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Reflexão Sobre o Gosho do Mês
há 21 anos

O momento é agora!

06/08/2005

O momento é agora!
“Não há maior felicidade para os seres humanos que recitar o Nam-myoho-rengue-kyo” — é com este sentimento em meu coração que escrevo este texto! Sou profundamente feliz e afortunada por ter nascido em uma família budista e, assim, desde pequena acompanhar a dedicação e as conquistas familiares por meio da prática budista.

Com o único desejo de corresponder ao mestre — de tornar o mundo o palco do Kossen-rufu — há 31 anos atrás, meus pais saíam do Japão para morar no Brasil. Surgiram inúmeros desafios: a barreira do idioma e da cultura; diferentes e constantes problemas de saúde em cada um dos familiares; questões financeiras e desarmonia. Porém, cada uma dessas dificuldades serviu apenas de combustível para alimentar a chama da prática da fé, de Daimoku e da atuação na organização. E, hoje, eu e o meu irmão — como herdeiros destes pais exemplares — prosseguimos na realização do Kossen-rufu tanto na organização como na sociedade brasileira.

Esta história que, com muito orgulho, resumidamente escrevo aqui, foi possível realizar a partir do momento que a semente do budismo foi plantada no coração de minha família. Sou imensamente grata à pessoa que — com muita paciência e sem desistir — fez com que o meu avô abraçasse o budismo. Quão feliz o apresentador de meu avô deve ficar ao saber que esta semente que ele persistiu em semear, hoje, dá flores e frutos no Brasil — do outro lado do Japão!

A prática do Chakubuku — apresentar o budismo às outras pessoas — é o maior gesto de benevolência, que consiste em refutar o apego a conceitos errôneos e conduzir as pessoas ao correto ensino budista.

É interessante perceber a reação das pessoas quando falamos a elas sobre o budismo. Pela campanha “Um Milhão de Amigos” da Divisão dos Jovens, tive várias oportunidades de falar e também acompanhar a concretização de novos amigos, que ficam maravilhados em conhecer o humanismo da filosofia do Budismo de Nitiren Daishonin e entender que cada um possui inerente a capacidade de transformar qualquer adversidade em fonte de benefícios!

Somente na organização existe o espírito fundamental de compartilhar o budismo com outras pessoas. Por meio do nobre e puro espírito da relação de mestre e discípulo, pessoas de 190 países e territórios do mundo recitam Daimoku e atuam como nobres Bodhisattvas da Terra.

Desta forma, certamente, concretizaremos o desejo do Buda que se manifesta no seguinte trecho da carta “A Prática dos Ensinos do Buda”: “Tempo virá em que todas as pessoas abandonarão os vários tipos de veículos e entrarão no veículo único do estado de Buda e a Lei Mística sozinha florescerá por toda a Terra. Então, quando todas as pessoas estiverem recitando simultaneamente o Nam-myoho-rengue-kyo, o vento não vergará a ramagem ou os galhos e nem cairá torrencialmente a chuva para cavar a Terra. O mundo tornar-se-á calmo e sereno como foi nas eras de Fui Hsi e Shen Nung na antiga China. Não somente as pessoas serão libertadas do infortúnio e dos desastres por toda a vida, como também aprenderão a arte de viver longa e plenamente. Observe o tempo em que a eternidade da Lei e do homem será provada. Não pode haver a mínima dúvida a respeito da solene promessa no sutra para uma “vida pacífica e segura na presente existência”.

“Tempo virá” será decidido no momento presente, quando experimentamos na prática esta frase do escrito. Então, “Vamos fazer um milhão de amigos e o Kossen-rufu concretizar”!

Linda Izumi Shimoda, responsável pela DFJ da Subcoordenadoria Norte Leopoldina da CRJ.

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