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Experiência & Comportamento
há 27 anos

Por meio da oração evidenciei a coragem para vencer as dificuldades

SUELI MIEKO WATANABE, RESPONSÁVEL PELA DS DE COMUNIDADE

02/10/1999

Por meio da oração evidenciei a coragem para vencer as dificuldades
Conheci o Budismo de Nitiren Daishonin em novembro de 1983. Na época cursava o terceiro ano da faculdade e a BSGI estava realizando os preparativos para o Festival Cultural-Esportivo da SGI que seria realizado em 26 de fevereiro do ano seguinte. Eu tive a boa sorte de assistir ao último ensaio geral, ocorrido no sábado, e jamais esquecerei a explosão de alegria e a emoção manifestada pelas pessoas quando o presidente Ikeda chegou ao local. Mesmo não entendendo o que era a relação de mestre e discípulo, não pude conter as lágrimas de emoção.

Naquele momento decidi que minha família também iria conhecer essa maravilhosa organização que transmitia alegria e companheirismo. Sentia que não havia barreiras de raça ou classe social, e que todos tinham uma grande convicção de alcançar os objetivos. Isso era muito importante para mim, pois minha família passava por problemas financeiros e vivia em desarmonia. Esses problemas até então pareciam não ter solução.

No começo meus pais se opuseram à minha prática, mas o restabelecimento de minha mãe após sofrer uma cirurgia alterou o conceito deles sobre o budismo e possibilitou a minha conversão após oito meses de prática provisória. Minha mãe havia adoecido, tendo de ser submetida a uma cirurgia para retirar cálculos da vesícula. Ela estava aflita e eu a incentivei, dizendo-lhe que recitasse o Nam-myoho-rengue-kyo e que eu também estaria orando para o sucesso da cirurgia. Para surpresa de todos em apenas cinco dias ela já estava em casa. Depois de participar de uma reunião de palestra, ela também decidiu se converter. E em 19 de julho de 1984 a minha família recebeu o Gohonzon.

Desde então, vim comprovando a veracidade desse budismo, jamais me afastando da prática da fé e sempre recebendo incentivos dos companheiros da organização.

No ano de 1986 lancei três grandes objetivos: participar de um Curso de Aprimoramento da SGI no Japão; oferecer um oratório mais digno ao Gohonzon; e mudar para uma outra casa, pois aquela em que morávamos era muito velha e pequena. Esses objetivos pareciam impossíveis de serem concretizados na ocasião, mas determinei que iria conseguir sem falta.

Após dois anos, em 1988, todos esses objetivos foram conquistados: Eu e minhas irmãs, Lia e Mari, conseguimos comprar um outro oratório, mas o deixamos na loja com a intenção de levá-lo quando tivéssemos uma casa mais ampla. Porém, a cada dia esse sonho parecia ficar mais distante. Ao pedir orientação à minha responsável do Grupo Cerejeira da época, fui incentivada a consagrar o Gohonzon no novo oratório, mesmo sendo a sala muito pequena. Ela me ensinou que o mais importante era o meu sentimento de proteger o Gohonzon. E assim o fizemos.

Quase ao mesmo tempo fui selecionada para participar do I Curso de Aprimoramento dos Jovens da SGI, no Japão. Era um dos meus objetivos e não podia ser derrotada! Houve momentos em que parecia não haver solução. Contudo, por meio de intensa oração, pude evidenciar o máximo de minha sabedoria e coragem para vencer cada obstáculo que surgia. Em julho de 1988, o grupo partiu rumo ao Japão e eu mal podia acreditar que meu sonho estava sendo concretizado! Os momentos maravilhosos que passei no Japão superaram todas as minhas expectativas. A cada dia eu pensava: “Como a Gakkai é maravilhosa!” E pude aprender ainda mais sobre o espírito da Soka Gakkai. Que alegria poder encontrar com o presidente Ikeda e agradecer-lhe sinceramente por sua dedicação e carinho! A todo momento ele nos incentivava, deixando-nos com os olhos cheios de lágrimas.

Retornando ao Brasil concretizei o terceiro objetivo lançado, que era mudar para uma casa maior. Eu estava exultante, contudo, teria de superar um desafio muito maior e inesperado.

Em novembro do mesmo ano sofri um grave acidente de automóvel e fiquei com marcas no rosto. Pensei na preocupação que estava causando ao mestre e que algumas pessoas poderiam questionar a minha prática da fé, pois havia retornado recentemente de um treinamento no Japão. Realmente foi o meu grande desafio.

Li então uma orientação do presidente Ikeda que dizia: “Por meio de uma fé resoluta a pessoa pode evidenciar a coragem para transformar os sofrimentos em causas para o seu crescimento.” (Brasil Seikyo, edição 1.011, 12 de novembro de 1988, pág. 3.) Isso me incentivou de imediato, dissipando todas as minhas dúvidas. Renovei a minha decisão de lutar ainda mais em prol do Kossen-rufu e de me empenhar para transmitir às pessoas a alegria da prática da fé.

Como atuava como responsável pela DM de regional, sentia a grande responsabilidade de que nenhum membro viesse a duvidar dos ensinamentos do Buda Original Nitiren Daishonin e das orientações do presidente Ikeda. A prática da fé possibilitou que eu vencesse mais esse grande desafio.

Em abril de 1991, pude retornar ao Japão e agradeci mais uma vez ao mestre por seus incentivos e reconfirmei a minha decisão de jamais trair sua confiança. Em novembro do mesmo ano casei-me assumindo novas responsabilidades. Novos desafios surgiram, como enfrentar o problema do desemprego do marido, a preocupação com o aluguel, gravidez etc, mas em nenhum momento deixei que a lamentação tomasse conta de meu coração. Com isso me fortaleci e aprofundei ainda mais minha convicção no budismo.

Já faz oito anos que atuo na Divisão das Senhoras e a cada dia observo o quanto essa divisão é maravilhosa. Atualmente moro em uma casa própria, herança deixada pela minha sogra. Tenho dois filhos maravilhosos, meu marido é um grande companheiro e meus pais e irmãos também se dedicam em prol do Kossen-rufu. Enfim, sou uma pessoa muito feliz.

Como responsável pela DS de comunidade luto juntamente com meu marido e tenho grandes objetivos neste “Ano da Nova Primavera da BSGI”.

Como mãe participo do conselho escolar, contribuindo para melhorar o convívio entre aluno e professor, pais e escola, apoiando diretamente a coordenadoria pedagógica.

Sempre me lembro da seguinte orientação do presidente Ikeda: “Devemos triunfar na luta em prol do Kossen-rufu e vencer infalivelmente. Não estamos realizando essa luta para ninguém mais além de nós mesmos — para o nosso próprio crescimento e progresso.” (Brasil Seikyo, edição nº 1.513, 26 de junho de 1999, pág. 4.)

Quero agradecer ao presidente Ikeda por trazer este maravilhoso budismo ao Brasil e por suas preciosas orientações que me incentivaram nos momentos cruciais. E também agradecer aos meus companheiros da organização pelo apoio; e aos meus pais, pela dedicação e por terem abraçado também este maravilhoso ensino.

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