marcar-conteudoAcessibilidade
Tamanho do texto: A+ | A-
Contraste
Histórias Budistas
há 25 anos

A tartaruga caolho

01/02/2002

A tartaruga caolho
Era uma vez uma velha tartaruga caolho quetinha dificuldades para enxergar. Havia duas coisas quela mais desejava na vida: esquecer seu dorso sob os raios do sol e, ao mesmo tempo, esfriar seu estômago na água fria. Seu dorso era sempre gelado e seu estômago ardia fogo.

Certo dia, uma divindade marinha disse-lhe que a única forma de resolver seu problema era encontrar um tronco de sândalo flutuando no mar e que tivesse uma cavidade na qual ela pudesse repousar o ventre, Assim, o sol auqeceria seu dorso e as propriedades do sândalo refrescaria sei estômago.

Embora difícil de encontrar o tronco de sândalo no meio do vasto oceano, ela passou muitos dias a sua procura. Mas não tinha sorte e sua fraca visão dificultava ainda mais as coisas. Houve ocasiões em que pensou ter encontrado algo, mas era apenas sua fraca visão que a havia enganado. Em outras, encontrava um tronco de madeira, mas não era de sândalo ou então não possuia uma cavidade.

Um dia seu coração saltou de alegria ao ver um tronco de sândalo com uma cavidade flutuando no mar.

Mas sua alegria durou pouco. Ela percebeu que, embora tivesse uma cavidade na madeira, era pequena demais para ela. Sua visão fraca a havia enganado de novamente. Ela tentou aumentar a cavidade com suas nadadeiras, mas a madeira era dura demais. Em prantos, ela nadou deixando para trás o tronco de sândalo.

Nitiren Daishonin utiliza essa parábola para demostrar que muitas pessoas passam a vida procurando inutilmente meios que a conduzam a felicidade. Devido a sua ignorância e à visão ilimitada e distorcida do mundo, procuram seguir um ensino após o outro, mas acabam sempre decepcionados. Entretanto, Daishonin ensina que para serem felizes, as pessoas devem recitar o Nam-myoho-rengue-kyo. Isso as possibilitará compreender a vida e conquistar a felicidade.

Compartilhe

Copy to clipboard