budismo de Nitiren Daishonin. Em 1959 vim para o Brasil e me sinto orgulhosa por ter recepcionado o presidente Ikeda em sua primeira viagem em terras brasileiras no ano seguinte.
Aos 15 anos, eu era uma jovem que não pensava no futuro, não tinha perspectiva de vida e apenas lutava pela sobrevivência. Porém, hoje, aos cinqüenta anos de prática budista, tenho a esperança que a paz prevalecerá no mundo e que teremos líderes realmente preocupados em estabelecê-la. Este é o meu desejo!
Fukuko Oda,
vice-coordenadora-geral da DF da BSGI
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