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Experiência & Comportamento
há 27 anos

Comprovando no trabalho a força da prática da fé

KIOMI ELIZABETH KAWAAI, VICE-COORDENADORA DA DIVISÃO DAS MOÇAS DA BSGI

02/10/1999

Comprovando no trabalho a força da prática da fé
Este ano, minha família completou 35 anos de prática. Sou fukushi, ou seja, quando nasci minha família já possuía o Gohonzon. Lembro-me que desde pequena as reuniões de palestra eram realizadas em minha casa. Meus pais desafiavam para superar os problemas de saúde de minha irmã e as dificuldades financeiras. Almoçávamos e jantávamos sopa todos os dias.

Ingressei na banda feminina Nova Era Kotekitai aos seis anos de idade. Foi participando das atividades desse grupo que aprendi o Gongyo, a importância do Daimoku e a grandiosidade de meu mestre.

Minha primeira responsável do Pompom-tai incentivava-me a recitar diariamente pelo menos duas horas de Daimoku.

A situação financeira foi melhorando. Em 1974, meu pai alugou um salão e abriu uma loja de eletrônica e passamos a morar na casa dos fundos. Em agosto desse ano, ouvi uma explosão. Era a loja que estava se incendiando. O fogo se alastrou pela casa também e conseguimos salvar apenas o Gohonzon. Perdemos tudo, além de ficar com muitas dívidas. Apesar da idade, orei para que conseguíssemos ultrapassar esse obstáculo e decidi que quando crescesse conseguiria um emprego para adquirir um oratório deslumbrante para consagrarmos o Gohonzon, pois esse era o desejo de meu pai. Para minha mãe, desejei proporcionar-lhe uma viagem ao Japão.

Participando das atividades da organização, ouvia sempre as orientações do presidente Ikeda sobre a importância do estudo e do Daimoku.

Meus pais sempre me incentivavam dizendo: “O Gohonzon é como nossa própria vida. Estude e faça Daimoku!”

Desafiei conforme Sensei nos orienta, pois quanto mais adversa for a situação, mais forte deverá ser a resolução de que esta é a época de atingir a vitória na vida.

Conciliando as atividades da organização, da Divisão das Moças, do grupo horizontal e meus estudos, ingressei na faculdade, formando-me em Administração com ênfase em Análise de Sistemas.

No dia da matrícula, do alto do prédio da faculdade, avistei um edifício que me chamou a atenção. Achei-o lindo e disse a mim mesma que um dia iria trabalhar naquele local, mesmo não sabendo que empresa era aquela.

Passei então a fazer estágio em uma empresa de telefonia após as aulas para poder tirar o diploma e pagar a faculdade. Meu último dia de aula coincidiu com minha partida para o Japão juntamente com o grupo que iria participar do Curso de Aprimoramento da SGI de 1991. Nesse treinamento, o presidente Ikeda discursou durante uma hora para representantes da Divisão dos Jovens de vários países, incentivando sobre a importância de comprovar o budismo em meio à sociedade, de lutar pela justiça e contra as maldades da seita Nikken. Retornei ao Brasil decidida a colocar essas orientações em prática.

Tendo no coração os incentivos do Mestre quando ele nos diz que ninguém pode superar aquele que recita o Daimoku intrepidamente, orava durante oito horas diariamente e estudava para passar nos testes de seleção das empresas.

Descobri que o edifício que eu havia achado maravilhoso era justamente o de uma empresa que atuava na área em que eu havia me formado e que após dez anos estava admitindo novos funcionários.

Intensifiquei meu Daimoku e os estudos. Passei nos testes, mas restava a fase final, ou seja, as entrevistas. Durante a avaliação, um dos gerentes que estavam me entrevistando disse: “Você não possui experiência na área. E se você não passar, o que irá fazer?” Refleti sobre o que havia aprendido nas atividades da organização e sobre o que o presidente Ikeda sempre diz quando nos incentiva, isto é, ter sempre esperança e persistência. Respondi prontamente: ”Se eu não passar agora, você irá me ver aqui até o dia em que eu conseguir ingressar nesta empresa. Eu tenho esperança e decidi que irei trabalhar aqui. Por isso, preciso ser chamada logo.” Ele riu e, em seguida, perguntou qual era meu hobby. Falei sobre tudo o que eu havia aprendido como membro da Nova Era Kotekitai e que isso significava muito mais que um hobby. Ficamos uma hora conversando somente sobre música.

Finalmente, consegui ingressar como contratada na área de Operações de Marketing por um período de 22 meses. Nessa fase, recebi treinamentos e cursos que não esperava.

Quando completei seis meses nesse emprego, estávamos em meio à luta para receber o presidente Ikeda no Brasil dali a três meses. Nesse período, recebi a ligação de uma das coordenadoras da Divisão das Moças solicitando que eu ajudasse na Comissão do Mini-Show e nos preparativos. Fiquei muito feliz pela oportunidade, mas preocupada, pois às vezes tinha de trabalhar até tarde.

Para complicar, meu gerente havia acabado de me informar que eu havia ganho um curso de análise de sistemas —o curso dos meus sonhos —, mas as aulas seriam no período noturno, com duração de dois meses. Além disso, não poderia solicitar férias devido ao pouco tempo que estava na empresa. Dessa forma, não poderia atuar nas atividades como gostaria.

Chegava tarde em casa e fazia Daimoku até altas horas e depois escrevia cartas de incentivo para os membros da Divisão das Moças de minha organização. Durante o dia, ligava para saber como estavam as atividades.

Nesse período, perdi uma grande amiga e membro da Divisão das Moças. As maldades estavam se manifestando ao redor de minhas companheiras. Orava para o sucesso das atividades e para que tudo corresse bem, tentando conciliar as atividades durante a semana com as aulas e o trabalho.

O curso se estendeu por mais duas semanas, o que coincidia com a vinda do presidente Ikeda. No último dia de aula, meu gerente me chamou e disse: “Como você se esforçou nos estudos, ganhará alguns dias para descansar: duas semanas. Está bom? Para quando você quer programar suas férias?” Quase não acreditei no que estava ouvindo. Ao voltar para casa, agradeci ao Gohonzon pela grande oportunidade.

Após as atividades da visita do presidente Ikeda, dediquei-me ao trabalho com a consciência de que eu estava representando a BSGI em meu campo de atuação. Havia conseguido também concretizar meu sonho de criança, pois com meus primeiros salários comprei o oratório que meu pai havia idealizado e fui com minha mãe ao Japão.

Quando o tempo estipulado em meu contrato de trabalho estava próximo de se encerrar, comecei a ficar apreensiva e perguntava a mim mesma: “O que Sensei faria se estivesse em meu lugar?” Ele orienta que o trabalho é a base da vida diária e que “o budismo é a própria vida diária”.

Assim, desafiei a fazer sempre o melhor, por mais simples que fosse a atividade. Fui efetivada, mudei de função, recebi algumas promoções, prêmios e cursos.

Terminei o curso de pós-graduação, conciliando as atividades e as aulas, mas ainda tinha como objetivo fazer um curso de especialização em Marketing no segmento de mercado em que atuava. Entretanto, preocupava-me por não ter tempo para participar das atividades, pois as aulas eram diárias.

Certo dia, comentei com um dos gerentes sobre meu desejo e ele disse: “Por que você não organiza uma turma na empresa e traz os professores até aqui? Assim, todos economizamos tempo e dinheiro. Não se preocupe, a empresa arcará com todas as despesas.” Continuei orando com o objetivo de me tornar uma profissional que pudesse atuar dignamente como discípula do Mestre. Decidi mudar de função com o objetivo único de ter mais tempo para participar das atividades da organização e estudar outros idiomas.

Em 1996, fui promovida novamente, recebi alguns prêmios, mudei de função e conquistei o reconhecimento dos demais profissionais. Nesse mesmo ano, ganhei uma bolsa de estudos do governo japonês, por meio da qual pude aprender muito.

Além de conseguir dispensa em meu serviço, logo após retornar recebi outra promoção e mudei novamente de função e de área.

Durante todo esse período, eu e minha família passávamos por alguns problemas de saúde, primeiramente com minha mãe e depois com meu pai. Mas sempre desafiei na recitação do Daimoku a fim de ultrapassar todos os obstáculos. Visando à vitória nas atividades da “Nova Primavera da BSGI”, redobrei o desafio de recitação de Daimoku com a decisão de jamais ser derrotada.

Oro todos os dias com a seguinte disposição ensinada pelo presidente Ikeda:

“Eu vou realizar o Kossen-rufu do Brasil. Para isso, vou demonstrar brilhantes comprovações também em meu trabalho. Por favor, faça com que eu possa evidenciar o máximo de minhas forças... A vitória na vida surge da interação entre ‘decisão’ e ‘oração’, ‘esforço’ e ‘planejamento’.” (Nova Revolução Humana, vol. I, pág. 195.)

Este ano, fui promovida a gerente de negócios e recebi um grande reconhecimento profissional. Amo meu trabalho e tenho muito orgulho de pertencer a esta maravilhosa “família Soka”.

Sou muito grata a todos os meus companheiros pelos incentivos e principalmente a meu querido Mestre. Muito obrigada.

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