TC
Especial
há 25 anos
Interagindo bem com os outros
Maria Irene de Souza Sakajiri, psicóloga
01/02/2002
Esse pensamento nos fornece um conceito perfeitamente aplicável à arte da convivência.
Visto dessa perspectiva podemos concluir que para as pessoas conviverem em harmonia é necessário, em primeiro lugar, aprenderem a desenvolver sua inteligência intrapessoal, que é a capacidade de se conhecer e de estar bem consigo mesmas e de administrar os próprios sentimentos a favor de seus planos e projetos. Inclui a autodisciplina, a autocompreensão e a auto-estima.
Como não vivemos isolados e a todo momento estamos nos relacionando com as pessoas, tanto em nosso ambiente familiar, como no social, vivemos influenciando e sendo influenciados. Isso requer o desenvolvimento de outro potencial humano que é a inteligência interpessoal, ou seja, desenvolver a capacidade de compreender as pessoas, de interagir bem com os outros. Significa ter sensibilidade para se colocar no lugar do outro, de sentir o que o outro está sentindo. Essas habilidades estão ligadas à inteligência emocional, segundo Daniel Goleman.
Ao desenvolvermos esses tipos de inteligências, adquirimos a condição de usufruir mais satisfação pessoal e vivermos com mais harmonia.
Acredito que o sentimento básico para a convivência harmoniosa encontra-se expresso na seguinte frase do presidente da SGI, Daisaku Ikeda: “O que a humanidade mais necessita é de solidariedade ante os sofrimentos dos outros. Precisamos cuidar dos outros como cuidamos de nós.”
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