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Mulher
há 25 anos
O papel dos pais na educação
por Marilene Avelino da Silva de Senne, pedagoga
01/02/2002

Conjugam-se fatores de ordem pessoal e social que têm levado a escola a ser cobrada pela execução de funções menos pedagógicas e mais afetivas e sociais.
Por trás da patologia de nossas crianças em se afastarem da escola, de apresentarem comportamento problemático e de fugirem do aprendizado formal, pode estar o completo declínio das funções educacionais inerentes à família e à sociedade.
Conforme o presidente da SGI, Daisaku Ikeda, ressalta em sua proposta educacional, os adultos não têm sido mais o espelho para a criança. Atitudes e valores altruísticos estão esquecidos, ficando apenas no discurso. Lembra também que Makiguti defendia que uma educação eficaz deve se pautar na tríplice parceria entre escola, lar e comunidade, cada qual com a responsabilidade por uma parte específica da tarefa educacional. O elemento chave dessa proposta é o aproveitamento do tempo do estudante também em atividades voluntárias contínuas ligadas à natureza e às necessidades da comunidade.1
Segundo Paulo Freire, foi na relação social e histórica que homens e mulheres descobriram que é possível ensinar. Há uma natureza testemunhal nos espaços tão lamentavelmente relegados, inclusive na escola. As ruas, as praças, os pátios escolares estão sempre cheios de emoções e sentimentos comunicados pelas pessoas que os ocupam e cruzam.2
Temos ouvido falar muito sobre a participação da família na escola. Mas cabe ressaltar que a presença dos pais no cotidiano escolar deve ser algo diferente de vigiar o recreio, o portão, fazer merenda, mas sim resgatar seu papel como responsável pela educação do filho, com ações simples e de grande importância, como olhar o seu caderno ou levá-lo à escola, opinar nas reuniões sem tanta preocupação com notas, conhecer os professores, perguntar sobre a proposta pedagógica da escola, saber sobre as atividades culturais que ela promoverá e se o seu filho irá se integrar no processo cultural da escola.
Portanto, cabe também à mulher do século XXI incentivar-se e aos que a rodeiam, a refletir sobre sua atuação em relação ao papel da família enquanto responsável pela criação de ambientes de aprendizagem e cultura que conduzam ao êxito.
Reconhecer que a participação no processo de aprendizagem de seus filhos é fundamental e indispensável.
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